Colunistas

24/12/2014

Sociedade Brasil-Alemanha em Bonn/Berlim recebe embaixadora do Brasil e analisa acordo com Instituto São Leopoldo 2024

Colegas - segue, para conhecimento, a saudação da Embaixadora do Brasil na Alemanha, Maria Luiza Viotti, durante a Assembleia Geral ordinária da DBG (www.topicos.de.com). Em estudos, acordo de representação entre DGB e ISL2024

Estamos em conversações para um acordo recíproco de representação entre DBG (Deutsch-Brasilianische Gesellschaft/Sociedade Brasil-Alemanha x ISL2024 Instituto São Leopoldo 2024 - ano do Bicentenário da Imigração Alemã), com previsão de visita do conselheiro Axel Gutmann a São Leopoldo, RS, na 1ª quinzena de fevereiro de 2015.

Airton Corrêa Schuch, ISL2024 - diretor administrativo

(51) 9918-1176


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Anlage 1

Grußwort der Botschafterin der Föderativen Republik Brasilien, Frau Maria Luiza Viotti

 

Senhoras e Senhores membros do Präsidium da DBG,

Sr. Presidente da DBG, Embaixador Uwe Kaestner,

Embaixador Prot von Kunow,

Amigos do Brasil e da Alemanha,

É com grande satisfação que me dirijo a Vossas Senhorias hoje para expressar a minha admiração e o meu agradecimento pela contribuição que a DBG vem prestando há décadas à promoção das relações de amizade entre Brasil e Alemanha.

Conquistar e cultivar amizades é para nós brasileiros um esporte nacional, talvez tão popular quanto o futebol. É uma grande honra, portanto, constatar que uma instituição como a DBG, com suas cinco décadas e meia história e com sua longa lista de serviços prestados às relações entre os dois países, deve sua existência sobretudo a um profundo sentimento de amizade e de gratidão pelo Brasil.

Foi, afinal, a gratidão pela acolhida de que desfrutou em nosso país que levou o Prof. Hermann Görgen a liderar, em janeiro de 1960, a fundação da Sociedade Brasil-Alemanha. Seu sentimento de gratidão vinha dos doze anos de sua estadia no Brasil, inicialmente como exilado da ditadura de Hitler e depois como Professor universitário. Muitos dos membros da DBG que sucederam o Prof. Görgen viveram no Brasil por apenas alguns anos - alguns, inclusive, colegas meus como o Embaixador Kaestner, o Embaixador Prot von Kunow e o Dr. Axel Gutman, a serviço do Governo de seu país. Apesar da brevidade da estadia, trouxeram consigo esse sentimento permanente de amizade que os motiva a trabalhar, e a trabalhar de forma bastante abnegada, pela amizade entre os dois países. Quero dizer que esse é um sentimento que eu, como diplomata e como representante do Brasil na Alemanha, compreendo bem: tenho sempre repetido o quanto fiquei impressionada, desde a minha chegada à Alemanha há pouco mais de um ano, com

a simpatia dos alemães em relação ao Brasil. A existência e a atuação da DBG são, na minha opinião, ao mesmo tempo um produto e uma das razões para a disposição positiva e favorável com que o Brasil conta neste país.

Tenho sido testemunha da atuação da DBG na promoção do entendimento e do interesse da sociedade alemã em relação ao Brasil: são dezenas de palestras, concertos, debates e exposições de altíssimo nível que discutem a realidade do Brasil. São eventos marcados pela independência e pelo senso crítico, mas sempre com a sensibilidade de quem busca compreender com profundidade os fenômenos ocorridos em uma sociedade com características e lógica próprias.

Como toda amizade verdadeira, a relação entre o Brasil e a Alemanha resistiu intacta às dificuldades do percurso e às transformações havidas nos dois países. Como registrou o Dr. Kaestner em um artigo de 2010 sobre a história da Sociedade, a atuação da DBG se deu em meio a períodos de autoritarismo político e de redemocratização, de separação e de reunificação, de hiperinflação, de estagnação e de crescimento, de crise e de sua superação. Quem testemunhou essa história e constatou o quanto os países avançaram só pode manifestar absoluta confiança no futuro das nossas relações.

Na semana passada estive em Hannover para acompanhar a cerimônia que celebra o Dia da Unidade Alemã – a superação, portanto, daquilo que foi o grande drama alemão dos últimos 70 anos: a divisão do país. Dois dias depois, estava de volta a Berlim para ajudar a organizar o primeiro turno das eleições brasileiras nesta cidade. Tanto as primeiras eleições diretas para Presidente do Brasil após o regime militar quanto a queda do muro de Berlim aconteceram em 1989.

No último dia 5, mais de 142 milhões de eleitores puderam votar de forma direta, pela sétima vez consecutiva, para o mais alto cargo político do país. Seja quem for o vencedor, é consenso que tivemos eleições competitivas, limpas, inclusivas e extremamente rápidas.

A DBG foi fundada a um mês do final do mandato presidencial do meu conterrâneo Juscelino Kubitschek (a única certeza sobre as eleições que se definirão no dia 26, aliás, é que seguiremos tendo uma mineira ou um mineiro na Presidência). Quando analisamos os avanços do Brasil nestes quase cinqüenta e cinco anos não podemos deixar de dar razão à confiança que o Presidente Juscelino manifestou em relação ao futuro do nosso país. Quero portanto encerrar essa breve saudação com uma palavra de confiança no futuro das relações entre Brasil e Alemanha e, por conseguinte, no futuro da DBG. Que a amizade continue.

Vielen Dank für Ihre Aufmerksamkeit,

Muito obrigada



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