A recepção nas escolas – por Ivan Seibel*

Ainda pequenos, a cada passo e a cada curva da estrada, iam vencendo o medo do desconhecido. Assim devem ter iniciado a sua jornada matinal.

Para alguns, muitas vezes, depois de um percurso de seis, oito ou dez quilômetros, muitas vezes com receio de alguma cobra por atravessar o caminho ou do fantasma daquela onça ou jaguatirica sobre a qual os mais velhos tinham conversado, confiantes ultrapassavam o portão da escola.  

Depois de entrar “em forma” em frente à bandeira do Brasil, cantavam o hino nacional e aprendiam um pouco mais sobre “sentimento pátrio”. Esta era uma forma de compreender que vivemos em um país o qual devemos respeitar.

A disciplina, não somente era aceita, mas também era bem vista, pois ao final de cada mês, as medalhas no peito dos alunos das melhores notas, dos mais comportados ou do aluno modelo eram cobiçadas. São lembranças que despertam saudades, sobretudo por hoje sobreviverem em pouquíssimas escolas deste imenso Brasil.

*Ivan Seibel, Reg. Prof. Mtb 14.557, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária > bl 03, colunista www.brasilalemanha.com.br e editor de Folha Pomerana Express >

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