Imigrantes das planícies estranham geografia capixaba – por Dr. Ivan Seibel*

Programa AHAI  979  –  06 05 13  

Alô  ouvintes.

Nos primórdios da colonização européia da Província de Espírito Santo existiam três assentamentos. O mais antigo foi a Colônia de Santa Isabel, cujos primeiros habitantes chegaram em 1847. No ano de 1857 Dom Pedro II criou a Colônia Imperial de Santa Leopoldina, tendo nela sido instalados 99 suiços, 24 hanoverianos, 6 luxenburgueses e 8 holstesianos.  Já a Colônia de Rio Novo constituiu-se em um empreendimento particular fundado em 1866, na região sul desta província.  Nela haviam sido assentados colonos suíços. Somente mais tarde, com a chegada dos italianos, este empreendimento chegou a prosperar.

Uma boa parte dos primeiros imigrantes teutos que chegaram à Colônia de Santa Isabel eram naturais das regiões montanhosas dos Hunsrück e arredores, ou seja, estavam acostumados ao trabalho árduo nas encostas. Já a quase absoluta maioria dos que chegariam nos anos setenta era proveniente da Pomerânea, a região que anos mais tarde viria a fazer parte da Alemanha de Bismark.  Este aspecto deve ser salientado, pois estes europeus provenientes de terras planas, ao serem assentados em áreas extremamente acidentadas, enfrentaram dificuldades que, em muito, comprometeram o posterior desenvolvimento de toda esta Colônia. “Do haras eevan Land ua hie müstas am Baach abeira. Dai meista deira jo gonia waita wou dai anfonja schulla”. O preparo de uma vivenda e a abertura de um espaço para as primeiras plantações passou a se constituir na prioridade destes pioneiros.


*Dr. Ivan Seibel nasceu no Espírito Santo, é médico em Venâncio Aires, RS, e comentarista do programa radiofônico AHAI.

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