Colunistas

12/07/2014

Um negócio chamado futebol - por Ivar Hartmann*

Centenas de milhares de brasileiros moram no exterior para onde foram em busca de melhores empregos e salários. Volta e meia retornam ao Brasil em férias ou para visitar familiares, mas, à medida que passam os anos, mais e mais o Brasil é passado.

Basta conversar com qualquer emigrante que more na Europa ou nos USA. Assim devemos considerar os convocados para jogar uma copa de futebol mundial pelo Brasil. Jogaram o melhor que puderam e perderam. Para um adversário muito melhor, no qual a maioria dos defensores vive em seu país de origem. Afora isso, não podemos comparar os recursos disponíveis na Alemanha para a formação de jogadores de todas as modalidades, com a mediocridade brasileira, mesmo tratando-se do único esporte que tem mídia e governo ao lado. Ou, por acaso, algum dos leitores ouviu falar da vitória de uma dupla brasileira de tênis que entrou para a história domingo retrasado, ao conquistar o título juvenil de duplas em Wimbledon? CBF, mídia e governo são os responsáveis pelo esporte único. E se encarregam de fazer a cabeça do povo. Como se o resultado de 7 x 1 fosse desequilibrar a balança comercial, tornar o pais menos atraente para investimentos e ser responsável por uma instabilidade na bolsa e da moeda.

Perdeu. Merecia perder. A outra equipe era muito melhor. Não faz muita diferença o escore. Pelo contrário, até foi bom. Não que iremos agir, não continuar “deitados eternamente em berço esplêndido”. Nenhum país resolve seus problemas de educação, segurança, saúde, infraestrutura, de uma hora para outra. Como nenhum político passa a ser honesto a um estalar de dedos. Mas, talvez, e apenas talvez, com esta derrota maiúscula e já que para a mídia e governo a Copa era quase uma guerra, passe a se pensar nos atletas de outros esportes, que continuam representando o Brasil morando aqui. Continuam ganhando taças e medalhas para o Brasil sem ganhar de gratificação, por uma vitória, mais do que ganha um assalariado brasileiro em toda a vida. Para a mídia do esporte, no entanto isso interessa pouco e não é comentado. Lembra-me o Paulo Maluf,  que não pode sair do Brasil porque seria preso. Uma vez deu um automóvel para cada jogador de futebol campeão. Um brasileiro enojado cobrou-o na justiça e fez o malandro pagar do próprio bolso os automóveis dados com dinheiro paulista. Exemplar!

Fonte: o Autor
E-mail: ivarhartmann@hotmail.com 

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado e colunista do jornal NH, do Gruposinos, de São Leopoldo, RS



Comentários

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GUNDRAM PAUL LEDUR 16/07/2014, às 19:58

Em aditamento: Moro em CAXIAS DO SUL RS. Meu filho, nora e netos também. Sou Desembargador Federal do Trabalho Aposentado.

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GUNDRAM PAUL LEDUR 16/07/2014, às 19:58

Em aditamento: Moro em CAXIAS DO SUL RS. Meu filho, nora e netos também. Sou Desembargador Federal do Trabalho Aposentado.

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GUNDRAM PAUL LEDUR 16/07/2014, às 19:57

Em aditamento: Moro em CAXIAS DO SUL RS. Meu filho, nora e netos também. Sou Desembargador Federal do Trabalho Aposentado.

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GUNDRAM PAULO LEDUR 16/07/2014, às 19:51

Parabéns pelo muito oportuno e adequado comentário. Torcemos todos por um Brasil vitorioso, mas fomos humilhados pelas derrotas mais vexatórias que qualquer seleção do mundo já sofreu. Ademais, os alemães deram uma lição magistral de solidariedade, educação, bom humor e humildade. Ich bin schon ein alter Mann (76 Iahre alt). Am nächsten Samstag werden wir auf Deutsch singen wärend eine HEILIGE MESSE, Wir singen vierstimmige Lieder (Männerchoral): GROSSER GOTT WIR LOBEN DICH, AN DIE FREUDE, NÄHER MEIN GOTT ZU DIR und noch andere Lieder. Wir singen auch Volkslieder, z. B., GUTEN ABEND, GUT'NACHT, + NUN ADE DO MEIN LIEB' HEIMATLAND und so weiter.


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