Inovações nas técnicas agrícolas dos pomeranos - por Ivan Seibel*

Na década de 1950 em praticamente todas as regiões colonizadas pelos descendentes dos imigrantes pomeranos no Brasil, as propriedades já tinham diminuído de tamanho, de forma a não permitir novas divisões. Os filhos das famílias, mesmo que já não mais tão numerosos, continuavam necessitando de novas terras onde também a igreja pudesse se desenvolver.

Assim, os mais velhos geralmente saíam na procura por novos assentamentos. Aliás, um prenúncio que que viria acontecer com muito mais intensidade no final da década de 1960 e início da década de 1970. O que, entretanto, chama atenção nesta primeira faze é justamente o surgimento de pequenas inovações no manojo da terra.

Apesar de a maioria das regiões serem de uma colonização mais recente, o solo já começava a dar sinais de esgotamento, o que fez com que se começasse a utilizar um sistema do reflorestamento (capoeirão), mesmo que seguido de novas queimas a cada três ou quatro anos.

Na prática havia lavouras de uma plantação perene, exemplificado pelos cafezais, como acontecia no Espirito Santo, mas também as sazonais, representadas pela plantação de produtos de alimentação das famílias e de animais domésticos.

Não se tinha o hábito de adubar a terra, talvez até pelos pequenos rebanhos de animais que se possuía naqueles tempos. Entretanto, novas necessidades de ajustes também no cuidado com as terras trouxeram novos hábitos na agricultura.


*Ivan Seibel, Reg. Prof. Mtb 14.557, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária > bl 03, colunista www.brasilalemanha.com.br e editor de Folha Pomerana Express >
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