As igrejas luteranas durante a guerra – por Ivan Seibel*

Isto facilmente explica o rancor e a agressividade demonstrada pelos grupos que se engajaram na defesa do nacionalismo brasileiro como os próprios “bate-paus” ou os “captura soldota” que atuaram no interior do Estado de Espírito Santo na época da Segunda Grande Guerra.

O resultado foi observado na forma das mais diferentes modalidades de destruição de patrimônio, maus tratos a pessoas inocentes e prisão de líderes religiosos. As comunidades terminaram ficando acéfalas, ou seja, sem os seus pregadores. Batismos não puderam ser oficiados. Casamentos tiveram que ser postergados.

Porém, a vida precisava continuar e dentro deste princípio as comunidades luteranas tiveram que encontrar saídas. Novamente alguém da comunidade precisou assumir o ofício religioso, como em outros tempos já o havia feito. “Era o culto de leitura que um ou outro conseguia dar. Os que sabiam ler liam passagens bíblicas e cantavam-se hinos religiosos”. Foram adaptações em tempos de crise.

*Ivan Seibel, Reg. Prof. Mtb 14.557, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária > bl 03, colunista www.brasilalemanha.com.br e editor de Folha Pomerana Express >
Acessse o Informativo > https://folhapomeranaexpress.blogspot.com.br/

 

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