René Gertz, historiador que estuda o nazismo: “A harmonia requer que todos os extremismos sejam combatidos”

Professor aposentado da UFRGS e da PUCRS diz que há generalizações indevidas nas repercussões de atos neonazistas recentes: “Há um descontrole do antinazismo”

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Obs. BrasilAlemanha: Esta longa entrevista é mais uma das tantas manifestações que requerem uma reflexão. A insistência no tema, que é justa e que na Alemanha supera todas as expectativas de autocrítica em relação a um inimigo histórico interno que levou à maior tragédia mundial, no Brasil continua acompanhada de sutis sentimentos de dominação antigermânica, travestidos de guardiães da luta antirracista. Desprovidos de qualquer autocrítica em relação a 350 anos de escravidão, com mais de cinco milhões de africanos imigrados à força e dezenas de milhões de descendentes, por fim entregues à própria sorte pela Lei Áurea de 1888, que seus beneficiários resolveram trocar pela Consciência Negra inspirada na República dos Palmares (Alagoas, 1630-1695), parecem comprazer-se em distribuir atestados de racismo alheio e em manter a ordeira comunidade germano-brasileira sempre sob sua tutela, na defensiva, com estranha sensação de culpa indireta, contraída à distância.
Por ocasião das comemorações do Bicentenário da Imigração Alemã convém que estas questões sejam analisadas à maneira alemã, de forma desapaixonada, objetiva, autocrítica, desprovida de ranços de dominação cultural, para que todos possamos encarar os enormes desafios do futuro de nossa pátria comum em convivência mais espontânea, harmoniosa, igualitária, unida, solidária e vitoriosa.

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