O Brasil é o refúgio de preservação do “pommerplatt” no mundo – por Ivan Seibel*

No que se refere às diferentes modalidades de “línguas faladas” entre os imigrantes pomeranos no Brasil, é importante salientar que os chamados dialetos da baixa Alemanha (Niederdeutsch), também conhecidos como Plattdeutsch, tiveram sua origem na população proveniente de diversas regiões da Alemanha, entre os séculos XII e XIV e que havia sido reassentada na região do Mar Báltico.

Mais tarde esta língua terminou se impondo como idioma do cotidiano e também na lida com as autoridades. Estas, portanto, parecem ter sidas as vertentes que deram origem às diferentes modalidades de “língua Pomerana” hoje conhecidas e das quais, ao menos duas, ficaram bem caracterizadas no modus falandi dos imigrantes pomeranos que vieram ao Brasil.

Com a chegada do luteranismo na Pomerania, a chamada “língua alta alemã” também se desenvolveu, tendo passado a ser utilizada, sobretudo como língua da igreja e das autoridades. Já a língua pomerana  “pommerplatt” continuou como o idioma do cotidiano da população até praticamente 1945, sobretudo na zuna rural.

Na atualidade, até em função de toda a “limpeza étnica” realizada entre 1945 e 1947 em toda esta área, são poucos os remanescentes que ainda conhecem ou falam o “pommerplatt”. Com isto a chamada “Pomerania Brasileira” continua sendo a região onde mais se fala em pommerplatt, a “língua oficial dos pomeranos”

*Ivan Seibel, Reg. Prof. Mtb 14.557, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária > bl 03, colunista www.brasilalemanha.com.br e editor de Folha Pomerana Express >
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