A migração interna dos pomeranos 02 – por Ivan Seibel*

Cada vez mais os “filhos da terra” seguiam o caminho para as cidades. Aqui convém que se registre um problema que se tentou resolver e que se refere padrão pomerana da família das três gerações.

Eram os avós, os pais e os filhos convivendo dentro de uma mesma casa, com atribuições para cada integrante deste grupo familiar. O homem de mais idade costumava deter o poder de mando do grupo familiar. A mulher de mais idade era responsável pelos cuidados com as crianças e com o preparo das refeições. O homem mais jovem se constituía no principal braço de trabalho nas propriedades. A esposa deste, além de ser responsável pela lavação das roupas e pela limpeza da casa, acompanhava o marido no trabalho na lavoura.

Já os filhos, quando não estavam na escola, executavam uma série de tarefas que lhes cabiam dentro da estrutura familiar. Este padrão consolidado em muitas colônias aqui no Brasil e que sobreviveu durante mais de um século, aos poucos passou a sofrer os efeitos desta lenta migração de muitos jovens para áreas urbanos, ao mesmo tempo em que um número cada vez maior de pessoas mais velhas se via entregue ao abandono. Eram novos tempos com novos desafios por serem vencidos.

*Ivan Seibel, Reg. Prof. Mtb 14.557, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária > bl 03, colunista www.brasilalemanha.com.br e editor de Folha Pomerana Express >
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