Colunistas

15/11/2018

A República que conduziu o Brasil à periferia – por Afonso Wobeto e Sílvio A. Rockenbach

Um texto de pesquisa histórica do jornalista Afonso Wobeto, irmão jesuíta, publicado no “Livro da Família 2017”, da Editora Pe. Reus, sob o título “Curiosidades do Império Brasileiro”, com ampla indicação bibliográfica, dá o que pensar.

São três páginas de denso conteúdo, com informações sob todos os aspectos surpreendentes para quem se sentia muito à vontade para festejar mais um feriado nacional de caráter político-institucional.  

A República brasileira fnasceu de um golpe político-militar em 15 de novembro de 1889, liderado pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, quando o Imperador Dom Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso, o golpe não teve participação popular. O legendário Imperador, descendente da família imperial dos Habsburgos da Áustria, filho da Princesa Maria Leopoldina e de Dom Pedro I, da Casa de Bragança de Portugal, governou o Brasil por 58 anos, de 1831 a 1889.

O que apurou o Ir. Wobeto: A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados em todos os imóveis da família. Dom Pedro II tentou junto ao Parlamento a abolição da esravatura desde 1848. Uma luta inglória contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

Em 1880, o Brasil era a 4ª Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História. De 1860 a 1889, a média do crescimento econômico era de 8,81% ao Ano. Em 1880, eram 14 impostos, atualmente são 92.  De 1860 a 1889, a média de crescimento econômico era de 8,81% ao Ano. De 1850 a 1889, a média da inflação era de 1,08% ao Ano. Em 1880, a moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina. Em 1880, o Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a Inglaterra. Em 1880, o Brasil foi o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil Km.

A média nacional do salário dos professores estaduais de Escola Fundamental em 1880 era de R$ 8.958,00  em valores atualizados (fim de 2016).  O Maestro e Compositor Carlos Gomes (“o Guarani”) foi sustentado por D. Pedro II até atingir grande sucesso mundial.  Em 1887, D Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge. Oficialmente, a primeira favela na cidade do Rio de Janeiro data de 1893, quatro anos e meio após a Proclamação da República e o cancelamento de ajuda aos ex-cativos.

Dom Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 de modo fluente. A primeira tradução do clássico árabe Mil e uma noites foi feita por D. Pedro II do árabe arcaico para o português do Brasil. Dom Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes. Dom Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.

A princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio nas Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para a época. Na casa de veraneio em Petrópolis, a Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidios e arrecadava numerários para alforriá-los.  Os filhos pequenos da Princesa possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista. Dom Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia! para a eleição Presidencial, devido à sua popularidade. Na época,eleitores norte-americanos podiam votar em qualquer pessoa nas eleições. Uma senhora milionária do sul inconformada com a derrota na guerra civil norte-americana, propôs a D. Pedro II anexar o Sul dos Estados Unidos ao Brasil, ao que ele respondeu literalmente com dois ‘Never!” bem enfáticos...
Dom Pedro fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época em que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, D. Pedro mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

A mídia ridicularizava a figura de D. Pedro II por usar roupas extremamente simples e pelo descaso no cuidado e manutenção dos Palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. D. Pedro não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura. Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a D. Pedro II. No exílio em Paris, D. Pedro II andava pelas ruas sempre com um saquinho de veludo no bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele. Em suma, retroagindo e examinando as mais exponenciais figuras republicanas, a conclusão é óbia: Não se fazem mais estadistas como Dom Pedro II. 

Fontes iconsultadass pelo Ir. Afonso Wobeto, cujos ancestrais são oriundos do Hunsrück, Saarland, Alemanha: Biblioteca Nacional, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser: Acervo do Museu Histórico Nacional, entre outros.



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