Os pomeranos não conheciam conforto, queriam trabalhar – por Ivan Seibel*


Ivan Seibel

Programa radiofônico AHAI  1006

 

Alô  ouvintes

Diversos fatores contribuíram para que o imigrante pomerano passasse por importantes ajustes. Em primeiro lugar, vale lembrar que a Pomerânea foi uma região fértil, de terras planas, com muitos rios e lagos e que sempre foi ambicionado por outros povos como os poloneses, suecos, dinamarqueses ou prussianos. Em função destas circunstâncias os seus habitantes tinham se habituado à vida difícil, ao trabalho árduo, porém com uma sempre renovada esperança por dias melhores.
Durante séculos de constantes guerras, depois de cada nova incursão de inimigos, tinham reconstruído a sua economia e incansavelmente voltavam a cultivar suas terras para a obtenção do seu sustento, como também o tiveram que fazer neste novo mundo, em novas terras e em meio a gente estranha.  Desta forma, também aqui no Brasil, especialmente no interior do Espírito Santo, na medida em que o tempo transcorria, o imigrante e seus descendentes foram se transformando em mulheres e homens enrijecidos pelo ambiente rude e inóspito. Andavam descalços por não terem acesso à compra de calçados.
Não se preocupavam com o conforto, pois não o conheciam. Preocupavam-se com o trabalho e com sua propriedade por esta representar um bem que historicamente nunca tiveram. Dentro deste processo de colonização, em muitos lugares, como no interior capixaba e no sul do Rio Grande do Sul  os pomeranos rapidamente se transformaram em um numeroso grupo que  rapidamente se sobressaiu dentre os imigrantes que aqui chegaram. 

Por hoje seria isto.

Seu  Ivan Seibel

*Ivan Seibel, natural do Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, escritor (“Imigrantes a duras penas”, entre outros), comentarista do programa radiofônico semanal AHAI e colunista www.brasilalemanha.com.br .

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