Missão do Museu Histórico “Emílio da Silva”, espaço luz e memória da cidade de Jaraguá do Sul, SC – por Ademir Pfiffer, historiador

Museu Histórico Emílio da Silva passa por repaginação dos espaços temáticos

Fotos: Divulgação/Fundação Cultural de Jaraguá do Sul

Espaço da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul que funcionou por muitos anos no Museu Emílio da Silva.
Em destaque, Ricardo Gruenwaldt, primeiro presidente da casa de leis, no período de 23/4/1936 a 13/8/1937.

Exposição em parceria com o Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul Eugênio Victor Schmöeckel
 
 
O plenário também foi palco de julgamentos realizados em Jaraguá do Sul

 

 
Sugestão de legenda da foto 12 – A sala da educação também passou por mudanças.
 
Na sala da colonização, o engenheiro Emil Odebrecht, responsável pela demarcação e abertura do caminho
de Pomerode à colônia Jaraguá, em 1864, é lembrado através do livro “Ensaio Biográfico”.
 
O Museu Histórico Emílio da Silva passa por um processo de repaginação e intervenção dos espaços e salas temáticas. A sala Amadeus Mahfud voltou a abrigar o plenário e memórias da antiga Câmara de Vereadores e do Fórum da Comarca de Jaraguá do Sul, instituições que ocuparam o prédio no período de outubro de 1941 até 1997, segundo o historiador, Ademir Pfiffer. A proposta do retorno ao local de origem é valorizar a história do Legislativo do município, que contribuiu para o desenvolvimento de Jaraguá, até 1943, e de Jaraguá do Sul, como passou a ser denominado o município em 1º de janeiro de 1944. De acordo com Pfiffer, o plenário será colocado para uso da comunidade e poderá ser utilizado para aulas inaugurais de cursos de graduação em direito e teatralização de julgamentos ocorridos na história de Jaraguá do Sul.
 
Uma parceira recente com a Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul e o museu tem o objetivo de mostrar as sete décadas de atuação do Legislativo, com foco principal na primeira legislatura, que ocorreu de 1936 a 1938, quando o prefeito era Leopoldo Augusto Gerent. “De 38 a 47, houve a presença do interventores por ocasião da II Guerra Mundial e, no período, não houve atuação do Legislativo”, lembra o historiador. Doze banners serão confeccionados pela Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul com indicadores de ações implementadas pela casa de leis.
 
A sala Amadeus Mahfud também abriga, em parceria com o Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul "Eugênio Victor Schmöeckel", a exposição “Jaraguá do Sul imagens dos séculos XX e XXI. A mostra, já apresentada em outras ocasiões, ficará disponíveis para visitação até março.
 
A sala da educação, no andar inferior do museu, também passou por uma reorganização dos nichos temáticos, com inclusão do espaço “vídeo escola”, presente na escola a partir da década de 1980 e “TV escola”, a partir da década de 1990. “Recolocamos conjunto de coleções de acervos de natureza didática e pedagógica da escola estrangeira (alemã) e da nacional (a partir de 1939). Outro nicho relembra o passado e o presente da escola, da lousa de ardósia aos tablets. Há, ainda, a reconstituição das escolas de datilografia e a reativação do espaço que guarda um piano, de propriedade do governo do Estado, cedido por muitos anos à Escola Abdon Batista. Fabricado em 1917, na França, o piano passou a integrar o acervo do museu na década de 1990. Neste ano, passará por afinação e será usado em audições em homenagem ao Dia do Professor, como ocorreu em 2002 e 2003. A sala de educação também conta com os bonecos que pertenciam à Margarethe Pätzmann Schlünzen. Nas décadas de 1950 a 1960 a artista utilizava os bonecos numa linguagem teatral na Escola Particular Jaraguá e Jardim Pestalozzi.
 
A Sala da Colonização passa a contar com três personagens. O engenheiro Emil Odebrecht, responsável pela demarcação e abertura do caminho de Pomerode à colônia Jaraguá, em 1864, é lembrado através o livro “Ensaio Biográfico”, do filho de Emil, Oswaldo Odebrecht Sênior. De acordo com o historiador Pfiffer, em janeiro de 1864 o engenheiro explorou o traçado da atual Estrada Pomerode (Blumenau) a Jaraguá pelo Morro da Luz (hoje Rio da Luz) para abrir um caminho entre aquela colônia e a de Jaraguá. “Esta passagem foi denominada “Passo de Concórdia” e a aventura rendeu matéria jornalística no Jornal “Colonie-Zeitung, de 7/2/1864”, conta Pfiffer. Emílio da Silva também divide o espaço da colonização por ter sido um pesquisador da história oral das famílias antigas de Jaraguá do Sul; além de Emílio Carlos Jourdan. Este último é lembado através da pintura da artista plástica Arlete Schwedler, que apresenta uma releitura da chegada do coronel à colônia Jaraguá, em 1876.
 
O horário para visitação do museu é o seguinte: de segunda à sexta-feira, das 8 às 11h30 e das 13h30 às16h30. Aos sábados, das 9 às 12 horas; e aos domingos, das 15 às 18 horas.
 
 
Fonte – Ademir Pfiffer, historiador do Museu Histórico Emílio da Silva – (47) 3371-8346
 
Pedro Bortoloti Junior
Jornalista (DRT SC 00968 JP)
Diretoria de Comunicação
Prefeitura de Jaraguá do Sul
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(47) 2106-8715
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