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Colunistas

14/03/2018

Dois filmes alemães em lançamentos nos Cinemas Guion em Porto Alegre nesta semana

Esta semana estaremos lançando dois filmes alemães: EM PEDAÇOS e WESTERN! Bom proveito!

G U I O N   C E N T E R   C I N E M A S

www.guion.com.br

Rua Lima e Silva, 776 - 3221-3122
Porto Alegre, RS

 

SEMANA 11/2018 – 15(QUI) a 21(QUA)/ MAR/2018

 

ESTREIAS

EM PEDAÇOS – 106 MIN/ 14 ANOS

Guion Center 1– 14h – 17h30 – 21h

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1735883776432707

 

AMANTES POR UM DIA – 76 MIN/ 14 ANOS

Guion Center 1– 16h – 19h30

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1743409439013474

 

WESTERN– 119 MIN/ 12 ANOS

Guion Center 2– 14h35 – 20h30

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1743436255677459

 

 

EM CARTAZ

 

LOU– 113 MIN/ 16 ANOS – Guion Center 2 16h45

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1680012528686499

 

DAPHNE– 88MIN/ 16 ANOS – Guion Center 3 – 15h20/ Guion Center 2 – 18h50

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1735836063104145

 

 

A NÚMERO UM – 110 MIN/ Guion Center 3 – 17h

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1728389953848756

 

 

O FILHO URUGUAIO– 96 MIN/ 12 ANOS – Guion Center 3 – 19h

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1727130467308038

 

O INSULTO – 112 MIN/ 14 ANOS – Guion Center 3 – 20h45

www.facebook.com/pg/GuionCenterCinemas/photos/?tab=album&album_id=1700555989965486

 

 

 

           

 

                                                             

PROGRAMAÇÃO POR SALA

 

            GUION CENTER 1

14h     EM PEDAÇOS – 106 MIN/ 14 ANOS

16h     – AMANTES POR UM DIA – 76 MIN/ 14 ANOS

17h30 EM PEDAÇOS – 106 MIN/ 14 ANOS

19h30 – AMANTES POR UM DIA – 76 MIN/ 14 ANOS

21h     EM PEDAÇOS – 106 MIN/ 14 ANOS

 

            GUION CENTER 2

14h35 WESTERN– 119 MIN/ 12 ANOS

16h45 LOU– 113 MIN/ 16 ANOS  

18h50 DAPHNE– 88MIN/ 16 ANOS

20h30 WESTERN– 119 MIN/ 12 ANOS

 

            GUION CENTER 3

15h20 DAPHNE– 88MIN/ 16 ANOS
17h     A NÚMERO UM – 110 MIN/

19h     O FILHO URUGUAIO– 96 MIN/ 12 ANOS

20h45 O INSULTO – 112 MIN/ 14 ANOS

 

 

 

 

 

                                                                        

           

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SUGESTÃO DE PRESENTE!

ASSOCIE-SE E VEJA QUALQUER FILME EM CARTAZ DURANTE 6 MESES!

OU DÊ UM PRESENTE A SUA MÃE, PAI, IRMÃO, AMIGO, NAMORADA.....

QUANTIDADE LIMITADA DE SÓCIOS!

Informações na bilheteria!

 

           

______________________________________

      GUION CENTER CINEMAS

      http://www.guion.com.br/

        

       CENTRO COMERCIAL NOVA OLARIA

       Rua Lima e Silva, 776/ Lj. 11 -  CIDADE BAIXA

       90-050-100 - PORTO ALEGRE/ RS

       (51)  3221-3122 – (RAMAL) TARDE/NOITE

 

 

GUION CENTER  CINEMAS

                 Facebook :    http://www.facebook.com/pages/Porto-Alegre-Brazil/Guion-Cinemas/108679769153124     (FANPAGE DOS CINEMAS GUION)

                                       https://www.facebook.com/pages/GuionArte-Cinemas/526247287509328?fref=ts       (FANPAGE DA GALERIA GUION ARTE)

AMIGOS DO GUION: https://www.facebook.com/groups/420111041460780/?fref=ts

                      Twitter: http://twitter.com/GuionCenter

 

 

 

 

FESTIVAL DE CANNES/ 2017
MELHOR ATRIZ - DIANE KRUGER

 

VENCEDOR DO GLOBO DE OURO
MELHOR FILME ESTRANGEIRO

 

CRITIC’S CHOICE AWARDS

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

 

PRÉ-SELECIONADO AO OSCAR/ ALEMANHA

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

 

Após a excelente notícia do
Globo de Ouro (escolhido como MELHOR FILME ESTRANGEIRO), EM PEDAÇOS foi o vencedor do CRITICS' CHOICE AWARDS de
MELHOR FILME ESTRANGEIRO!

EM PEDAÇOS

AUS DEM NICHTS | 2017 | ALEMANHA DRAMA | 106 MIN

Direção e Roteiro: FATIH AKIN

Produção: ANN-KRISTIN HOMANN, NURHAN ŞEKERCI-PORST, FATIH AKIN, HERMAN WEIGEL

Fotografia: RAINER KLAUSMANN

Edição: ANDREW BIRD

Música: JOSHUA HOMME

Elenco:

DIANE KRUGER é Katja Sekerci

DENIS MOSCHITTO é Danilo Fava

JOHANNES KRISCH é Haberbeck

ULRICH TUKUR é Jürgen Möller

SAMIA CHANCRIN é Birgit

NUMAN ACAR é Nuri Sekerci

RAFAEL SANTANA é Rocco Sekerci

 

Katja Sekerci (DIANE KRUGER) é uma alemã que leva uma vida normal ao lado do marido turco Nuri(NUNAM ACAR), e do filho de 7 anos. A vida de Katja entra em colapso depois que um atentado a bomba mata seu marido e filho. Após o período de luto, desesperada, Katja decide lutar por justiça. Em seu mais novo filme, o cineasta alemão Fatih Akin (o mesmo de CONTRA A PAREDE, exibido pelo Guion e DO OUTRO LADO) faz uma reflexão pessoal sobre os conflitos do nosso tempo, o radicalismo da sociedade, as tentativas de assassinato de inocentes e, sobretudo, do amor incondicional de uma mulher por sua família. Vencedor do prêmio de melhor atriz para Diane Kruger (Bastardos inglórios) no Festival de Cannes 2017.

 

 

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SELEÇÃO OFICIAL DO FESTIVAL DE CANNES 2017 - UN CERTAIN REGARD.

WESTERN

WESTERN  | 2017   |   ALEMANHA-BULGÁRIA-ÁUSTRIA | 119 MIN | 12 ANOS
Direção e Roteiro: VALESKA GRISEBACH

Produção: JONAS DORNBACH, JANINE JACKOWSKI, MAREN ADE, VALESKA GRISEBACH, MICHEL MERKT

Fotografia: BERNHARD KELLER

Montagem: BETTINA BÖHLER

Elenco: MEINHARD NEUMANN, REINHARDT WETREK, SYULEYMAN ALILOV LETIFOV,

VENETA FRANGOVA, VYARA BORISOVA

 

"'Guerra é guerra. Vida é vida. Você não pode agrupá-los', diz um trabalhador de construção no início do filme, imediatamente evocando a dicotomia entre civilidade e selvageria no coração do gênero referenciado pelo título do longa." (Slant Magazine)

 

Com o ator de cinema e teatro alemão MEINHARD NEUMANN, sempre em impactante interpretação, o filme WESTERN acompanha um grupo de operários alemães vai trabalhar em uma construção na fronteira entre a Bulgária e a Grécia. Esta terra estrangeira e sua bela paisagem despertam o espírito de aventura dos homens; porém, eles também precisam encarar seus próprios preconceitos e desconfianças devido à barreira do idioma e às diferenças culturais.

 

É verão; a onda de calor reina na exuberante paisagem arborizada e etérea da reserva natural búlgara Ali Botush, não muito longe da fronteira com a Grécia, alguns homens hasteiam a bandeira nacional alemã no topo de uma colina onde eles criaram um acampamento base.

Um grupo de operários alemães vai trabalhar em uma construção na fronteira entre a Bulgária e a Grécia. Esta terra estrangeira e sua bela paisagem despertam o espírito de aventura dos homens; porém, eles também precisam encarar seus próprios preconceitos e desconfianças devido à barreira do idioma e às diferenças culturais. O cenário torna-se rapidamente propício ao confronto quando os homens começam a competir pelo reconhecimento e favorecimento dos habitantes locais.

 

Tratores, motosserras, quartos, um rio para desviar, virilidade etílica ao redor da fogueira: a diretora alemã Valeska Grisebach mergulha no universo masculino, no faroeste, um gênero que ela aprendeu a gostar. Como o título do filme, decidiu se apropriar de uma história realista contemporânea e injetar nela, com habilidade, todos os ingredientes clássicos em que cowboys e índios se enfrentam, a fim de abordar subterraneamente a questão da migração económica e da integração.

 

 

SOBRE A DIRETORA

Nasceu em 1968, na Alemanha. Estudou Filosofia e Germanística em Berlim, Munique e Viena. Em 1993, Grisebach começou a estudar direção na Academia Vienense de Cinema. Seu filme de graduação, MEIN STERN, em 2001, recebeu o Prêmio FIPRESCI no Festival de Toronto e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Turim e em 2002 foi indicado ao Prêmio Adolf-Grimme. Seu segundo longa-metragem, SEHNSUCHT, estreou em 2006 na competição da Berlinale. Este filme ganhou vários prêmios, incluindo o Prêmio Especial do Júri no BAFICI, o Grande Prêmio das Astúrias no Festival de Gijón e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Varsóvia.

 

Art Film Festival 2017

Winner
Blue Angel

Best Director
Valeska Grisebach 

For its personal story wrapped inside a collective portrait, functioning as a perceptive ... More

Nominee
Blue Angel

Best Film
Valeska Grisebach 

 

Cannes Film Festival 2017

Nominee
Un Certain Regard Award

Valeska Grisebach 

 

Fünf Seen Film Festival 2017

Nominee
Audience Award

Publikumspreis
Valeska Grisebach 

 

German Film Critics Association Awards 2018

Winner
German Film Critics Award

Best Film (Bester Spielfilm)
Valeska Grisebach 

Best Actor (Bester Darsteller)
Meinhard Neumann 

Nominee
German Film Critics Award

Best Screenplay (Bestes Drehbuch)
Valeska Grisebach 

Best Cinematography (Beste Bildgestaltung)
Bernhard Keller 

 

Giornate degli autori - Venice Days 2017

Nominee
Lux Prize

Valeska Grisebach 

 

Golden Apricot Yerevan International Film Festival 2017

Winner
Special Mention

Feature Competition
Valeska Grisebach 

Nominee
Golden Apricot

Feature Competition
Valeska Grisebach 

 

Golden Rose 2017

Nominee
Golden Rose

Best Film
Valeska Grisebach 

 

Göteborg Film Festival 2018

Nominee
Dragon Award

International Competition
Valeska Grisebach 

 

International Cinephile Society Awards 2018

Winner
ICS Award

Best Picture Not Released in 2017

 

Jameson CineFest - Miskolc International Film Festival 2017

Winner
Emeric Pressburger Prize

Best Film
Valeska Grisebach 

 

Jerusalem Film Festival 2017

Winner
The Wilf Family Foundation Award - Honorable Mention

Valeska Grisebach 

Nominee
The Wilf Family Foundation Award

Best International Film
Valeska Grisebach 

 

Lisbon & Estoril Film Festival 2017

Nominee
Jaeger - LeCoultre Best Film Award

Best Film
Valeska Grisebach 

 

Mar del Plata Film Festival 2017

Winner
Best Director

Valeska Grisebach 

Nominee
Best Film

International Competition
Valeska Grisebach 

 

Motovun Film Festival 2017

Winner
FIPRESCI Prize

Valeska Grisebach 

Winner
Propeller of Motovun

Best Film
Valeska Grisebach 

 

Seville European Film Festival 2017

Winner
Grand Jury Award

Valeska Grisebach 

 

T-Mobile New Horizons International Film Festival, Poland 2017

Winner
FIPRESCI Prize

Valeska Grisebach 

Winner
Grand Prix

International Competition
Valeska Grisebach 

Unanimously. "We find it tender, strong and very elegant. It has many layers and it deals with ... More

 

Tromsø International Film Festival 2018

Nominee
Aurora Award

Valeska Grisebach 

 

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AMANTE POR UM DIA

 

UM FILME DE PHILIPPE GARREL

L’AMANT D’UN JOUR| FRANÇA | 2017 | DRAMA | 76 MIN |

Direção: PHILIPPE GARREL

Roteiro: PHILIPPE GARREL, JEAN-CLAUDE CARRIÈRE, CAROLINE DERUAS e ARLETTE LANGMANN

Fotografia: RENATO BERTA

Montagem: FRAÇOIS GÉDIGIER

Figurino:  JUSTINE PEARCE

Música: JEAN-LOUIS AUBERT

Elenco:

ERIC CARAVACA - Gilles

ESTHER GARREL - Jeanne

LOUISE CHEVILLOTTE - Ariane

LAËTITIA SPIGARELLI - Narratrice

 

"SIMPLES, BONITO E PROFUNDO!"
★★★★★ Les Fiches du Cinéma

 

O cineasta PHILIPPE GARREL é um cineasta francês e além de fotógrafo de cinema, roteirista, editor é também produtor. É filho do ator Maurice Garrel e pai dos atores Louis Garrel e ESTHER GARREL, a Jeanne de AMANTE POR UM DIA.

Um verdadeiro monstro sagrado do cinema é o seu co-roteirista: JEAN-CLAUDE CARRIÈRE,
premiado roteirista, escritor, diretor e ator francês. Colaborador frequente do diretor Luis Buñuel e, menos frequente, de Peter Brook. Sua colaboração com Buñuel começou com o filme DIÁRIO DE UMA CAMAREIRA/ LE JOURNAL D'UNE FEMME DE CHAMBRE (1964), para o qual ele co-escreveu o roteiro (com Buñuel) e também interpretou o papel de um padre da aldeia. Mais tarde, Carrière iria colaborar com quase todos os guiões dos filmes de Buñuel, incluindo BELA DA TARDE/ BELLE DE JOUR (1967), O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA/ LE CHARME DISCRET DE LA BOURGEOISIE (1972), O FANTASMA DA LIBERDADE/ O FANTASMA DA LIBERDADE/ LE FANTÔME DE LA LIBERTÉ (1974), ESSE OBSCURO OBJETO DO DESEJO/ CET OBSCUR OBJET DU DÉSIR (1977) e VIA LÁCTEA/ LA VOIE LACTÉE (1969).

 

SINOPSE

Jeanne é uma jovem de 23 anos que acaba de terminar um intenso relacionamento amoroso e, vai viver com o seu pai, um professor de filosofia divorciado. Sem ela saber, ele tem uma nova namorada que vive com ele, uma estudante chamada Arianne que tem a mesma idade que Jeanne. As duas jovens acabam por construir uma cumplicidade, à medida que Jeanne tenta superar a dor do seu desgosto amoroso e a namorada de seu pai vai testando os limites da fidelidade e do investimento emocional da perspectiva de uma jovem que busca o autoconhecimento, o amor e experiências.

 

 

NOTA DO DIRETOR

Quando ele se apaixonou por ela; quando ousou tomá-la em seus braços; quando se deitaram na cama improvisada, no meio de todos aqueles estranhos e crianças que moravam ali, na universidade, e que pareciam alheios às suas presenças, por mais próximo que estivessem; quando ele a penetrou tão castamente, enquanto ela sorria e se aconchegava mais perto, movendo lentamente seu corpo, e sua pele se fundia suavemente com a dele... então ele percebeu que sim, era ao amor que eles tinham se entregado. O amor que explodia em suas vidas era inesperado e impossível de recusar. Ela tinha 20 anos, munida de sua juventude, e ele tinha bem uns 50, mas não percebia mais isso. 20 anos era também a idade de sua fi­lha. Isso passou por sua cabeça enquanto se vestia.

Como seria a reação de sua amada ­filha? Agora que ele conhecia o amor novamente.

FILMOGRAFIA DE PHILIPPE GARREL

2014 ------------------------------------ À Sombra de Duas Mulheres

2013 ---------------------------------------------------------- O Ciúme

2011 -------------------------------------------- Um Verão Escaldante

2008 ----------------------------------------- A Fronteira da Alvorada

2005 --------------------------------------------- Amantes Constantes

2001 ---------------------------------------------- Inocência Selvagem

1998 ------------------------------------------------- O Vento da Noite

1996 ----------------------------------------------- Coração Fantasma

1993 ----------------------------------------- O Nascimento do Amor

1991 ----------------------------------------- Já Não Ouço A Guitarra

1989 -------------------------------------------- Beijos de Emergência

1984 ------------------- Elle a passé tant d'heures sous les sunlights...

1984 ------------------------------------ Paris vu par... vingt ans après

1983 ---------------------------------------------------- Liberté la nuit

1968 ----------------------------------------------------- Le Révélateur

1967 --------------------------------------------- Marie pour mémoire

1966 --------------------------------------------------------- Anémone

ENTREVISTA COM PHILIPPE GARREL

DEPOIS DE “O CIÚME” E “À SOMBRA DE UMA MULHER”, “AMANTE POR UM DIA” É O TERCEIRO FILME

DE UMA TRILOGIA.

Sim. Eu tinha feito um tríptico antes, com “La Cicatrice intérieure”, “Athanor” e “Le Berceau de Cristal”, concebido

para uma exibição única, com duração de 165 minutos, no Palais de Chaillot. Para uma retrospectiva, me

perguntaram que presente poderiam me dar, então eu pedi duas exibições livres, uma com “La Cicatrice Intérieure”

e “Marie pour Mémoire” e uma com esses três fi­lmes juntos, sem que as luzes se acendessem entre eles. Antes

disso, “Athanor” havia sido atacado por um crítico, que disse que eu estava dando murro em ponta de faca, pelo

fato óbvio de que cinema era movimento. “La Cicatrice” era feito de travellings e música. “Athanor” era silêncio e

fotogra­fias. Aí voltava a “Le Berceau”, com música de Ash Ra Tempel. Então “Athanor” funcionou bem como um

interlúdio entre duas partes de um concerto. Desta vez, é uma trilogia, os fifi­lmes não foram feitos para serem

exibidos juntos.

 

QUANDO LHE OCORREU QUE SEUS ÚLTIMOS TRÊS FILMES FORMAVAM UMA TRILOGIA?

Na pré-produção do segundo. Fiz “O Ciúme” e vi que o protótipo tinha funcionado. O fi­lme tinha 75 minutos. 15

minutos menos são 15 minutos a menos para produzir. Há muitos exemplos de ­filmes de curta duração na história

do cinema. Ninguém lembra que “O Encouraçado Potemkin” tem 65 minutos. Então, produzi três repetições desse

protótipo - um ­filme de 75 minutos, ­filmado em 21 dias, em CinemaScope e em preto e branco.

 

ALÉM DAS CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS, A TRILOGIA TEM SUA RAIZ EM MOTIVOS TEMÁTICOS?

Como espectador, gosto das outras artes tanto quanto do cinema. Não amo mais o cinema do que a pintura. Mas há

uma coisa que ­z por minha vida toda, que foi ler Freud. Devo ter começado em 1975. No conservatório, por muitos

anos, ­fiz os alunos aprenderem os dois sonhos de Dora, ou o sonho do lobisomem. Quando eu faço um ­filme - e por

isso amo Bergman quase tanto quanto Godard - existe uma missão freudiana que imponho a mim mesmo. Em “O

Ciúme”, meu tema era a neurose feminina. Em “À Sombra de uma Mulher”, a libido feminina. Em “Amante por um

Dia”, o inconsciente feminino. Em “Amante por um Dia”, eu queria lidar com o Complexo de Electra, a contrapartida

feminina do Complexo de Édipo, embora não sejam perfeitamente simétricos. Electra tramou a morte de sua mãe,

Clitemnestra, porque ela se casou novamente. O fi­lme conta a história de uma amizade consciente entre uma jovem

e sua madrasta, que é da mesma idade dela, e como o inconsciente da jovem a impele a se livrar da rival pelo amor

de seu pai. Não é fundamental entender isso, mas foi como eu construí o fi­lme.

 

Por Les Cahiers du Cinéma

 

 

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INDICADA AO CÉSAR DE MELHOR ATRIZ,

 EMMANUELLE DEVOS É A

PROTAGONISTA DO FILME:
A NÚMERO UM

NUMERO UNE/ FRANÇA/ 2017/ 110 MIN/ COMÉDIA DRAMÁTICA

Direção: TONIE MARSHALL

Roteiro: TONIE MARSHALL, MARION DOUSSOT, RAPHAELLE BACQUE

Produção: VERONIQUE ZERDOUN, TONIE MARSHALL

Fotografia: JULIEN ROUX

Edição: MARIE-PIERRE FRAPPIER

Música: MIKE KOURTZER, FABIEN KOURTZER

Figurino: ANNE AUTRAN, ELISABETH TAVERNIER

Elenco: EMMANUELLE DEVOS/ SUZANNE CLÉMENT, RICHARD BERRY/ BENJAMIN BIOLAY

 

“Um drama feminista talentosamente realizado”

The Hollywood Reporter

 

"Um thriller econômico onde todos os golpes são permitidos" - POSITIF - 5 ESTRELAS

 

"Tonie Marshall assina um filme ótimo, ácido e revigorado. Com Emmanuelle Devos, perfeita." - Bande à part - 4 estrelas

 

"Um thriller que invoca a causa das mulheres de forma rara. Bravo!" - Elle - 4 estrelas

 

“Pronto para discussões e reflexões sobre a ambição e o status das mulheres no local de trabalho, este filme relevante e contemporâneo deve agradar a audiência” - Screen International

 

Sinopse:

Através do trabalho árduo, Emmanuelle Blachey, engenheira brilhante e voluntária, tornou-se a diretora executiva da Trident, a principal empresa de energia da França. Casada há 20 anos com um homem carinhoso e mãe de 2 filhos, o sucesso de Emmanuelle parece perfeito. Um dia, uma rede de mulheres poderosas e influentes se oferecem para ajudá-la a se tornar a presidente de grande uma empresa. Mas para estar no topo, ela deve arriscar tudo! Em um mundo masculino, os obstáculos se acumulam na vida profissional e pessoal de Emmanuelle.

 

 

Tendo sua estreia confirmada para o dia 08 de março, como uma homenagem as mulheres “A Número Um” relata a luta das mulheres no mundo corporativo.

 

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=O75z35yfln0

 

Fotos: https://we.tl/k1cA14EnK3

 

 

“A Número Um” traz à tona o debate sobre o assédio sofrido dentro das empresas e, em especial, pelas mulheres. Uma a cada três mulheres já sofreu assédio no trabalho. No mais recente trabalho da diretora franco-americana, Tonie Marshall, é feita uma denúncia à cultura machista presente no mundo corporativo.

 

“A Número Um” conta a história de Emmanuelle Blachey (Emmanuelle Devos), uma CEO de alta performance que entra na corrida para ocupar a presidência de uma grande empresa de energia. Com um histórico de lideranças masculinas, Emmanuelle Blachey seria a primeira mulher à frente do negócio. Para alcançar este objetivo, uma organização feminista se propõe a ajuda-la e, dessa forma,  se  sobressair  e  conquistar o um cargo de alto escalão que até o momento era ocupado por um homem. Contudo, essa trajetória não é fácil, a diretora precisa enfrentar um ambiente masculino corporativo, a mídia, sua família e alguns conflitos para poder ser a número um.

 

Para poder escrever o roteiro, a diretora do filme Tonie Marshall, colheu depoimentos de grandes mulheres que atuaram como CEOs francesas: Anne Lauvergeon, líder no segmento de energia nuclear e considerada uma das mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes; Laurence Parisot, ex líder do Movement of the Enterprises of France; Claire Pedini diretora da Saint-Gobain; entre outras grandes empresárias. Elas relataram a Tonie Marshall, alguns dos assédios que sofreram diariamente nesse meio masculino. O testemunho dessas mulheres deu à diretora um ótimo material para a construção da história de vida da protagonista interpretada por Emmanuelle Devos.

 

Emmanuelle Devos , acumula mais 50 filmes em seu currículo, desta-se entre suas atuações os filmes: Sobre meus  lábios( 2001), onde atua ao lado de Vicent  Cassel e recebeu o prêmio César de melhor atriz  sobre a direção de Jacques Audiard, Ervas Daninhas(2009) onde foi  dirigida por  Alain Resnais  e    “Coco Antes de Chanel” de   Anne Fontaine.

 

O elenco também conta com a excelente atriz Suzanne Clément, musa do jovem e premiado diretor Xavier Dolan, vencedora do prêmio de Melhor Atriz na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes pelo filme “Laurence Anyways”, primeiro filme da parceria entre os dois. Além deste título, o diretor e a atriz também trabalharam juntos em Eu Matei Minha Mãe (2010) e Mommy (2014).

 

SOBRE O DIRETOR

Tonie Marshall é filha da atriz francesa Micheline Presle e do ator, diretor e produtor americano William Marshall.

Durante a adolescência, fez aulas de dança antes de se matricular em aulas de teatro com Jean-Laurent Cochet.  Começou no cinema como atriz sob a direção de Jacques Demy em 1972 , no evento mais importante desde que o homem andava na lua. Em 1974, ela se juntou ao grupo Théâtre Populaire de Reims de Robert Hossein .  

Em 2000, se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio César de Melhor Direção por sua comédia INSTITUTO DE BELEZA VÊNUS, lançado em Porto Alegre pelo Ponto de Cinema Sesc. Instituto de Beleza Vênus foi o primeiro longa-metragem da atriz Audrey Tautou. O filme colocou a atriz em evidência no mercado cinematográfico francês.

 

 

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DAPHNE

DAPHNE | REINO UNIDO | 88 MIN | 2017 | COMÉDIA DRAMÁTICA  | 16 ANOS

Dirigido:  PETER MACKIE BURNS

Escrito: NICO MENSINGA

Fotografia: ADAM SCARTH

Diretora de Arte: MIREN MARAÑÓN TEJEDOR

Montagem: NICK EMERSON

Música: SAM BESTE

Produtores Executivos: LIZZIE FRANCKE, ROBBIE ALLEN, ROSIE CRERAR E VINCENT GADELLE

                 PRODUÇÃO THE BUREAU, BFI E CREATIVE SCOTLAND

Elenco:

EMILY BEECHAM como Daphne (AVE, CÉSAR!)

GERALDINE JAMES como Rita, mãe de Daphne (45 ANOS)

TOM VAUGHAN-LAWLOR como Joe (CONEXÃO ESCOBAR)

NATHANIEL MARTELLO-WHITE como David (GUERRILLA)

 

IMPRENSA

“Tão vívido e primorosamente irresistível” – DAVID EHRLICH, INDIEWIRE

 

“Beecham está excelente como Daphne, retratando uma personagem que cresceu com um certo nível de privilégio, mas que agora está começando a ver que não irá a lugar nenhum e olhando através das lacunas de uma ponte para vislumbrar o vazio abaixo.” – PETER BRADSHAW, THE GUARDIAN

 

Daphne acompanha uma mulher em crise através de uma cidade cruel” – LISA MULLEN, SIGHT & SOUND

 

Daphne é um verdadeiro estudo de uma personagem fascinante. Emily Beecham é surpreendente, retratando uma personagem complexa e com camadas, e que raramente vemos no cinema.”, BECKY KUKLA, FILM INQUIRY

 

“O filme é uma história fascinante sobre estar perdido.” – JAMIE EAST, THE SUN

 

“É um dos melhores filmes sobre a vida em Londres” – TIM ROBEY, THE TELEGRAPH

 

“(Emily) Beecham está sensacional.” – ANNA SMITH, TIME OUT

 

“Magnífico e magistral” – MERSA AUDA, THE UPCOMING

 

“Desenvolve-se rapidamente em algo muito marcante, graças, especialmente, a impressionante atuação

principal.” BRIAN TALLERICO, ROGEREBERT.COM

 

“Uma performance central sedutora.” – NEIL YOUNG, THE HOLLYWOOD REPORTER

 

Sinopse:

Londres, Inglaterra. Aos 31 anos, Daphne tem a sensação de que sua vida está parada, pois se sente jovem demais para se estabelecer e velha demais para ficar zoando por aí. Para se distrair, ela se mantém ocupada com pessoas, amigos e amantes. Após presenciar um assalto, Daphne é forçada a confrontar esse limbo existencial, analisando de perto a pessoa que se tornou.

 

imagens e cartaz do filme: http://bit.ly/daphne_materiais

 

 

BIOGRAFIA DO DIRETOR PETER MACKIE BURNS

Peter Mackie Burns é um diretor que ganhou grandes prêmios internacionais por seus curta-metragens,

incluindo o Urso de Ouro no Festival de Berlim e uma indicação ao BAFTA por seu curta Milk, estrelado por

Brenda Fricker (ganhadora do Oscar® por Meu Pé Esquerdo) e Kathleen McDermott. Ele também filmou um

documentário chamado Come Closer, retratando a poesia em pessoas e lugares de Glasgow. Daphne é seu

primeiro longa-metragem de ficção.

 

BIOGRAFIA DO ROTEIRISTA NICO MENSINGA

Nico Mensinga escreveu o longa Titus, que ganhou o Prêmio do Público no Dinard British Film Festival e foi

indicado ao BIFA como Melhor Diretor Estreante. Antes disso, Nico escreveu muitos curtas, incluindo

Watching (estrelado por Ian Hart) e The Birthday Gift (com Tobias Menzies), ambos dirigidos por Max Myers.

Sua primeira colaboração com Peter Mackie Burns foi no curta Happy Birthday To Me, estrelado por Emily

 

FESTIVAIS

Rotterdam International Film Festival / South by Southwest Film Festival / Edinburgh International Film

Festival (Prêmio de Melhor Atriz) / Munich International Film Festival / Torino Film Festival (Prêmio de

Melhor Atriz) / Dinard British Film Festival (Prêmio de Melhor Roteiro) / British Independent Film Awards

(Indicado ao Prêmio de Melhor Atriz) / London Critics Circle Film Awards (Indicado ao Prêmio de Melhor

Atriz)

 

ENTREVISTA COM O DIRETOR

PETER MACKIE BURNS E O ROTEIRISTA NICO MENSINGA,

POR HANNAH MCGILL.

Quais foram as origens deste projeto?

PMB: O projeto foi originado de um desejo de criar um filme sobre uma personagem complexa que se recusa a ser rotulada pelos papéis comumente designados a muitas mulheres - esposa, namorada, parceira, mãe, filha obediente - a lista é um pouco exaustiva. Nós também gostaríamos de criar uma personagem que tivesse senso de humor e que não resistisse a usar isso como arma psicológica. O que nos atraiu ao criar essa história foi recriar uma personagem distinta que fosse engraçada, complexa, muitas vezes difícil, vulnerável, um pouco egoísta e identificável.

NM: A origem da história vem de um roteiro de um curta que eu escrevi. Peter e eu trabalhávamos juntos em outra coisa quando ele me perguntou se eu tinha algum roteiro de curta largado por aí, porque ele queria fazer alguma coisa. Eu enviei alguns pra ele e ele escolheu um, que ele foi e fez. Acabou sendo chamado de HAPPY BIRTHDAY TO ME, e Emily Beecham interpretou a personagem principal. Depois que eu vi o curta finalizado, achei tão cativante e verdadeiro; e o trabalho que Peter e Emily fizeram sobre a personagem principal realmente me inspiraram.

 

Como os estilos de vocês trabalham juntos?

NM: Em minha escrita, tendo a querer desviar da vida como vista nos cinemas. O que eu quero dizer com isso é que ninguém realmente fala como os personagens dos filmes. Os personagens de Nora Ephron, de Woody Allen - as pessoas não falam assim na vida real. (Talvez elas falem em Nova Iorque. Estou admitindo que isso seja possível!) Mas eu amo a maneira que a vida é nos cinemas. E eu posso me afastar disso.

Considerando que Peter sempre quer ver as coisas ao contrário: ele está sempre perguntando, isso é a vida real? Não a vida real como vista nos filmes, mas a vida como ela é realmente vivida. Como as pessoas iriam se comportar; como iriam falar.

 

DAPHNE tem uma narrativa imprevisível, íntima e incômoda. Houve alguma pressão para que ela

fosse mais óbvia ou convencionalmente dramática?

PMB: A história se desdobra de uma maneira que esperamos que seja atraente e emocionante no contexto de um filme baseado em personagem. Nós gastamos algum tempo procurando a estrutura, mas é claro que isso teria que surgir da personagem central. Eu acho que nem sempre é fácil para os patrocinadores entenderem o tom do filme, que ele não é completamente convencional. Nós tivemos sorte porque tínhamos o curta, que realmente ajudou as pessoas a entender o tom que gostaríamos de criar. Também tivemos sorte que nossos executivos Lizzie Francke, Robbie Allen e Rosie Crerar viram o que gostaríamos de alcançar.

 

O filme finalizado reflete o que você imaginou quando o escreveu?

NM: A versão final do filme está muito próxima do que estava em nossas mentes durante o desenvolvimento, quando Peter, Valentina [Brazzini, produtora], Tristan [Goligher, produtor] e eu falávamos sobre o que sentíamos do filme. Como ele era sobre uma personagem que não sabe como se conectar às pessoas, e, como essa inabilidade de formar conexões significativas - mesmo que ela estivesse apenas começando a ignorar o problema - é, na verdade, uma difícil forma de sofrimento. E como os eventos que acontecem no filme seriam catalisados para fazê-la confrontar sua inabilidade de se conectar, de deixar as pessoas se aproximarem para ver a verdadeira Daphne - a vulnerável e sofredora Daphne por trás da

máscara. Nós gostaríamos de mostrar como em uma multicultural e enorme cidade como Londres – uma das cidades mais conectadas no mundo - é tão fácil as pessoas se isolarem. E há sempre pequenas pontes de volta para se conectar às pessoas e à vida - mas você precisa querer atravessá-las. A postura que Daphne assume é a de que a esperança é inocente demais, então a única opção honesta é o cinismo. Mas onde foi que isso a pegou? E se isso parar de funcionar? E se isso realmente for o problema?

 

Quais aspectos da Londres moderna vocês queriam registrar?

PMB: Nós gostaríamos de registrar a Londres contemporânea que está em constante mudança, então escolhemos Elephant e Castle. É uma área que, atualmente, experimenta mudanças e redesenvolvimento sem precedentes, o que, em certo ponto, reflete o mundo interior de Daphne. Nosso objetivo era criar o mundo de uma jovem mulher que está conseguindo viver economicamente e emocionalmente. Londres é uma cidade fascinante que talvez seja vítima de seu próprio sucesso. Para permanecer uma cidade mundial vibrante, precisa responder algumas das questões que seus habitantes enfrentam diariamente. No topo dessa lista está a acomodação. Ou seja, como e onde as pessoas comuns podem viver na cidade?

 

É difícil imaginar outra atriz que não fosse Emily Beecham fazendo o papel de Daphne. É uma

performance incrivelmente impressionante.

PMB: Mesmo quando fizemos o curta com Emily, pudemos ver que havia algo muito especial sobre ela. Ela brilha na tela, mas não é espalhafatosa ou superficial de forma alguma. Fisicamente, ela me lembra a jovem Gena Rowlands (um elogio muito grande, de fato!).

Eu amo o John Cassavetes e o Mike Leigh em termos de sua abordagem ao trabalho dos personagens. Nico e eu temos uma maneira bem incomum de trabalhar. Eu trabalhava o personagem e escrevia a biografia de Daphne. Compartilhava com Emily e Nico, e os informava sobre a personagem e a história. Um exemplo disso foi que gastamos muito tempo procurando o tipo de coisa que Daphne leria. Decidimos que a leitura seria seu grande prazer e fuga - então fizemos Emily devorar a lista de leitura de Daphne. E numerosas playlists musicais também - em conjunto com os métodos mais tradicionais de criar um personagem.

 

Qual é a sua opinião sobre o modo como Daphne vive?

NM: Eu não tenho uma grande opinião sobre seu estilo de vida - apenas que ele reflete o que eu penso que muitos dos meus amigos estão vivendo no início dos trinta, que o estilo de vida de drogas e noitadas e sexos casuais começaram a se tornarem vítimas da lei do mínimo retorno. Daphne está na fase em que as ressacas e recaídas estão começando a não valer a pena, quaisquer que sejam os ganhos para se dar mal depois. Os baixos estão começando a superar os altos. É uma coisa da idade - é sobre se estar no início dos trinta. Ela ainda está procurando a liberdade dos vinte, mas o tempo a está alcançando.

Como o incidente na loja a afeta?

PMB: Ele a força a examinar sua vida. O que ela faz ou deixa de fazer. O que ela se pergunta e pergunta aos outros. Após um breve período de deslocação, ela tenta continuar como antes - mas falha. O que dirige a história é a sua falha em superar um evento aleatório; é isso que abre a personagem. Algo que ela preferiria evitar.

 

Lembrei-me de trabalhos bastante dispares, entre eles a peça de teatro e a série de televisão de

Phoebe Waller-Bridge, FLEABAG, e os irmãos Dardenne, A GAROTA DESCONHECIDA. Quais

influências entraram em jogo para você?

PMB: Nós fomos influenciados por grandes filmes - MARGARET, CADA UM VIVE COMO QUER, SIMPLESMENTE FELIZ, dentre outros. O livro Morte e Vida de Grandes Cidades, de Jane Jacobs foi também uma influência pessoal inicial para o projeto. De fato, eu adoraria fazer algo sobre Jane Jacobs - mas isso fica para outro dia. E eu acredito que Nico estava lendo Caitlin Moran quando começou a escrever, então isso também deve ter tido seu impacto.

 

Dois homens retratando a vida íntima de uma mulher… Foi particularmente difícil? E vocês poderão

ser criticados por isso?

PMB: Eu faço filmes sobre o que eu acho interessante. Até agora, a maior parte dos trabalhos que eu fiz foram sobre personagens femininos - ou no mínimo dilemas que eu acho fascinantes. Eu não sei porque acho isso, provavelmente é algo para mim e meu terapeuta descobrirmos. Minha filha de nove anos sempre me diz que o mundo é um lugar sexista. Infelizmente, ela está certa.

 

NM: Posso honestamente dizer que não pensei nisso como um problema quando comecei a escrever. Eu acho que é por causa da origem do roteiro: que foi escrito como resposta direta a uma performance, a de Emily Beecham. Eu só escrevi da melhor forma que pude, como num ato de ventriloquia. Eu assisti muito o curta enquanto escrevia o longa. E eu só tentei pensar: a personagem que Emily e Peter mostraram no curta, o que ela diria se estivesse nessa situação, o que ela faria se isso acontecesse com ela?
Há uma bela história de escritores escrevendo papéis para atrizes específicas, e foi isso que aconteceu aqui. Também havia duas mulheres que estavam intimamente envolvidas no processo criativo, Emily Beecham, é claro, mas também a produtora Valentina Brazzini; então nunca foi só eu, um homem, escrevendo sobre o isolamento de uma mulher, sempre foi uma colaboração e um esforço de um time de numerosas pessoas trabalhando juntas para contar, neste caso, a história de uma mulher.

 

 

 

 

 

 

 

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O FILHO URUGUAIO

UNE VIE AILLEURS | 2017 | DRAMA | 96MIN |12 ANOS

Direção: OLIVIER PEYON

Roteiro: OLIVIER PEYON & CÉCILIA ROUAUD

Fotografia: ALEXIS KAVYRCHINE

Música: NICOLAS KUHN

Montagem: TINA BAZ

Elenco: ISABELLE CARRÉ, RAMZY BEDIA, MARÍA DUPLÁA, DYLAN CORTES, GABRIELA FREIRE

Inspirado em uma história verdadeira de um amigo, o diretor francês OLIVIER PEYON decidiu filmar um drama ambientado na Argentina, um país que ele conhecia e queria retornar. No entanto, em seu caminho, o cine-asta se encontrou com Fernando Epstein (produtor responsável pela produtora Mutante Cine) e o que começou como uma história que uniu a França com a Argentina foi transformada em uma história franco-uruguaia. É um drama maternal que imerge o elenco de atores internacionais nos locais mais reconhecidos de Montevidéu e da cidade vizinha, Flórida, onde a maior parte da história do filme, escrita pelo próprio Peyon, acontece.
Com a presença de Peyon, vencedor do CÉSAR DE MELHOR DOCUMENTÁRIO e LEÃO DE OURO DE MELHOR CURTA-METRAGEM, o Guion promoveu uma sessão lotada de pré-estreia de O FILHO URUGUAIO, com debate no dia 14 de junho de 2017. 
O filme apresenta ISABELLE CARRÉ, talentosa atriz vista no Guion em ESPERANDO ACORDADA/ 2015, A LINGUAGEM DO CORAÇÃO/ 2014, RESPIRE/2014, ROMÂNTICOS ANÔNIMOS/ 2010 e BEM ME QUER, MAL ME QUER/ 2002. Além dela o ator francês
RAMZY BEDIA, a argentina MARÍA DUPLÁA e os uruguaios DYLAN CORTES e GABRIELA FREIRE.

SINOPSE
É no Uruguai que Sylvie
(ISABELLE CARRÉ) finalmente encontra a pista sobre o paradeiro de seu filho, sequestrado há quatro anos pelo ex-marido. Sylvie, que no início da história vem ao Uruguai em busca de seu filho, Felipe (DYLAN CORTÉS), sequestrado por seu pai após o divórcio. Sylvie encontra onde está Felipe e pede ajuda de Mehdi (RAMZY BEDIA), um assistente social que decide acompanhá-la na tentativa de recuperar a criança na Flórida, onde foi criada por sua tia (MARÍA DUPLÁA) e sua avó (VIRGÍNIA MÉNDEZ).

Com a ajuda preciosa de Mehdi, ela vai recuperá-lo, mas ao chegar lá, nada acontece como previsto: a criança, criada por sua avó e sua tia, parece feliz e radiante. Sylvie percebe que Felipe cresceu sem ela e que agora sua vida é em outro lugar.

 

 

Crítica

            ★★★★Culturebox - France Tévisions   ★★★★Le Dauphiné Libéré    ★★★★Voici

 

O FILHO URUGUAIO é mais uma viagem existencial, mais além, longínqua, onde a mãe se questiona diante da felicidade que o filho construiu com outras pessoas, sem ela. Problema que o diretor resolve com uma direção suave, despretensiosa, iluminada pela luz da América Latina, se prendendo a cada detalhe do cotidiano de um garotinho.

★★★★Guillemette Odicino, Térama

 

Um dilema tratado com sutileza, assim como a interpretação ao mesmo tempo sensível e delicada de Isabelle Carré e Ramzy Bedia”★★★★Thierry Cheze, Sudio Ciné Live

 

Um filme de muita sensibilidade sobre maternidade e renúncia, bem distante dos lugares comuns. Ramzy Bédia encena com muita exatidão e Isabelle Carré interpreta uma magnífica mãe em processo de aprendizagem”. ★★★★ Valérie Beck, Femme Actuelle

 

Um filme naturalista, luminoso e comovente, onde a doçura de viver e o bem-estar da criança apagam os rancores dos adultos”★★★★ Ghislaine Tabareau, Les Fiches du Cinéma

 

o satisfeito em nos oferecer um olhar lúcido e benevolente sobre o tema universal da maternidade, Olivier Peyon nos permite descobrir um Ramzy Bédia inédito.

★★★★Claudine Levanneur, aVour-aLire.com

 

Esse belo filme, inspirado numa história verdadeira, dá a Isabelle Carré um papel rico em asperezas.

★★★★Pierre Vavasseur, Le Parisien

 

 

DIRETOR OLIVIER PEYON - CONVIDADO DO FESTIVAL

Diretor e roteirista, Olivier Peyon inicia sua carreira como assistente de produção nos filmes de Idrissa Ouedraogo. Após uma passagem pelo Centro Nacional do Cinema, órgão francês responsável pelo audiovisual, dirige cinco curtas-metragens: Promis, Juré em 1996, premiado em Rennes; Jingle Bells no ano seguinte, selecionado para a 54ª Mostra de Veneza e premiado nos festivais de Brest, Sarlat e Rennes; Claquage après Étirements de 2000 e À tes amours, de 2001, premiado no festival de curta-metragem francês de Nova York. Esses dois últimos foram ainda indicados ao prêmio Lutin de curtas-metragens. Lança em 2006, seu primeiro longa, Les Petites Vacances, que recebe os prêmios de Primeiro Roteiro do Centro Nacional de Cinema e do Festival de Roteiristas de La Ciotat. Em 2007, o filme é exibido no Festival Premiers Plans em Angers, numa homenagem aos cinquenta anos de carreira de Bernadette Lafont.

Em 2014, Peyon dirige o documentário Comment j’ai deteste les maths e concorre ao prêmio César 2014 na categoria melhor documentário.

Dirige com Cyril Brody, em 2016, um documentário dedicado à Latifa Ibn Ziaten, com previsão de lançamento para este ano. Olivier Peyon apresenta no Festival Varilux de Cinema Francês seu segundo longa de ficção, O filho uruguaio, acompanhado dos atores Ramzy Bedia e Maria Dupláa. Filmado no Uruguai, seu novo filme conta ainda com Isabelle Carré no elenco.

 

O ELENCO:

ISABELLE CARRÉ nasceu em 28 de maio de 1971, em Paris, e estreou como atriz de cinema aos 18 anos no filme "Romuald & Juliette" (1989), de Coline Serreau, estrelado por Daniel Auteuil. Com sólida carreira no teatro francês, ela também atua com frequência em telefilmes e séries de TV. No cinema Isabelle atuou em muitos filmes importantes, diversos deles lançados nos cinemas brasileiros como “O Olhar da Inocência” (1999), de Jean Becker, distribuído pela Pandora Filmes; "Bem Me Quer, Mal Me Quer" (2002), de Laetitia Colombani, estrelado por Audrey Tautou; "Em Suas Mãos" (2005), de Anne Fontaine; "Medos Privados em Lugares Públicos" (2006), de Alain Resnais, distribuído pela Pandora Filmes; "O Refúgio" (2009), de François Ozon; "Românticos Anônimos" (2010); de Jean-Pierre Améris; "Feito Gente Grande" (2012), de Carine Tardieu; "Respire" (2014), de Mélanie Laurent; e o recente "A Linguagem do Coração" (2014), mais uma vez dirigida por Jean-Pierre Améris. Em 2003 ela ganhou os prêmios César e Lumiere de melhor atriz por "Se Souvenir des Belles Choses" (2001), de Zabou Breitman.

 

RAMZY BÉDIA - Ramzy é ator e humorista franco-argelino. Antes de se destacar no cinema, trabalha como vendedor na Gale¬ries Lafayette em Paris, quando conhece Éric Judor.  A dupla cômica Éric e Ramzy começa carreira em 1994, apresentando-se  em shows de rádio e televisão além de um espetáculo no Palais des Glaces. O sitcom H, exibido no Canal+, no final dos anos 1990, reforça ainda mais a notoriedade da dupla. Estreiam no cinema sob a direção de Djamel Bensalah em 1999 no filme, Le ciel, les oiseaux et...ta mère! Com Éric, atua em produções como La tour Mont¬par¬nasse infernale em 2001 e dois filmes em 2008, Double Zéro e Seuls two.  Nos anos seguintes, Ramzy consegue papéis onde atua sem Éric e pode ser visto em 2010, no filme Il reste du jambon?, em 2011, Halal police d’Etat ou ainda em 2012, em Les Kaïra, filme de Franck Gastambide. Bédia também atua em Des lendemains qui chantent de 2014, Je suis à vous tout de suit em 2015 e reencontra Éric Judor em 2016 na comédia La tour 2 contrôle infernale. Com uma carreira eclética e próspera, o ator tem alguns projetos em fase de produção, entre eles a dublagem do filme Sahara, de Pierre Coré. Ramzy chega ao Festival Varilux de Cinema Francês para apresentar seu mais recente trabalho, o filme O filho uruguaio.

 

MARIA DUPLÁA - Maria Dupláa é atriz argentina que inicia sua carreira em 2006 como protagonista no filme Suspiros del corazón.  Convidada, em 2011, para fazer parte do elenco da novela El Elegido, sua carreira começa a receber grande atenção. Com um papel de destaque, atua, em 2016, ao lado de Ramzy Bédia e Isabelle Carré no mais recente filme de Olivier Peyon, O filho uruguaio, lançado este ano na França. Inicialmente, o diretor tem outra atriz para o papel, mas diante da impossibilidade de agenda, realiza testes de elenco em Buenos Aires, à procura de uma atriz fluente em francês. A foto de Maria Dupláa, que não fala a língua, aparece no montante das atrizes fluentes. Maria conquista Olivier por sua segurança, ao entrar no teste de elenco totalmente focada na cena. Ao escolher Maria, Peyon precisa reescrever a personagem; a rejuvenesce e inventa um pai argentino para legitimar seu sotaque, uma vez que, o filme se passa no Uruguai.  Como alguns outros atores no filme, Maria aprende francês para o papel durante a preparação do filme e tem ajuda de Ramzy e Isabelle Carré.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESTREIA CONFIRMADA PARA 8 FEVEREIRO, “O INSULTO” É O PRIMEIRO FILME LIBANÊS INDICADO AO OSCAR DE FILME ESTRANGEIRO

O longa-metragem também participou da seleção oficial do Festival de Cinema de Veneza de 2017

 

FESTIVAL DE CINEMA DE VENEZA 2017 

COPA VOLPI DE MELHOR ATOR - KAMEL EL BASHA

 

AUDIENCE AWARD for World Cinema at the AFI FEST LOS ANGELES 2017
O INSULTO
L'INSULTE I FRANÇA I  2017 I 112 MINI DRAMA I14 ANOS

Direção: ZIAD DOUEIRI

Roteiro:  JOELLE TOUMA

Produção: RACHID BOUCHAREB, JEAN BRÉHAT

Fotografia: TOMMASO FIORILLI

Edição: DOMINIQUE MARCOMBE

Música: ÉRIC NEVEUX

Figurino: LARA MAE KHAMIS

Elenco: ADEL KARAM I CHRISTINE CHOUEIRI I KAMEL EL BASHA I RITA HAYEK

             CAMILLE SALAMEH I JULIA KASSAR I DIAMAND BOU ABBOUD

 

“A atuação de Adel Karam foi um tiro, maravilhosamente disparado, encenado de forma esplendorosa, um trabalho fascinante. ” – The Hollywood Reporter

 

“Um filme explosivo. ” – Variety

 

“Um relato sensível e bem-humorado sobre a fraqueza humana - especialmente masculina. ” – Screen

 

“O filme é sensacional. ” – NOW Toronto

 

“um trabalho excelente de explorar as fontes de raiva de ambos os lados sem valorizar nenhum deles. ” - Indiewire

 

Dirigido por ZIAD DOUEIRI, um libanês que começou sua carreira como assistente de câmara do norte-americano QUENTIN TARANTINO.

O filme O INSULTO tem a produção do excelente cineasta parisiense Rachid Bouchareb.
Dias de Glória/ 2006, London River/ 2009, Fora da Lei/ 2010 e Simplesmente Uma Mulher/ 2012, que ele dirigiu foram apresentados no Guion!

Ele dirigiu O CAMINHO PARA ISTAMBUL/2016, que representou a Argélia no Oscar/ 2018 de Melhor Filme Estrangeiro, mas não foi indicado este ano. Já O INSULTO, que ele produziu, sim!

É o primeiro filme do Líbano a ser indicado a um Oscar desde que o conflagrado país mediterrâneo começou a enviar produções para consideração, em 1978.

 

Sinopse:

Em Beirute, um insulto explosivo leva Toni, um cristão libanês, e Yasser, um refugiado palestino, para o tribunal. De feridas secretas a revelações traumáticas, o circo midiático que envolve o caso divide o Líbano em uma crise social, forçando Toni e Yasser a reconsiderarem suas vidas e preconceitos.

 

SOBRE O DIRETOR

ZIAD DOUEIRI (nascido em 1963) é um diretor de fotografia, cineasta e escritor de origem libanesa.

Nascido em Beirute no dia 7 de outubro, Ziad cresceu durante uma guerra civil e deixou o Líbano com o 20 anos para estudar nos Estados Unidos.

Ele se formou na Universidade do Estado de San Diego com uma licenciatura de filmes e trabalhou como assistente e operador de câmera de Quentin Tarantino. Em 1998, ele escreveu e dirigiu seu primeiro longa-metragem “West Beirut”, seguido das obras “Lila Diz”, “O Atentado” e o recente, “O Insulto”. Desde então, seus filmes são selecionados e premiados em diversos festivais do mundo Festival de Cinema de Veneza, Toronto, Marrakech, Istambul, Nova York, Cannes e entre outros. Ele também dirigiu “Sleeper´s Cell” para a Showtime Network em 2016 e “Baron Noir” (2016) para o Canal+. Atualmente ele está filmando a segunda temporada de “Baron Noir”, mora na França e trabalha na Europa e nos EUA.

À L'ABRI LES ENFANTS (1998)

LILA DIT ÇA (2004)

SLEEPER’S CELL (2005)

L'ATTENTAT (2012)

AFFAIRE ÉTRANGÈRE (2013)

BARON NOIR (2016)

O INSULTO (2017)

 

Trailer: https://youtu.be/iOO3-bjyyx4

 

 

“O Insulto” conquistou seu lugar na competição do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, sendo o primeiro longa libanês na história da premiação na categoria. Além da academia, o filme ganhou Audience Award da American Film Institute e, pela excelente atuação, o ator Kamel El Basha conquistou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza.

Há muita raiva na natureza humana e ela pode se alastrar rapidamente como uma epidemia, tomando proporções imensas. É isso que Ziad Doureiri apresenta em seu novo longa que relata a história de Toni, um cristão libanês, que sempre rega as plantas de sua varanda, e um dia, acidentalmente, acaba molhando Yasser, um refugiado palestino. E assim começa um caso de julgamento que toma uma dimensão nacional.      

Segundo o diretor, a inspiração para a criação do roteiro do filme foi uma situação real que aconteceu com o próprio Ziad Doureiri. Em uma discussão com um encanador, o diretor de “O Insulto” usou as mesmas palavras do filme para ofender o trabalhador. Doureiri disse que “o incidente pode ter sido trivial, mas o sentimento no subconsciente não. Quando você diz essas palavras, é porque sentimentos e emoções muito pessoais foram impactadas.” O diretor pediu desculpas ao encanador e quando soube que o homem foi demitido por esta razão, logo entrou em defesa dele.  Assim, Ziad Doureiri e Joëlle Touma, co-autora e testemunha ocular da história do diretor, escreveram o roteiro do filme baseado no relato.

 

Líbano

Com uma população total de 6 milhões (dados de 2016), o Líbano tem uma população menor do que muitos estados brasileiros. O país é repleto de contrastes e belezas, com uma produção cinematográfica surpreendente para o tamanho do seu território, contando com inúmeros festivais e mostras realizados anualmente. “O Insulto” correu o risco de não estar entre os indicados ao prêmio da Academia de Cinema por conta das cenas filmadas em Israel, o que ainda é crime no Líbano, mas graças ao apoio público o filme pode continuar.

             

 

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LOU
LOU ANDREAS SALOMÉ/ 2016/ ALEMANHA-ÁUSTRIA/ 113 MIN/ BIOGRAFIA-DRAMA-ROMANCE/
16 ANOS/ ALEMÃO C/ LEGENDAS EM PORTUGUÊS

Diretor: CORDULA KABLITZ-POST
Roteiro: CORDULA KABLITZ-POST & SUSANNE HERTEL
Música: JUDIT VARGA
Fotografia: MATTHIAS SCHELLENBERG
Montagem: BEATRICE BABIN
Produção: CORDULA KABLITZ-POST, HELGE SASSE, GABRIELE KRANZELBINDER, SEPP REIDINGER
Elenco: KATHARINA LORENZ/ NICOLE HEESTERS/ LIV LISA FRIES/ JULIUS FELDMEIER,
             MERAB NINIDZE/ ALEXANDER SCHEER/ KATHARINA SCHÜTTLER/ MATTHIAS LIER
             PHILIPP HAUSS/ PETER SIMONISCHEK

A cineasta alemã CORDULA KABLITZ-POST nos oferece a rara possibilidade de conhecer a vida e voz de LOU ANDREAS-SALOMÉ, famosa escritora e psicanalista alemã oriunda da Rússia. Uma mulher que quebrou barreiras e foi talvez o único amor de Nietzsche. O filme começa com Salomé já na terceira idade, a contar a sua vida ao jovem académico Ernst Pfeiffer.
Com uma narrativa escorreita, o filme é um esplendoroso retrato de uma força feminina. Uma obra acessível sobre uma das grandes mentes do século passado. Lou Andreas-Salomé conta ainda com PETER SIMONISCHEK no seu elenco, ele que venceu recentemente o prêmio de melhor ator do ano pela Academia Européia com TONI ERDMANN, exibido pelo Guion em 2017!

           

SINOPSE
No fim do século XIX a escritora e psicanalista LOU ANDREAS SALOMÉ vive de forma livre e contestadora. Suas ideias e atitudes seduzem as mentes mais brilhantes da sua época, como os filósofos Paul Rée e Friedrich Nietzsche, o psicanalista Sigmund Freud, o poeta Rainer Maria Rilke, além do jovem filólogo Ernst Pfeiffer. Auxiliando Lou nos registros das suas memórias, ele também acaba se apaixonando por ela, que decide escrever as suas memórias aos 72 anos. Ela relembra sua juventude em meio a comunidade alemã de São Petersburgo. Desde criança, sonhava em ser intelectual e estava determinada a nunca se casar ou ter filhos. Além de trabalhar com nomes famosos, ela escreve sobre os relacionamentos conturbados com Nietzsche e Freud, além da paixão com Rilke. Conflitos entre autonomia e intimidade, junto com o desejo de viver sua liberdade.

 

LOU ANDREAS-SALOMÉ, famosa escritora e psicanalista alemã oriunda da Rússia vive de forma livre e contestadora. Lou nasceu em São Petersburgo, em 1861, como filha mais nova e única de cinco irmãos. Ela cresce em um ambiente burguês, mas se sente como uma estranha. Ela tem um relacionamento difícil com sua mãe, mas ama o pai ainda mais. Lou perde sua crença em Deus desde o início. O pai morre quando tem 16 anos; Lou se torna rebelde: ela recusa a confirmação e procura, em vez disso, o pastor holandês Hendrik Gillot e pediu a ele que lhe ensinasse teologia, filosofia, religiões mundiais e literatura francesa e alemã.

Mas Gillot, de 40 anos, se apaixona por Lou, apesar de ser casado e ter dois filhos de sua idade. Chega a um ataque traumático com proposta de casamento - fugindo de São Petersburgo. Ela se propõe nunca se casar e a viver sua vida apenas em sua perfeição espiritual. Os homens nunca deveriam se aproximar dela novamente.

Mais tarde, Salomé e sua mãe foram para Zurique, onde ela pôde adquirir uma educação universitária.

Mais tarde, aos 21 anos, sua mãe levou-a para Roma, em um salão literário na cidade, Salomé conheceu Paul Rée com quem após dois meses, formou uma parceria acadêmica. Em 13 de maio de 1882, o amigo de Rée, Friedrich Nietzsche, juntou-se à dupla, formaram uma trindade, os três viajaram através da Itália e consideraram onde eles criariam sua comunidade "Winterplan", mas o plano foi abandonado. Chegando em Leipzig, na Alemanha, em outubro, após pequenas desavenças, Salomé e Rée se separaram de Nietzsche, Paul e Lou se mudaram para Berlim e viveram juntos em uma relação de amizade pelos próximos cinco anos quando Lou conheceu um estudioso de linguística, Friedrich Carl Andreas com quem se casou, apesar de sua oposição ao casamento e suas relações abertas com outros homens, Salomé e Andreas permaneceram casados ​​de 1887 até sua morte em 1930.

 

A angústia causada pelo casamento de Salomé com Andreas fez com que Paul Rée desaparecesse da vida de Salomé. Ao longo de sua vida de casada, ela se envolveu em assuntos/ correspondência com o jornalista e político alemão Georg Ledebour, o poeta alemão Rainer Maria Rilke, sobre quem escreveu um memorial analítico, os psicanalistas Sigmund Freud e Viktor Tausk, entre outros.

 

Seu relacionamento com Rilke foi particularmente próximo, foram correspondentes até a morte de Rilke, foi Lou quem começou a chamá-lo de Rainer quando seu nome na verdade era René. Ela ensinou-lhe russo, para ler Tolstoi (a quem mais tarde conheceram) e Pushkin. Ela o apresentou aos patronos e outras pessoas nas artes, permanecendo sua conselheira, confidente durante toda sua vida adulta.

 

Aos 74 anos, Lou Andreas-Salomé deixou de trabalhar como psicanalista. Ela desenvolveu problemas cardíacos, e em sua condição debilitada, passou por diversos tratamentos e internações hospitalares. Seu marido a visitava diariamente. Após um casamento de quarenta anos marcado pela doença em ambos os lados e longos períodos de não comunicação mútua, os dois se aproximaram. O próprio Sigmund Freud reconheceu isso de longe, escrevendo: "isso só prova a permanência da verdade [de sua relação]". Friedrich Carl Andreas morreu de câncer em 1930. Lou teve que se submeter a uma difícil operação relacionada ao câncer em 1935.

Na noite de 5 de fevereiro de 1937, morreu de uremia (uma síndrome causada pelo acúmulo de ureia no sangue) enquanto dormia, em Göttingen. Poucos dias antes de sua morte, sua biblioteca foi confiscada por ter sido colega de Sigmund Freud, acusada de ter praticado "ciência judaica" e ter muitos livros de autores judeus em sua biblioteca.



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