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Colunistas

11/03/2018

Uma mulher: Flora Tristan - por Ivar Hartmann*

Você conhece Flora Tristan? Eu não conhecia. Estou lendo “O Paraíso na outra esquina” do Prêmio Nobel, Vargas Llosa.

E aprendo que Paulo Gauguin (* 7 de junho de 1848, Paris - + 8 de maio de 1903, Atuona, Polnésia Francesa), o famoso pintor francês, de notável arte e complicada vida, além do Taiti, andou por outras terras buscando inspiração.. Viveu grande parte de sua vida doente, na pobreza e morreu assim.

Um de seus quadros, há poucos anos, foi vendido por mais de 200 milhões de dólares e tornou-se um dos mais caros do mundo. O que é um paradoxo, porque nem os filhos ele conseguia sustentar durante sua vida de artista e boêmio. Bem, Flora Tristan é avó dele. Uma mulher extraordinária, lutadora, otimista, empolgada com suas idéias e ideais.

Alusivo ao Dia da Mulher que passou, quando todos os dias deveriam ser delas, gratificado com a leitura do livro, sigo os passos de Vargas Llosa. Flora viveu na França, principalmente Paris, em toda a primeira metade do século XIX. Época em que as fábricas eram cortiços sujos, escuros e pestilentos, os operários morriam cedo de doença ou inanição e as mulheres, de qualquer categoria social, não tinham direito algum, escravizadas por pais, maridos e patrões. Escravidão feminina na Europa. Escravidão feminina e negra no Brasil. Pobre das escravas negras brasileiras.

Flora era filha natural de um rico peruano e mãe francesa. Com menos de cinco anos de idade o pai morreu e sua vida de riqueza resultou em seguida na vida de pobreza que a acompanhou pela vida afora. Outro paradoxo: rica ninguém saberia de sua existência. Pobre foi lutar. Trabalhou como costureira e, maltratada pelo marido, fugiu de Paris, andou pelo interior da França, Peru e Inglaterra, até voltar à França.

Vinte anos depois era uma intelectual conhecida, a ajudar a avançar o ideal da redenção da mulher. Precursora do feminismo e do socialismo, ela defendeu em seu ideário político que a mulher seria libertada quando o proletariado também o fosse.

Considerando o proletariado, no jargão de esquerda, como os espoliados pelo capital, ela cunhou uma frase: “O homem mais oprimido encontra um ser para oprimir, sua esposa: ela é o proletário do proletário”. Quem analisa o socialismo em conjunto com o feminismo como fatores de progresso social, considera-a como a mãe do feminismo e do socialismo comunitário. Independente de posições políticas, Flora Tristan é um exemplo da força da mulher, lutando contra a adversidade.

ivar4hartmann@gmail.com

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado, colunista do diário Jornal NH, Grupo Sinos, Novo Hamburgo, RS, e colaborador do portal BrasilAlemanha e do informativo BrasilAlemanha Neues.



Comentários

deslogado
hamti 16/03/2018, às 11:26

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