Colunistas

01/06/2020

Temos ainda muito a aprender com os alemães - por Vítor Bley de Moraes*

Em quase dois séculos de convivência, temos aprendido muito com os alemães.

Desde a chegada dos primeiros imigrantes, em julho de 1824, suas contribuições estão nas mais diferentes áreas: agricultura, saúde, esportes, educação, arquitetura, transportes e muito mais. Mas ainda há outras coisas que precisamos a aprender com os alemães. E nem vou falar de futebol, muito menos do vexame dos 7 a 1.

Quero chamar a atenção para o modo de viver. Os germânicos têm, entre as suas características mais fortes, a disciplina e a determinação, valores muito mais importantes que os recursos do Plano Marshall, do governo norte-americano, destinado à recuperação dos países europeus danificados pela II Guerra Mundial. A Alemanha se reergueu de tal forma que, hoje, é o país de maior poder econômico da Europa.

Quando ainda dávamos pouca importância ao Coronavírus e nem acreditávamos na possibilidade desse vírus se transformar em uma epidemia mundial, eu assistia pelos canais internacionais o alerta para os sérios riscos que corríamos, devido ao seu alto poder de contágio. E tudo começou em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Em pouco tempo, já havia infectado milhares de pessoas e chegado à Europa com muita força, principalmente no norte da Itália que, a cada dia, somava um número gigantesco de novos infectados e de óbitos.

Pela Deutsche Welle, acompanhei as primeiras providências de lockdown e de outras medidas adotadas pelo governo alemão. Enquanto isso, no Brasil, ainda só se falava em Carnaval, praia e futebol. O Coronavírus era ignorado ou recebia pouca atenção. Os primeiros casos foram importados, mas logo, se alastrou pelo País e se transformou em comunitária. Mesmo assim, havia pouco controle na entrada dos principais aeroportos. Ninguém andava de máscara, a distância não era respeitada e nem usava álcool em gel.

De repente, o crescente número de casos alarmou os brasileiros. Hoje, o Coronavírus ocupa grande parte dos principais telejornais brasileiros, que mostram cenas dramáticas, que chocam os telespectadores. No entanto, para muitos, isto não os faz mudar de comportamento. Ainda se vê muitas pessoas aglomeradas sem necessidade e outras que não respeitam a distância mínima e nem usam máscaras ou álcool em gel. Nos noticiosos da Europa, o drama é mesclado com notícias promissoras.

Na DW, existe o cuidado até com os microfones, encobertos por um filme plástico, mas não há dramatização e há muitas notícias positivas. Mesmo assim, observamos que os alemães usam respeitosamente as suas máscaras e observam as distâncias recomendadas. Certamente, aí está o segredo do sucesso no combate à pandemia. Trata-se de responsabilidade e conscientização, presente na disciplina e na determinação de cada cidadão. Creio que nós brasileiros ainda precisamos incorporar essas qualidades fundamentais ao nosso dia a dia.

 

*Vítor Bley de Moraes é jornalista em Porto Alegre, RS.

Cel.WhatsApp: 55 51 9.91164119

E-mail: vibleymor@gmail.com



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