Rio Grande do Sul tem forte presença na CeBIT 2013

O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro mais fortemente representado nesta edição da CeBIT, em Hannover, na Alemanha. Das 28 empresas integrantes da delegação do Brasil, oito são gaúchas.

Segundo Heitor José Müller, presidente da FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), a forte presença do estado no evento é reflexo do desenvolvimento do setor de tecnologia da informação (TI) na região. “Temos aqui na CeBIT empresas como Datacom, do ramo de telefonia; o Ceitec, um centro de tecnologia avançado para o desenvolvimento e produção de chips, e os parques tecnológicos da UFRGS e Tecnosinos, que demonstram como estamos investindo nesse setor”, exemplifica. Além das empresas citadas por Müller, também representam o Rio Grande do Sul na feira: Diponto, Kieling & Dittrich, Learn4Fun e SBPA Simuladores de Voo. Entre as expositoras gaúchas estão desde empresas estreantes, como a jovem Learn4Fun, até empresas já consolidadas no mercado nacional, como a Datacom, que produz equipamentos de telecomunicação de alta velocidade para a maioria das operadoras de telefonia do País.

Com 15 anos de mercado, a Datacom pode orgulhar-se de ser uma empresa que investe pesado em tecnologia. A prova está nos números: quase a metade dos 800 funcionários da unidade sediada em Eldorado do Sul atua na pesquisa e desenvolvimento. “Acreditamos muito no desenvolvimento próprio dos nossos produtos”, enfatiza Mário Walter Wickert, gerente de exportação da empresa, que teve um lucro de US$ 102 milhões no ano passado. Para a CeBIT 2013 a Datacom trouxe o IPSAN, um multiplexador de acesso a multisserviços, voltado especificamente para empresas de telefonia. Segundo Wickert, a vantagem do IPSAN é sua flexibilidade de poder integrar aplicações e serviços de redes legadas de tecnologia sobre modernas redes de IP.

Game de entretenimento

Caçula e estreante entre as empresas gaúchas presentes na CeBIT 2013, a Learn4Fun foi fundada há apenas dois anos. Apesar disso, o jovem empreendedor Felipe Frosi traz uma novidade com planos ambiciosos para a feira na Alemanha. O protótipo de “Potato Wars”, um game de entretenimento para a plataforma IOS (Iphone), que ainda não foi lançado no Brasil, mas que já está em busca de um publisher na internet.

No mundo virtual “Potato Wars”, como o nome já revela, são as batatas que combatem (no caso, tomates) mas, na vida real, a Learn4Fun não pretende brincar. Felipe Frosi já percebeu que as oportunidades de lucro no setor de jogos “freemium” – onde os usuários não pagam para adquirir os jogos, mas têm a opção de acelerar processos ou comprar itens virtuais – estão no exterior. “Este mercado praticamente não existe no Brasil, por isso estamos aqui”, diz.

A Learn4Fun começou no mercado com jogos para treinamento em recursos humanos, os chamados “serious games”, setor no qual possui clientes de porte, como Ford, Boticário e Abbott Vascular. Ha cerca de um ano porém, de olho nas tendências do mercado, ampliou seu ramo de atuação para os jogos de entretenimento. Frosi é graduado em jogos digitais pela Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) e sua empresa está instalada como empresa incubada no Parque Tecnológico de São Leopoldo (Tecnosinos).

Plataforma para bons contatos

Outra empresa instalada no Tecnosinos que vem mostrar novos produtos na CeBIT é a SBPA, fabricante de software para simuladores de voo utilizados em cursos de pilotos. Na feira a SBPA está fazendo o pré-lançamento do simulador de voo para cabines de helicópteros dos modelos R22 e R44. “Estamos vindo pela segunda vez e colhendo os frutos da participação em 2012, quando fizemos contatos com potenciais clientes da Alemanha e dos Estados Unidos, além da Embraer, a qual não teríamos acesso sem esta plataforma de contato”, explica o gerente comercial Adriano Oliveira.

Adrinei Kaiser, diretor da Diponto, especializada em controle de ponto e frequência e na fabricação de sirenes, também está satisfeito com os resultados dos contatos na CeBIT: “Já fizemos bons contatos nos primeiros dias da feira e estamos muito otimistas, pois temos aqui a possibilidade de mostrar que oferecemos uma opção flexível”, diz o executivo, explicando que a empresa oferece produtos (hardware e software) que podem ser adquiridos separadamente ou através da solução combo, onde o cliente compra o hardware e também o software necessário para sua operação.

Para a CeBIT 2013 a empresa de Porto Alegre trouxe um controlador biométrico de acesso que pode ser utilizado tanto com o cartão de ponto, quanto com a impressão digital do funcionário. De olho nos avanços do mercado, este moderno “relógio de ponto” funciona com tecnologia “cloud”, ou seja, todas as informações sobre a frequência dos funcionários das diversas unidades de uma empresa são enviadas para a "nuvem" e podem ser acessadas em tempo real.

Soluções flexíveis com tecnologia RFID

Empresa subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Ceitec foi criada há quatro anos. Em seu parque industrial, na capital gaúcha, desenvolve e produz chips de identificação com tecnologia RFID (do inglês radio-frequency-identification) para setores que vão desde a pecuária (com rastreadores de baixa frequência, o chamado “chip do boi”) até o industrial, farmacêutico e de transporte (alta e altíssima frequência).

Stefan Ligocki, gerente de Comunicação e Marketing da empresa, fala otimista sobre a participação na CeBIT deste ano. “A Ceitec ainda é muito jovem e nossa estratégia aqui é institucional. Queremos mostrar que o Brasil tem esta tecnologia e que também pode oferecer soluções flexíveis”, explica. Segundo Ligocki, o diferencial da Ceitec é atuar tanto no desenvolvimento, como na fabricação dos chips, que podem ser adquiridos de forma independente ou comprados em forma de solução combinada. "Como empresa B2B estamos orgulhosos de já ter vendido dois milhões de unidades do 'chip do boi' para a empresa Focking, de rastreamento animal, que já fez uma encomenda de outras 500 mil unidades, a serem entregues ainda este ano", diz. A empresa também quer contribuir para a autossuficiência do Brasil no setor de RFID. A partir de 2014 todos os passaportes brasileiros passarão a contar com um chip da empresa, substituindo o similar importado, usado até então.

Especializada em desenvolver software para leitura de “tags”, as etiquetas de RFID, a Kieling & Dittrich (K&D) é outra empresa que investe em tecnologia sem perder a flexibilidade. “Oferecemos soluções personalizadas ao identificar as necessidades específicas de cada cliente e desenvolver um produto que melhor se adapte a elas”, diz Nádia Guimarães, do departamento comercial da empresa sediada em Porto Alegre. Na CeBIT 2013 a K&D busca visibilidade no mercado europeu, onde quer mostrar que a tecnologia de RFID é a solução do futuro quando se busca eficiência nos mais diversos setores da economia. “A aplicabilidade da tecnologia de RFID é imensa, ela diminui o erro humano, traz mais produtividade e, ao invés de causar desemprego, como muitos pensam, abre portas para a qualificação da mão de obra”, esclarece Nádia.  

Evento de inserção tecnológica

Este ano o Tecnosinos (Parque Tecnológico de São Leopoldo) está presente na CeBIT pela quinta vez. O parque tecnológico abriga 75 empresas, entre elas 30 incubadas (como SBPA e Learn4Fun), até gigantes do setor de tecnologia, como SAP, que emprega 500 profissionais e pretende duplicar a força de trabalho até junho de 2013.  “Marcamos presença na Alemanha porque encaramos a CeBIT como um evento de inserção tecnológica. Mais do que numa feira comercial, aqui as empresas se inspiram e prospectam novas tecnologias”, diz Susanna Kakuta, diretora do Tecnosinos.

A Rede de Incubadoras Tecnológicas (Reintec), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é outro centro de empreendimentos presente no evento e que dá apoio a empresas de TI no Rio Grande do Sul. “Já realizamos muitas ações internacionais, mas estamos aqui para mostrar que temos esta atividade”, diz a Professora Ingrid Jansch Pôrto, coordenadora da Reintec.

Sobre a CeBIT

A CeBIT é a mais importante feira e congresso internacional dos negócios digitais. Organizada pela Deutsche Messe AG, a CeBIT foi idealizada como um evento único – combinando feira, conferências, palestras, eventos corporativos e salas de negócios. É realizada anualmente em março, desde 1986. Na edição de 2012 contou com mais de 4 mil expositores, vindos de 70 países e recebeu 312 mil visitantes de 110 países.

A CeBIT 2013 acontece até 9 de março e está organizada em quatro plataformas de exposição: CeBIT Pro, com destaque para as soluções seguras e eficientes para empresas; CeBIT Gov apresentando as soluções mais recentes para a administração pública e para a assistência médica; CeBIT Life mostrando como a evolução do papel do consumidor torna possível novos modelos de negócios de TIC e CeBIT Lab apresentando soluções pioneiras e tendências emergentes de TIC para o mundo de amanhã. 

Este ano, além de destacar o "Shareconomy" como tema principal, a CeBIT tem a Polônia como país parceiro oficial.

Informações sobre o programa da CeBIT no www.hanover.com.br
 

Fonte: M Lilás Marketing, Comunicação e Eventos
Isabella Marcondes – isabella@mlilas.com.br
Fabiola Malavazi  – fabiola@mlilas.com.br
Tel: (11) 3258-6537
www.mlilas.com.br

 

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