Colunistas

04/05/2013

Três milhões e 500 mil livros - por Ivar Hartmann*

Sabem os leitores: legereterapia (légere, em latim = ler) é a cura pela leitura. Aspectos especiais do ler, do gostar de ler, do usar parte do tempo ocioso dedicado aos livros, surgem para provar a importância que tem para o homem a amizade com as letras. No Brasil, quando a manchete é números, significa valores monetários surrupiados, em mais um escândalo nacional. Tantos, toda semana, que conseguem levar á apatia os honestos. Mas números também podem significar avanços em determinado setor. Avanços conquistados com trabalho, amor e inteligência. É o exemplo do trabalho com crianças do ensino fundamental levado á efeito pela iniciativa privada em conjunto com Prefeituras Municipais e escolas particulares, na Região Sul do Brasil, na Grande Porto Alegre. Destina-se a despertar nas crianças o interesse pela leitura. Distribuindo entre as mesmas, fascículos coloridos, fartamente ilustrados com texto de autores de renome nacional. Na distribuição, faz-se intenso trabalho nas salas de aulas, com professores treinados para tal, em cursos e encontros patrocinados por duas entidades universitárias sulinas: a FEEVALE de Novo Hamburgo e a FACCAT de Taquara.

Isso tornou possível a distribuição, em dez anos, gratuitamente, do número recorde de 3,5 milhões de fascículos, coisa dos países cultos da Europa. Nestes anos de atividades do PROJETO LER, com o trabalho de centenas de Professores e o interesse e simpatia de Prefeitos e Secretários Municipais de 52 municípios rio-grandenses, foi possível incentivar a leitura com mais de trezentos mil alunos. Em uma década, uma população! Em 2012, nos municípios que aderiram ao PROJETO LER, 2.500 escolas e 150 mil alunos receberam 470 mil fascículos de leitura variada. Fascículos coloridos presenteados aos alunos do ensino fundamental. Por seu conteúdo e cores, fascinam as crianças e levam os alunos a gostar da leitura. Pronto. Leitura é como uma droga: vicia. E quanto mais cedo nela nos viciarmos, melhor para a nossa vida. Há que falar dos escritores, chargistas e ilustradores que colaboraram nesta década com suas obras: nenhum cobrou um centavo por seu trabalho e dedicação! Não obstante serem autores consagrados e nomes dos mais expressivos da cultura nacional. Não parece Brasil. Melhor: parece sim. Afinal, na imensa maioria, com nossos credos e raças, formamos uma população ordeira, trabalhadora e otimista.

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado e colunista do Jornal NH, Grupo Sinos, de Novo Hamburgo, RS
Contato: ivarhartmann@hotmail.com

 



Comentários

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9jVWXMQY 28/01/2014, às 18:33

Dear Kiese,The abuse of power is an interesting pnmooeenhn. I would challenge you to ask yourself whether you have ever done that; used your position, or stature, or the way that you are seen by those who you teach to influence a person\'s actions or behavior. Have you ever coerced someone to do something, or perhaps even not doing something, using your leverage as their instructor to help sway their actions? I am not asking for an answer here, but I am interested in the actual role that power plays in your life; and how that relationship to power changes from the different sides in which you stand. I have read your story, and I believe that I have a fairly clear understanding of the series of events, as you describe them. Personally, I relate the role of the FASC committee to that of a jury, trying to decide whether or not to grant you tenure. I do not mean to liken your pursuit to that of one convicted of a crime; but rather, I to highlight the similarities of the third-party, evaluative role of the commi

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FvAdCvY49 10/01/2014, às 21:31

pues a mi no me gusta nada, pero nada que elementos como estos \"contribuyan\" a la nocalaizmrif3n de la prostitucif3n.El deda que salgan a la palestra la mayoreda de \"hombres\" que permanecen en el anonimato porque tienen miedo a que se derrumbe su \"status\"...como alguno de los profes que he tenido, o el me9dico de cabecera. Entonces sed.Evidentemente no voy a ser yo quie9n les ponga nombres y apellidos

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m1GNrEcbGy1X 09/01/2014, às 14:43

No, si ya... en su deda yo las dije a las de Hetaira que a ver cf3mo podedan sacar un comunicado elniagodo al Revilla. Que no digo yo que no tenga su punto de campechano y tal, pero vamos... que es un elemento pistonudo.Lo que yo pretendo mostrar aqued es que hay tantos puteros como peces en el mar, que se esconde pero que este1 ahed. Y que hasta el tedo que menos se piense que puede ir de putas, pues va. Es que existe la creencia generalizada de que acudir a prostitutas es algo como propio de perdedores, de feos o de asociales; y no es ased para nada.

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Anelore Schumann 05/05/2013, às 10:59

Olá Ivar, gostei muito do teu artigo que mostra como são positivas iniciativas a favor da cultura para o povo. Precisamos boas noticias para seguir trabalhando. A avalanche de escândalos de corrupção, etc... acaba minando nossas energias, necessárias para as mudanças. Talvez sejam propositalmente feitas para imobilizar quem quer mudar de vida. É possível mudar e o Brasil está mudando. gracias por escrever, um forte abraço Anelore Schumann


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