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14/07/2015

PHOENIX, de Christian Petzhold, Urso de Prata no Festival de Berlim 2012, no Cinema Guion em Porto Alegre

Após o sucesso de BARBARA, seu ultimo filme lançado no Brasil em 2013, o diretor Christian Petzold apresenta seu novo longa: PHOENIX, que retrata a historia da personagem Nelly Lenz, sobrevivente do campo de concentração em busca do ex-marido.

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ESTREIA DO FILME ALEMÃO PHOENIX

VENCEDOR DO URSO DE PRATA NO FESTIVAL DE BERLIN (2012)

como MELHOR DIRETOR, CINEASTA ALEMÃO CHRISTIAN PETZOLD

lança seu novo filme:

PHOENIX

PROENIX FOI PRÊMIADO NO FESTIVAL DE SAN SEBASTIAN (2014)

Pela FIPRESCI – FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CRÍTICOS DE CINEMA,

formada por um grupo de 300 críticos de filmes do mundo inteiro

 

(PHOENIX/ 2014/ ALEMANHA/98 MIN/DRAMA/
Direção: CHRISTIAN PETZOLD
Roteiro: CHRISTIAN PETZOLD & HARUN FAROCKI

baseado no livro LE RETOURS DES CENDRES do escritor HUBERT MONTEILHET   
Fotografia: HANS FROMM
Musica: STEFAN WILL
Montagem: BETTINA BÖHLER
Elenco: NINA HOSS/ RONALD ZEHRFELD/ NINA KUNZENDORF MICHAEL MAERTENS/ IMOGEN KOGGE/ KIRSTEN BLOCK/ UWE PREUSS

Cineasta berlinense de 55 anos, diretor de BARBARA, YELLA e JERICHOW, todos interpretados pela bela e competente atriz alemã NINA HOSS, vista no Guion em UMA JANELA PARA O VERÃO, de HENDRIK HANDLOEGTEN, que inclusive esteve presente na pré-estreia do filme. Nina Hoss foi premiada com o Urso de Prata no Festival de Berlin em 2007 pelo filme YELLA e PHOENIX é o quinto longa da admirável parceria entre os dois.

 

Após o sucesso de BARBARA, seu ultimo filme lançado no Brasil em 2013, o diretor Christian Petzold apresenta seu novo longa:

PHOENIX, que retrata a historia da personagem Nelly Lenz,

sobrevivente do campo de concentração durante a segunda guerra mundial e sua incrível jornada em busca do ex-marido, que ela suspeita tê-la  entregue aos nazistas.

O fato de seu último filme BARBARA ter sido o escolhido pela Alemanha para concorrer a uma das vagas de Melhor filme Estrangeiro no Oscar em 2013, confirma a preocupação do cinema germânico em revisitar o passado de seu país.     

         

 

O que dizem sobre o filme:

 

“Uma alegoria poderosa para a regeneração do pós-guerra e um rico conto hitchcockiano de confusão de identidade” – The Hollywood Reporter

 

“Um final que vai tirar o fôlego” – The Playlist

 

“Um melodrama filme noir suntuoso” – Variety

 

“Christian Petzold realiza uma nova obra de mestre, o mais magistral é que é um dos poucos filmes alemães para mostrar as consequências imediatas do Holocausto” – Positif

 

“Christian Petzold é um dos melhores diretores da sua geração” – Le Monde

 

“Um retrato sufocante e comovente de uma mulher em busca de seu futuro” - Première

 

 

SOBRE O  DIRETOR

Christian Petzold é um dos principais cineastas alemães da atualidade. Nasceu em Hilden, em 1960.

Depois de estudar alemão e drama na Freie Universität, ele se matriculou na Academia Alemã de Berlim para Cinema e Televisão.

Lá estudou direção de cinema, enquanto trabalhava como assistente de direção de Harun Farocki e Hartmut Bitomsky.

Após a formatura, Christian Petzold faz uma série de filmes interessantes para TV.

Em 2000, seu primeiro filme teatral, Die innere Sicherheit (2000), sobre um casal de terroristas de esquerda, criou uma forte impressão

e rendeu seus dois primeiros prêmios como diretor – o German Film Award e o Hessischer Award de Melhor Filme.

FILMOGRAFIA:

WOLFSBURG (2003)

YELLA (2007)

JERICÓ (2008)

DREILEBEN – ALGO MELHOR DO QUE A MORTE (2011)

BARBARA (2012)

PHOENIX (2014)

 

Nelly Lenz é uma sobrevivente do campo de concentração durante a segunda guerra mundial, onde foi deixada terrivelmente desfigurada.

Após uma cirurgia de reconstrução facial, Nelly volta à Berlin em busca do seu marido Johnny. Quando ela finalmente o encontra, Johnny não a reconhece.

No entanto, ele se aproxima dela com uma proposta, já que Nelly se parece com a sua esposa a quem ele acredita estar morta.

Johnny pede para que ela o ajude a reivindicar a herança de sua viúva. Nelly concorda, pois deseja descobrir se Johnny a amava, ou se ele a traiu.

Será que Johnny irá confessar o seu amor, ou a sua culpa?

 

 

 

CONFIRA a entrevista do português

JORGE MOURINHA com o cineasta: 16/04/2015

Oriundo da “escola de Berlim”, que renovou o cinema alemão nos anos 2000, Christian Petzold é o seu integrante que mais regularmente temos acompanhado: Phoenix é o seu quarto filme a estrear por cá, depois de Yella (2007), Jerichow (2008) e Barbara (2012) – todos eles interpretados por Nina Hoss. Sétima longa-metragem do cineasta e sexta colaboração entre actriz e realizador, e estreado esta semana nas salas portuguesas, Phoenix constrói-se todo à volta da presença de Nina Hoss. Aqui, interpreta Nelly, uma sobrevivente dos campos de concentração que tenta, na Berlim destruída e dividida de 1945, recuperar a vida que perdeu e a mulher que foi, por entre um ex-marido e uma melhor amiga que querem que ela se reinvente.

A mulher que viveu duas vezes

Depois de Barbara, um novo retrato de mulher que confirma Nina Hoss como uma senhora actriz e Christian Petzold como um dos grandes cineastas dos nossos dias.

Ler crítica

Phoenix é um retrato de uma mulher em busca de si própria, mas também um olhar sobre as cicatrizes morais de um país assombrado pela sua história – e o cinema de Petzold tem sido sempre fascinado pelos recantos escondidos do passado da Alemanha. A conversa, breve mas fervilhante de ideias, começou exactamente por aí.

Todos os seus filmes falam da história da Alemanha ao longo do século XX. Phoenix parece ser o que mais tem a ver com isso, mas é também o que mais fala da história do cinema...

É verdade. Enquanto escrevíamos o guião, perguntávamo-nos que canções se cantariam no cabaré onde Nelly reencontra o marido, e lembrámo-nos de uma canção de Kurt Weill chamada Licht aus Berlin [A luz de Berlim]. E existe um ensaio fantástico de uma grande crítica alemã, Frieda Grafe, num livro também chamado Licht aus Berlin, sobre os exilados alemães e austríacos, os realizadores e directores de fotografia que tiveram de abandonar a Europa devido ao fascismo e foram para Hollywood e aí ajudaram a criar o filme negro: Robert Siodmak, Fritz Lang... Pensámos tentar com Phoenix devolver essa "luz de Berlim" de 1945, como se fosse um filme feito nessa altura pelos exilados que regressaram, com a sua experiência e com a sua solidão. É por isso um filme também sobre o cinema.

Também o cinema europeu do pós-guerra? Lembrámo-nos do Terceiro Homem, de Carol Reed, dos filmes de Roberto Rossellini...

Sim! Antes da rodagem, temos sempre uma semana ou dez dias de ensaios, que passamos sobretudo a ver filmes. E um dos filmes que vimos foi Alemanha, Ano Zero, mas tenho quase a certeza – embora tenha algum medo de lhe perguntar – que, para a personagem de Nelly, a Nina estava a pensar na Ingrid Bergman de Stromboli. Alguém exilado numa ilha, sem ligações a ninguém, uma pessoa um pouco burguesa, que quer regressar à sociedade... A amiga dela quer reconstruir a sociedade, começar algo do zero na Palestina; a Nelly quer voltar atrás no tempo, até às raízes e ao seu passado, não aceita o que lhe aconteceu. Sabe que o tempo não pode voltar atrás, mas tenta consegui-lo.

Nelly deixa-se moldar pelo homem que ama, que não a reconhece, mas que a quer transformar na sua “antiga” mulher. É um pouco uma actriz nas mãos de um realizador.

É verdade, é um pouco uma metáfora da nossa relação. A partir de meio do filme, ela já não é uma vítima; interpreta um papel para si própria, contra o marido – ou contra o realizador.

Podemos considerar isso como um reflexo da vossa própria relação enquanto actriz e realizador ao longo dos filmes? Em Yella, por exemplo, ela interpreta alguém mais impotente, e, com cada novo filme, as suas personagens vão sendo cada vez mais assertivas.

Concordo. Rodei pela primeira vez com a Nina em 2001, e ela era uma bela mulher loura, uma actriz um pouco hitchcockiana... Ao fim de cinco, seis, sete dias de rodagem, ela representava como se fosse exilada, alguém muito solitário, muito isolado. A Nina diz-me, às vezes, que também quer representar uma mãe de filhas, uma pessoa carinhosa, mas que acaba sempre por gravitar para os papéis de lutadora.

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/christian-petzold-filma-a-berlim-do-posguerra-a-sombra-de-hitchcock-1692572



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