Os pomeranos como desbravadores solitários – por Ivan Seibel*

Facilmente podemos também entender que a constante migração para novas áreas de assentamentos, que foi uma característica dos imigrantes pomeranos daqui do Brasil, pode ser atribuída à necessidade de contínuas conquistas de novos territórios por serem desmatados e repassados aos seus filhos.

Nesse seu papel de eternos desbravadores solitários também se consolidou uma característica que passou a acompanha-los durante praticamente 150 anos. O dia a dia da vida desse “caipira” teuto-brasileiro, centrado na preocupação com o seu meio de subsistência, na sobrevida da sua família e da sua prole. O seu pequeno mundo, que na Europa estava restrito à propriedade do latifúndio do seu senhor feudal, aqui continuou centrado na vida em seu lote de terras e na sua pequena comunidade religiosa.

Seus contatos com o mundo exterior continuaram sendo o vendeiro, ou seja, o comerciante mais próximo, o qual também administrava os seus interesses financeiros, envolvendo a compra e a venda de mercadorias e o pastor no campo espiritual, educacional e de definição da conduta moral. Essa foi uma época que praticamente perdurou até a década de 1970. 


*Ivan Seibel
, Reg. Prof. Mtb 14.557, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária > bl 03, colunista www.brasilalemanha.com.br e editor de Folha Pomerana Express >

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