Colunistas

31/01/2018

Toda obra de Deus é boa - por Ver. João Carlos Nedel, de Porto Alegre, RS

Editorial do mais antigo vereador da capital gaúcha, conhecido por sua sistemática vigilância em prol das necessidades da população do Município, extraído do seu Boletim Informativo N° 63/2018 - 31 de janeiro de 2018.

     É difícil entender a razão pela qual tantas pessoas procuram nos fatos de cada dia o lado ruim, a coisa danosa, o prejuízo latente. Digo isso porque acredito que o homem tem a vocação natural para o bem e o bom. Afinal, ele é um continuador da obra da criação de Deus. E Deus só faz coisas boas.

      Em seis etapas, Deus criou o céu, a terra, a luz, as águas, os vegetais, os luzeiros do céu, os seres das águas e os seres do ar, os animais da terra e, finalmente os seres humanos. A cada etapa da criação Deus olhava o que havia sido feito e via que tudo era bom. Está lá em Gen 1, 31: “Deus viu que tudo o que havia feito era bom”. Destaco aqui a palavra “tudo”, que dá a extensão da qualidade da obra divina. 

      Volto a afirmar: Deus só fez coisas boas. E quando entregou ao homem a missão de dar continuidade à sua obra, deu-lhe, também, três graças, que lhe dariam a capacidade de bem cumpri-la: inteligência, para discernir entre as alternativas possíveis; liberdade, para escolher o caminho a ser seguido; e vontade, para executar a opção feita. E o homem passou a ter todas as condições para fazer coisas boas, como era a vontade de Deus.

     Ao longo de sua história, a humanidade criou, sem parar, coisas fantásticas, que alteraram a realidade de cada momento, para tornar melhores seu presente e seu futuro. O fogo, a roda e a alavanca são exemplos antigos e típicos de revoluções no conhecimento. O avião, o automóvel, o rádio, a televisão, o telefone e o dinheiro são outros exemplos, mais modernos, de invenções ou descobertas humanas que, em sua gênese, buscaram o bem de todas pessoas. 

       Lamentavelmente, o ser humano, embora inteligente, mesmo usando sua liberdade de escolha, com frequência não vê exclusivamente o lado bom da criação e tem pervertido sua finalidade, muitas vezes usando para o mal quase tudo o que foi criado para o bem. É só lembrar o uso do avião para as guerras, da mídia para a doutrinação pervertida e do dinheiro para a prática da corrupção.

     Além disso (e, talvez, pior do que isso), em nosso tempo, aqui mesmo onde vivemos, há uma lamentável tendência das pessoas em geral para estarem sempre a queixar-se dos fatos e situações conjunturais, incapazes de ver e de desfrutar o bem e o bom que permeiam esses fatos e situações. Essa é uma triste tendência de boa parte das pessoas e que não é exclusiva daqueles a quem a maioria considera maus, desviados da ética e da moral.

     Cito o exemplo recente de uma publicação que fiz, nas redes sociais, mostrando obras municipais que estão em andamento e/ou em vias de conclusão. Os leitores não podem imaginar a quantidade de respostas que recebi, de gente que, ao invés de se alegrarem com as boas novas, criticaram o andamento das obras e a ausência de outras, também necessárias, em seu entendimento.

    Vale aqui a metáfora do copo meio cheio ou meio vazio. É preciso ver e desfrutar primeiro o que é bom, o copo meio cheio. E não sofrer desnecessariamente pelo copo meio vazio, que talvez possa ser preenchido logo a seguir.

    Voltando ao título deste Editorial: toda a obra de Deus é boa. A dos homens, em princípio, também. Vamos procurar o lado bom das coisas, gente. E nos dar a chance de sermos felizes, apesar das conjunturas sociais e temporais.


João Carlos Nedel
Vereador



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