Colunistas

09/07/2017

Táxi e uber: ofuturo - por Ivar Hartmann

Taxistas e uberistas (?) todos tem razão, em seus reclamos e reinvindicações: afinal trata-se de garantir emprego e sustento.

Quando pensei em escrever este artigo, colocando-o no computador, mudei a abordagem. É outro horizonte, maior que a luta entre eles.

Explico. Na comunicação entre as pessoas, onde está o telex, fundamental nas empresas? E o fax importante em qualquer casa? E o telefone fixo sem o qual nenhum negócio podia prosperar, nenhum profissional liberal poderia abrir sua atividade? Máquinas fundamentais tornaram-se objetos de museus em poucos anos. Na locomoção, a busca da rapidez trocou o ônibus pelo automóvel e o navio pelo avião. Em muitas ações que praticamos, rapidez e custo são intrínsecos.

A Internet revolucionou nossa vida nesta década. Vejam: quando os telefones portáteis apareceram, e faz tão pouco tempo, todos nós chamávamos a maquineta de telefone-celular. Quem o chama assim hoje? Atualmente nosso celular é tudo, até telefone. Assim como as máquinas desaparecem, suplantadas por outras melhores, profissões também vão sendo eliminadas. Vejam as parteiras. Ou o engraxate, o borracheiro, a telefonista.

Referente à evolução da vida em sociedade há uma busca permanente por melhorar serviços e diminuir custos. Assim, o taxi está morrendo. Se preciso me deslocar e tenho dois serviços iguais disponíveis, um mais barato que o outro, qual vou chamar? Não há como nadar contra a correnteza. Cada vez que ocorrem mudanças tão significativas em serviços disponíveis para a população, há uma revolução. Quando o automóvel substituiu a charrete, quando o caminhão substituiu a carroça, foi uma revolução. E os condutores dos veículos movidos à tração animal, ou se reciclaram, ou mudaram de profissão. Isso já deve estar ocorrendo entre os taxistas.

Vendo diminuir suas rendas, mês a mês, sem possibilidade de retorno, o caminho é acompanhar os novos tempos. Este ponto é importante: não há volta. As prefeituras lucraram durante muito tempo com os taxistas, vendendo placas, cobrando impostos, sem nada oferecer em troca. Custos embutidos nas tarifas. E veículos á disposição apenas para este serviço. Não há como combater o Uber e seus correlatos. É uma revolução no transporte público que tomou conta das principais cidades do mundo. O caminho talvez seja os taxistas trocarem também para a nova forma de prestar seus serviços.

ivar4hartmann@gmail.com  


*Ivar Hartmann é promotor público aposentado, colunista do diário Jornal NH, Grupo Sinos, Novo Hamburgo, RS, e colaborador do portal BrasilAlemanha e da mala direta BrasilAlemanha Neues.



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