Quem, afinal, iniciou a 1ª Guerra Mundial (1914-1918)?

É um valioso legado, uma fonte variada de informações que contribuem para trazer à memória acontecimentos que merecem e costumam ser festejados, comemorados ou simplemente lembrados. Cada país tem seu próprio calendário festivo. A soma de todos é inesgotável.

 

Por esta razão, a agenda anual de eventos costuma  estar repleta de datas  comemorativas que lembram acontecimentos históricos, personalidades das mais diferentes áreas da atuação humana, fundações de cidades, tratados, guerras, descobertas científicas e demais episódios que fazem parte do patrimônio político, cultural e moral da Humanidade.

 

 Muitos desses eventos, por sua natureza, são lembrados apenas em nível regional ou nacional; outros são lembrados e festejados em nível europeu e, não raro, em nível mundial. No ano de 2013, por exemplo, Giuseppe Verdi e Richard Wagner, ambos compositores nascidos em 1813,  foram lembrados por seus bicentenários de nascimento;  no decorrer do ano, suas composições constavam em programas  de milhares de concertos, palestras, cursos musicais e de regência em todos os Continentes.

 

No corrente ano, a Itália lembra a morte do imperador romano Gaius Octavius Augustus, que morreu há dois mil anos, em 19 de agosto do ano 14 d. C.  Segundo o Novo Testamento, Augustus foi o imperador responsável pelo recenseamento na época do nascimento de Jesus Cristo.

 

Os romanos lembram também a Coluna de Trajano, construída há dois mil anos pelo imperador Trajano (98-117 d.C.) nos anos 113/14 (há fontes que indicam a data 112/13). A Coluna de Trajano encontra-se até hoje, firme em seu pedestal,  no centro de Roma, perto do Quirinal.

 

Também Carlos Magno que morreu há 1.200 anos, em 28 de janeiro de 814 em Aachen (Alemanha, na fronteira com a Holanda), está sendo lembrado em vários países europeus. Inúmeros órgãos da imprensa publicaram artigos sobre esta grande personalidade da história europeia; além disso, há exposições sobre a história de sua época, palestras e seminários especiais em escolas, universidades etc.

 

Em Constança, cidade às margens do Lago de Constança, espremido entre o sul da Alemanha, a Áustria e a Suíça, está sendo lembrado o Concílio de Constança que, há 600 anos, durou de 1414 a 1418. Foi o maior congresso da Idade Média. Na época  Constança contava apenas com seis mil habitantes, mas teve que abrigar 72 mil visitantes. Foi neste concílio, ao norte dos Alpes, que terminou o cisma da Igreja, período no qual três papas sentiam-se no direito de ocupar o trono de São Pedro. No fim, nenhum dos três o conseguiu, pois foi eleito um novo papa.

 

Constança lembra o Concílio com amplo programa que termina em 2018, do qual faz parte uma impressionante exposição de conteúdo histórico sobre a época que o antecedeu,  sobre as consequências do concílio, um evento que, entre outros, abriu o caminho à Renascença. Há palestras, discussões e publicações referentes ao assunto.

 

Os ingleses comemoram o 450° aniversário de nascimento do maior poeta da língua inglesa e um dos maiores expoentes da literatura mundial, William Shakespeare, nascido em 1564. Durante o ano, grandes espetáculos estão programados não só em sua cidade natal, Stratford-upon-Avon, mas em muitas outras cidades ao redor do mundo.

 

Exemplos de tais comemorações são infindáveis e as pessoas interessadas têm, em cada ano, rica oferta para assistir a programas ou a eventos condizentes a seus interesses.

 

O ano de 2014, neste sentido, é um ano marcante. Na maioria dos países europeus, alguns países da África, da Ásia, da América, da Austrália lembram (não festejam e nem comemoram,  pois não é evento que se festeje) o centenário do início da 1ª Guerra Mundial.

 

Em 28 de junho de 1914, há exatamente 100 anos, o príncipe-herdeiro do trono do Império Áustro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando e sua esposa, Sophie Chotek, duquesa de Hohenberg,  foram mortos em atentado em Sarajevo, Capital da Bósnia-Herzegovina. Um mês depois, o atentado causou a “Crise de Julho” que culminou com a deflagração da 1ª Guerra Mundial, que o historiador estadudinense George F. Kennan (1904-2005)  em 1979 denominou “the great seminal catastrophe of this century” (A grande catástrofe seminal deste século). A denominação foi usada posteriormente também por outros historiadores. A Alemanha Imperial foi vista como a culpada pela eclosão.

 

Entre estudiosos do assunto existe, entre outras,  a discussão sobre as consequências da 1ª Guerra Mundial e não são poucos os que afirmam que estas seriam bem mais abrangentes do que as da 2ª Guerra Mundial. De fato, o estudo da 1ª Guerra Mundial é deveras um tema interessante, pois a “grande catástrofe do século” não apenas mudou os rumos da história europeia, mas  teve grande influência histórica, política, econômica e  geoestratégica em grande parte do mundo. Eis aí também a razão pela qual os ingleses continuam a chamar a 1ª Guerra Mundial de “The Great War” e os franceses “La Grande Guerre” (A Grande Guerra).

 

Quem quiser aprofundar-se na matéria encontrará um obstáculo: a enorme quantidade de material complica o trabalho tanto aos leigos como aos historiadores profissionais. Há especialistas que afirmam que a historiografia sobre a 1ª Guerra Mundial chega a 325 mil publicações entre livros, estudos, análises, pesquisas, dissertações e informações afins.

 

Diz-se que a história das guerras é escrita pelos vencedores. Na 1ª Guerra Mundial houve muitos vencedores e cada qual contou-a à sua maneira. Talvez resida aí uma parte da explicação sobre a razão de tão ampla historiografia.

 

Duas questões cruciais foram discutidas durante todo este século, de 1914 até hoje, sem que houvesse consenso entre os historiadores (houve consenso apenas no que diz respeito à culpa da Alemanha). Várias publicações recentes, as quais mencionaremos no decurso deste texto, contribuíram ou contribuirão para esclarecer estas duas questões e quiçá eliminar a centenária discórdia histórica em relação ao assunto. Eis as questões:

 

1ª – Por que a Alemanha foi o único país culpado pela deflagração do conflito e por isso condenada, no Tratado de Versalhes,  a pagar altas indenizações?

 

2ª – Como foi possível que o atentado ao herdeiro do trono áustro-húngaro,  arquiduque Francisco Fernando,  em Sarajevo, na Bósnia, um pequeno país periférico da Europa, pudesse desencadear uma guerra de dimensões globais?

 

São estas as questões cruciais sobre as quais já se discutiu durante um  século. Respondê-las ou abordá-las convenientemente num espaço de página de jornal é tarefa hercúlea. Alguns detalhes só poderão ser tocados de leve, o que talvez estimule leitores mais interessados a saciarem sua sede por informações em outras fontes.

 

A fim de podermos entrosar-nos nas duas questões acima postas, é necessário conhecer o espírito reinante na época na Europa por volta do ano de 1900 e analisar a situação nos Bálcãs a partir do ano de 1900.   

 

Muitos historiadores viam no Imperialismo das nações europeias o motivo principal para a deflagração da 1ª Guerra Mundial.  Gerd Krumeich, professor de História Moderna na Universidade Heinrich Heine de Düsseldorf (Alemanha), autor da impressionante  “Enciclopédia sobre a 1ªGuerra Mundial” (Editora C. Beck, Munique) explica: “Em verdade, por volta do ano de 1900, para as nações europeias o Imperialismo foi (diferentemente do Colonialismo desde o século 16)  uma espécie de desenvolvimento e uma estratégia de sobrevivência. A posse de territórios na África e na Ásia foi efetuada na convicção de que a ‘Velha Europa’ não mais teria espaço suficiente para alimentar adequadamente a sempre crescente massa da população e dar-lhe chances para participar do bem-estar”.

 

A maioria dos países da Europa vivia numa época de exacerbado orgulho patriótico. Já a partir do século 16, pouco a pouco, o patriotismo e o nacionalismo começaram a tomar vulto comungando, cada vez mais, com o Estado. O resultado de tais sentimentos culminou com a criação dos estados nacionais, evolução na qual a Revolução Francesa teve marcante influência. Neste contexto citemos, mais uma vez, Gerd Krumeich: “Por volta de 1900 tinha-se, em quase todos os países (europeus), uma extremada, quase que religiosa, ideia de Nação (“God’s own cuntry”, “Dieu avec nous”, “Gott mit uns”).

 

A Alemanha formou-se como Estado Nacional apenas em 1871. Mas, entre todos os países, talvez a Alemanha tenha sido, na época, o país no qual esses sentimentos nacionalistas tenham-se  desenvolvido de forma mais expressiva. Segundo Krumeich: “O nacionalismo transformou-se numa espécie de histeria coletiva”.

 

Gerd Krumeich defende a tese de que “o novo Imperialismo teve influência marcante neste desenvolvimento, pois este, diferentemente do  Colonialismo tradicional, entendia-se como necessidade vital para a  sobrevivência dos impérios e nações”. A ideia da necessidade vital foi assimilada também por Adolf Hitler durante a 2ª Guerra Mundial.  Hitler falava do  “Lebensraum” (espaço vital) do qual já falamos neste jornal em outra coluna.

 

Curioso é que também  a teoria de Charles Darwin, sem que ele mesmo  tivesse pensado nisso,  teve influência nestes desenvolvimentos que, enfim, culminaram com a 1ª Guerra Mundial. Em 1859 Darwin publicou a “A Origem das Espécies” com a qual fundamentou a moderna  “Teoria da Evolução”. Darwin argumenta  que na na Natureza, sempre houve processos de adaptação. A evolução (na natureza) baseia-se no princípio do “survival of the fittest” (Sobrevivência do mais forte).

 

Não tardou e as teses de Darwin, essencialmente naturalistas,  foram popularizadas causando grande impacto.  Não decorreram nem dez anos após o lançamento e já as teses de Darwin começaram a ser aplicadas em sociedades e classes sociais. O “survival of the fittest” começou a se tornar ideia mestra dos defensores da expansão territorial. Partindo desta ideia não demorou que se desenvolvesse outra, ainda pior, a da “superioridade do homem branco” em relação a outras raças, ideia que permaneceu e se tornou catastrófica do decorrer da 2ª Guerra Mundial.

 

Com estas considerações passaremos a analisar a situação nos Bálcãs entre 1870 e 1913. Durante este período já houve várias guerras nesta região multifacetada por suas etnias, religião, minorias perseguidas, fronteiras não definidas, uma região esprimida entre interesses de outras potências, nomeadamente do Império Áustro-Húngaro, da Rússia e do Império Otomano. Mais ou menos a partir de 1900  falava-se da região como sendo o barril de pólvora da Europa, designação esta que, em parte, ainda é válida hoje.

 

Em 1912/13 houve uma acirrada disputa diplomática entre a França e a Alemanha em virtude do Marrocos. Enquanto estes dois países discutiam, a Itália apodera-se da Líbia, que na época fazia parte do Império Otomano. A Turquia era fraca, não tinha condições de defesa e não recebeu apoio de outras potências. Com isso, o Império Otomano, que há anos já era visto como o “homem enfermo do Bósporo”, entrou numa situação difícil. Vários Estados Balcânicos, que já desde 1870 ansiavam por separar-se das garras do Império Otomano, aproveitaram-se da situação para resolver definitivamente seus anseios por independência.

 

A situação não definida de fronteiras entre vários países balcânicos acrescida de litígios por áreas não delimitadas fez com que as grandes potências, que tinham interesses políticos e econômicos próprios na região, acabaram se intromentendo nos conflitos.

 

Em 1912, sob liderança russa, foi criada a Liga Balcânica, uma união entre a Bulgária, Grécia, Sérvia e Montenegro. O interesse russo em apoiar a criação desta liga consistia no fato de evitar, a todo custo, que a Turquia conseguisse o, já há décadas cobiçado,  controle sobre o Estreito do Mar Negro. Este desenvolvimento foi visto pelas grandes potências com grande preocupação. A Rússia, por sua vez, argumentava que não haveria motivos para  preocupação, já que  a criação da Liga Balcânica fora uma medida tomada com o objetivo de controlar os pequenos países balcânicos.

 

Tal não se concretizou, pois em 18 de outubro de 1912 a Liga Balcânica declarou a guerra contra a Turquia, a qual, em maio de 1913, após várias derrotas, foi obrigada a assinar um contrato elaborado em Londres pela Grã-Bretanha e  outras grandes potências. A Rússia saíu perdendo, pois o documento foi elaborado de forma tal que a Turquia (estreita aliada da Alemanha) permanecesse com o controle do Estreito do Mar Negro.

 

Nestas gestões foi tomada outra medida de marcante influência na região. Há longo tempo a Sérvia, que alimentava ideias nacionalistas e visava  a criação de uma Grande Sérvia, vinha reclamando uma saída para o Adriático. As grandes potências, no entanto, não simpatizavam com os desejos sérvios. A fim de impedir tal anseio,  foi criado o Estado da Albânia.

 

É compreensível que dentro deste ambiente, aqui apenas descrito de forma suscinta, surgissem grupos clandestinos, especialmente entre os nacionalistas sérvios, que atuavam contra a supremacia do governo em Viena. Todos esses grupos, embora atuassem de forma distinta, tinham um objetivo comum: livrar-se do jugo do Império Áustro-Húngaro e eliminar a influência russa e turca.

 

Já antes da volta do século houve vários atentados na região. Alexandre I, rei da Sérvia de 1889 a 1903, foi morto em 16 de junho de 1903 com toda a sua família e vários membros de seu governo. Para Viena a Sérvia passou a ser um inimigo figadal.

 

A crise teve o seu auge com o atentado em Sarajevo, no domingo ensolarado de 28 de junho de 1914, no qual foram mortos o herdeiro do trono do Império Áustro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando e sua esposa. Gavrilo Princip, 19 anos, de nacionalidade sérvia nascido na Bósnia, foi o assassino. Ele mesmo não foi o autor da ideia, mas como membro de uma sociedade ultranacionalista secreta sérvia denominada “Unidade ou Morte”, conhecida também como “Mão Negra”, serviu, junto com outros, de intrumento para concretizar um atentado que mudou os rumos da história, não só da Europa. Talvez tenha sido o atentado de maior influência mundial. Todos os envolvidos foram presos, alguns fuzilados, outros condenados a longas penas.

 

O assassinato de Francisco Fernando é uma ironia da história. Os autores do plano não foram suficientemente cautelosos no que diz respeito à escolha da vítima. Francisco Fernando era conhecido como reformador. A fim de evitar o desmembramento do Império Áustro-Húngaro, o arquiduque herdeiro já arquitetara vários cenários e não ocultava a sua ideia de um  Estado federativo com mais direitos às minorias em relação aos húngaros. Tal “abertura” em vista em nada contribuíu para amainar o profundo ódio que os nacionalistas sérvios alimentavam em relação à Áustria na pessoa de Francisco Fernando que, não tardaria (seu pai já andava na casa dos noventa),  assumiria o trono.

 

Guilherme II, imperador da Alemanha, forte aliado da Áustria e inimigo figadal dos sérvios em virtude de seus planos de uma “Grande Sérvia”, informou o governo em Viena: “Façam o que quiserem, mas em tudo que fizerem, terão o nosso irrestrito apoio”. É provável que não o assassinato de Francisco Fernando tenha deflagrado a 1ª Guerra Mundial. Mais provável é que a frase solta de Guilherme II tenha sido o estopim de tudo, pois foi interpretada, tanto em Viena como nas outras potências, como uma “carte blanche”, uma carta branca para tudo.

 

Um outro fato que complicou a situação do imperador  Guilherme II encontra-se em um documento preservado e enviado por aqueles dias pelo governo de Viena ao imperador da Alemanha. À margem do documento encontra-se a anotação manuscrita do imperador: “Arrasem os sérvios. Quanto antes, melhor!”

 

O explicado nestes dois últimos parágrafos é o motivo do qual muitos historiadores deduzem a responsabilidade da culpabilidade da 1ª Guerra Mundial: A Alemanha, unicamente a Alemanha, é a culpada, por ter dado carta branca a tudo. Foi esta também a base para a condenação da Alemanha no Tratado de Versalhes. O professor Gerd Krumeich constata: “Nenhum episódio da História Mundial foi discutido tão ampla e azedamente como o da responsabilidade da erupção da 1ª Guerra Mundial”.

 

Houve um período no qual prevaleceu a argumentação  de David Lloyd George, político britânico, que defendeu a tese de que “todos os Estados envolvidos,  de uma forma ou outra, foram catapultados a esta catástrofe”.

 

Esta ideia prevaleceu até o início dos anos 60, quando  o historiador alemão, o professor Dr. Fritz Fischer, de Hamburgo, lançou a sua muito discutida obra “Der Griff nach der Weltmacht”, reeditada recentemente pela editora Droste Verlag GmbH, Düsseldorf. Trata-se de uma obra seminal sobre a 1ª Guerra Mundial, cuja leitura é imprescindível a todos  que pretendem estudar o assunto.

 

O professor Fischer defende a ideia de que a Alemanha planejou esta guerra “longamente com atecedência e concretizou os objetivos metodicamente”. Esta tese originou uma disputa histórica que durou trinta anos, até que se cristalizou a tese de que “um planejamento a longo prazo por parte da Alemanha não é sustentável, mas que a política irresponsável do governo da Alemanha,  indubitavelmente, tem contribuído para a catástrofe”.

 

O renomado historiador australiano Christopher Clark, professor de Moderna História Europeia no St. Catherine’s College em Cambridge, em 1913  publicou a obra “The Sleepwalkers – How Europe Went to War in 1914” (Editora Allen Lane, Londres). O livro, enquanto isso, traduzido em varias línguas, tornou-se um best-seller. Já antes Clark havia escrito outra obra sobre a história da Prússia que também faz parte da lista dos “mais vendidos”.

Christopher Clark reanimou a discussão em torno da culpabilidade e refuta a teoria da culpabilidade única. Clark defende a tese de que todos os países que participaram naquela guerra não fizeram justiça à responsabilidade que tinham. Nesta questão não há “culpado que se possa pegar posteriormente, de arma na mão”. Clark define a hipermoralização da questão da culpa por parte do Tratado de Versalhes como a “hipoteca do século”. A tese de Clark é compatível com os argumentos de David Lloyd George.

 

Segundo Clark, o “culpado” não existia no Direito Internacional antes da 1ª Guerra Mundial. O que existia era o “jus ad bellum” (o direito à guerra) e este não tinha nada a ver com moral; tinha apenas interesses. (Nada mudou: vejamos a Ucrânia). Em todo caso, o “The Sleepwalkers” (Os Sonâmbulos) é obra capital. O único país que não a aceita é a Sérvia, que se sente difamada, a ponto de o livro ser tema de discussão em nível de governo naquele país.

 

Outra obra recente é a do historiador alemão Herfried Münkler “Der Grosse Krieg – Die Welt 1914-1918” (A Grande Guerra – O Mundo em 1914-1918) da editora Rowohlt, Berlim, 2013.  A obra também já existe em várias línguas. Münkler defende, em grande parte, as mesmas teses de Christopher Clark.

 

Merece menção também a obra do historiador estadudinense Adam Hochschild “The End all Wars – A Story of Loyalty and Rebellion 1914 -1918” , já traduzida, lançada em 2011 pela editora Houghton Mifflin Harcourt de Boston, USA.

 

A segunda pergunta formulada inicialmente fica, por hoje, sem resposta em virtude de falta de espaço. Voltarei ao assunto em coluna separada para tratá-la em seus devidos detalhes. A questão da culpabilidade, neste momento, está sendo vista sob novo ângulo.

Matéria originalmente publicada no Jornal Opção,  de Goiânia, GO, edição n° 2034, de 29 de junho a 5 de julho de 2014 e enviada à Redação de BrasilAlemanha, para publicação própria.

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