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Colunistas

09/10/2016

O valor do esporte - Editorial Rádio Vaticano

Nesta semana o Papa Francisco voltou a dirigir o seu pensamento ao mundo esportivo que, como bem sabemos, ele tanto gosta. E também desta vez não poupou elogios, incentivos, mas também chamou a atenção para o momento vivido pelo esporte.

Cidade do Vaticano (RV) – Sem meios termos pediu que o esporte seja protegido de “manipulações” e “explorações comerciais”,  e que seja debelado o “câncer da corrupção”, para que se mantenha sempre genuíno. Esses pensamentos Francisco fez na Sala Paulo VI diante dos participantes do encontro sobre esporte e fé, que se encerrou nesta sexta-feira, no Vaticano e dedicado ao tema, “O esporte a serviço da humanidade”. O encontro foi organizado pelo Pontifício Conselho para a Cultura, com a colaboração da ONU e do Comitê Olímpico Internacional (COI). 

A voz de Francisco mais uma vez se levantou para chamar a atenção de atletas e dirigentes para o valor real do esporte, pedindo que se conserve a sua pureza. “Seria triste, para o esporte e para a humanidade – disse –, se as pessoas não pudessem mais confiar na verdade dos resultados esportivos, ou se o cinismo e o desencanto tomassem o lugar do entusiasmo e da participação alegre e desinteressada”. No esporte como na vida, é importante lutar pelo resultado, mas jogar bem e com lealdade é ainda mais importante.

Quando as pessoas – sublinhou Francisco –, lutam para criar uma sociedade mais justa e transparente, estão colaborando com a obra de Deus.

O olhar do Papa neste momento foi também para os responsáveis de diversas comunidades religiosas presentes, afirmando que também eles, como líderes religiosos querem oferecer a sua contribuição para tal objetivo. No que diz respeito à Igreja Católica, ela está comprometida no mundo do esporte para levar a alegria do Evangelho, “o amor inclusivo e incondicionado de Deus por todos os seres humanos”.

Falando diretamente sobre o esporte, Francisco destacou a sua importância, afirmando que é uma atividade humana de grande valor, capaz de enriquecer a vida das pessoas, do qual podem fruir e alegrar homens e mulheres de várias nações, etnias e pertença religiosa. O Papa então recordou os recentes Jogos Olímpicos e Paraolímpicos que estiveram no centro da atenção mundial.

Quando vemos os atletas darem o máximo de suas capacidades, o esporte nos entusiasma, nos causa admiração e nos faz sentir orgulhosos. Existe uma grande beleza na harmonia de certos movimentos, como também na força ou no jogo de equipe. “Quando é assim, o esporte transcende o nível puramente físico – disse Francisco -, e nos leva para a arena do espírito e do mistério”. 

O Papa chamou ainda a atenção para outra característica importante do esporte: não é reservado somente aos grandes atletas. Há também o esporte amador, recreativo, não finalizado a competir e que permite a todas as pessoas melhorar a saúde e o bem-estar, a aprender a trabalhar em equipe.

Neste pensamento de Francisco estão também as crianças e adolescentes que vivem às margens da sociedade. Um pensamento que diz respeito também a nós no Brasil. O Papa sabe muito bem do entusiasmo das crianças que brincam com uma bola vazia ou feita de panos nos subúrbios das grandes cidades ou nas ruas de pequenos povoados, por isso encorajou mais uma vez instituições, empresas, realidades educacionais e sociais, e comunidades religiosas a trabalharem a fim de que estas crianças possam ter acesso ao esporte em condições dignas, especialmente as que foram excluídas por causa da pobreza.

O mundo do esporte é uma grande oportunidade para todos, ricos e pobres. E neste mundo é possível ver nos atletas, que são livres da degeneração da corrupção, da prevaricação ilícita, das manipulações, também um símbolo, uma emblema do compromisso de cada pessoa, sobretudo, para o grande universo de jovens que não somente o seguem mas se dedicam eles mesmos a atividades esportivas.

O esporte e os esportivos, como vimos nas Olímpiadas do Rio, podem se tornar modelos para criar pontes sobre vales de divisões étnicas, de separações socioculturais, de oposições ideológicas.

O esporte nos faz encontrar, nos ensina a competir, a vencer e a perder, a nos respeitarmos uns aos outros. Muitos não podem praticar o esporte porque não têm a possibilidade ou por causa de preconceitos ou interesses. Mas todos nós temos a responsabilidade de contribuir para que os benefícios do esporte possam ser partilhados por todos. (Silvonei José)

Fonte: Noticiário Rádio Vaticano 08/10/2016 
E-mail: newsletter.brasil@vatiradio.va 



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