Colunistas

13/09/2013

Sustentabilidade dá lucro! - por Rodrigo da Silveira Nicoloso*

 

Por Rodrigo da Silveira Nicoloso, membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves.

A agropecuária brasileira vem sendo cada vez mais cobrada a produzir de forma sustentável. Isto em um cenário de custos de produção em elevação, investimentos crescentes em tecnologia, concorrência com produtores europeus e americanos subsidiados e com a constante demanda da sociedade pela produção de alimentos baratos.

Como pensar na sustentabilidade ambiental se é cada vez mais difícil manter a propriedade rural sustentável economicamente? A resposta passa, obrigatoriamente, pelo planejamento racional da propriedade rural e integração dos sistemas de produção. Talvez a suinocultura seja o melhor exemplo para ilustrar como uma atividade potencialmente poluidora pode se transformar em um fator de desenvolvimento de outras atividades agropecuárias, através da reciclagem dos dejetos gerados na produção de suínos como fertilizantes.

O mesmo dejeto que polui se lançado indiscriminadamente no ambiente, pode se tornar um fertilizante orgânico valioso para a produção de grãos ou forragem se corretamente manejado. Apesar de muito variável, em média, cada metro cúbico (1.000 litros) de dejeto de suínos tem cerca de 3,4 kg de nitrogênio, 2,9 kg de fósforo (P2O5) e 1,7 kg de potássio (K2O). Considerando os preços médios destes nutrientes obtidos a partir de fertilizantes minerais, um metro cúbico de dejeto teria um valor aproximado de R$ 21,00. Assim, uma propriedade suinícola de tamanho médio com 1.000 animais em terminação alojados produz por ano o equivalente a R$ 30.000,00 em fertilizante orgânico.

O passivo ambiental de uma atividade pode se tornar o insumo de outra! É por isto que a bovinocultura de leite vem crescendo no oeste de Santa Catarina, onde os dejetos da suinocultura são aproveitados para a produção de pasto em quantidade, qualidade e com baixo custo. A expansão da suinocultura no centro-oeste do Brasil também contribui com a redução dos custos de produção do milho, onde a fertirrigação com os dejetos de suínos substitui parcialmente os fertilizantes minerais que respondem por até 50% das despesas com insumos nesta cultura.

Assim, resolvemos dois problemas de uma só vez, dando destino adequado aos dejetos da suinocultura e abatendo custo de produção das atividades que se beneficiam com o uso deste fertilizante. Quando a propriedade rural é gerenciada de maneira integrada e os sistemas de produção são planejados de forma a se beneficiarem mutuamente, é possível produzir com sustentabilidade e lucro!

Setembro/2013

Obs.: Se precisar de foto, me avise. 

Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável- CCAS é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados a sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa sejam colocados a disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Acompanhe o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel



--

Tatiana Freitas
Consultora de Comunicação
19 2136-3516 / 19 99782-7491
tatiana.freitas@alfapress.com.br

 

*Rodrigo da Silveira Nicoloso é membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves. 



Comentários

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cgKylu5b9nGO 28/01/2014, às 23:04

if he goes to one particular scoohl, training is 6 days a week, 3 hours a day. This starts at Sec 1! This is like professional training right? If only they awarded bonus character points for kids who display graciousness, are kind to others in action and in speech, are respectful of teachers and parents, show great teamwork (eg. able to trust team members to do their part, not a free rider, don\'t rely on parents to help with profssional-looking project work), value friendship and don\'t trample on others to get on top. Oh, and impose penalty points on kids who have unreasonable, kiasu (not normal kiasu but ugly kiasu) and entitled-mentality parents. Sorry for deducting points from you kiddo, the fruit usually doesn\'t fall far from the tree. But if you\'re really different from your annoying parents, am sure you can make up for it with the bonus character points. http://hpmgfnuu.com [url=http://ovlfiey.com]ovlfiey[/url] [link=http://oqdvvcm.com]oqdvvcm[/link]

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Xhi4q6qkAo 11/01/2014, às 02:40

Anon: Clarification - when I mentioned 18/20 for ciptosimoon, I was referring to primary school. Certainly, I know it\'s almost impossible to get perfect scores in the elite schools at JC level. In fact, I would say that these schools go all out to make sure the students do quite dismally, especially in the first year, which to me, is equally ridiculous. It\'s as if they want to tell the kids, \"see, you\'re not that smart!\" so that the students will be pleasantly surprised with their better than expected A level or IB results. I think many students accept the crazy difficult standard at JC level because they internalised the message that they\'ve have been told repeatedly, that it\'s the only way to be competitive globally. Either way, I do feel it\'s terribly unhealthy and it\'s a mindset that\'s driven by fear of not keeping up. I\'m truly glad you\'re one of those who feel that you\'ve emerged a warmer and better person, but I also know lo

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yzQjxiKyva7 09/01/2014, às 23:03

You are absolutely right about the brestinets the top students felt in RI(RJ). Last year or yr before it came out in the news after \"A\" levels were released. Many interviewed lamented that they could not get into Ivy league U of first choice. Many get their second or third choices. And the reason was these kids had no \"community work\" or \"services\" in their track record. So many of these complaining were muggers who had no time to do anything else. They were certainly sad and bitter in their remarks. My hubby and I were quite shocked with the mindset. It was really food for thought if we, as parents, should want to push our children into such academic excellence and ended up not being able to think in broader terms.On the other hand, if those who had community service track record based on their own efforts, all well and good but if they used their family\'s connections to obtain the testimonials, then the whole system is indeed flawed to produce the non-existent super kids! LOL...Th


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