Colunistas

13/10/2013

Santa Cruz do Sul é inconfundível – Lissi Bender*

 Lissi Bender


Vista de longe, Santa Cruz é global, igual a tantas outras. No entanto, quando você penetra em suas entranhas e contempla atentamente nosso lugar de viver, você verá que ele oferece diferentes aspectos que o tornam inconfundível. Marcas históricas de fé particularizam nossa aldeia: a Igreja Evangélica de Rio Pardinho, inaugurada em 1864; a centenária igrejinha do Geiselberg em Alto Linha Santa Cruz; a Igreja Evangélica do centro, preciosidade em estilo neorromânico, inaugurada em 1924. Todas elas representam a espiritualidade cristã de Martin Luther, vinda junto com os imigrantes alemães.

 Majestoso monumento, em estilo neogótico tardio, é a nossa catedral, fruto de fé, trabalho e dedicação de muitas vidas. A missa inaugural na véspera do Natal de 1939 aconteceu em meio à imposição de silenciar a língua local.   Essa fé também está  entronizada na cruz de 20 metros de altura, erguida em 1996 no Monte Verde, visível de longe quando iluminada durante a noite. Há cerca de 20 anos a religiosidade também recebeu o reforço de um Mosteiro Beneditino, o da Santíssima Trindade, erguido na Querpikade, onde monjas celebram a fé e o trabalho – ora et labora.

Além da fé, outros bens materiais e imateriais particularizam Santa Cruz. Entre eles, a perene prerrogativa histórica de ter inaugurado a segunda fase de imigração alemã no Estado. A Lei Provincial de 6 de dezembro de 1847 fundou a Colônia Santa Cruz para que nela famílias alemãs frutificassem a terra. Seu legado confere distinção à região. A toponímia original continua viva e aqui mereceu legislação do poder público municipal para sua permanência e visibilidade. A Rota Germânica corporifica a presença  alemã em suas diferentes dimensões e a Oktoberfest canta e encanta o mundo celebrando a construção de Santa Cruz com a participação alemã.

 Assim como a Oktoberfest,  nosso Kuchen faz Santa Cruz ser conhecida para muito além de suas fronteiras. Para celebrá-la, organiza-se anualmente uma festa, e até mesmo no jornal “O Estado de São Paulo” nossa cuca – inigualável -  já mereceu caderno especial.

Também a língua alemã é um dos patrimônios que identifica de forma inequívoca o município. Depois de longo tempo interditada e, na sequência, inviabilizada, foi recolocada em seu espaço primordial, no educacional. E por falar em educação, já nos aproximamos de outro elemento identificador, a UNISC. Uma universidade comunitária, sem fins lucrativos, em que a união de esforços pelo desenvolvimento humano e regional está em sintonia com valores comunitários presentes aqui desde os primórdios da colonização.  

Igualmente o verde exuberante e as flores fazem parte da identidade de Santa Cruz. Sem suas árvores, sem o túnel de Tipuanas, o Parque da Gruta e o Cinturão Verde, Santa Cruz perderia sua identidade de comunhão com e preservadora da natureza. Ou, como diria a Monja Roberta Peluso: “Tirar o Cinturão Verde de nosso povo seria como tirar o mar de quem mora no Litoral”.

Tudo isso contribui para singularizar nosso espaço de viver. Cantemos, pois, nossa aldeia, para que continue especial e única. Encantemos  o mundo com tudo quanto faz nossa Heimat um lugar unverwechselbar – inconfundível!


*Lissi Bender é professora de Leitura e Produção de Textos, Língua, Literatura e Cultura Alemã, Subchefe do Dep. de Letras da UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul, RS, doutoranda na Universidade de Tübingen, Alemanha, comentaista do programa radiofônico AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária/Die Deutsche Stunde der Gemeinden e colunista de www.brasilalemanha.com.br.
E-mail: lissi@unisc.br



Comentários

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uBZcGlCWGEV 25/01/2014, às 13:35

- That was so much fun and I\'m really glad we went:)Love the shots you took. Oh and the colalge of images that you put together looks AWESOME:) You\'re a photographer and album designer:) http://idedxlvifa.com [url=http://vkcjeabkqg.com]vkcjeabkqg[/url] [link=http://qhguyydpaz.com]qhguyydpaz[/link]

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RblA3qWd 09/01/2014, às 09:43

I lived in SC for two years had a place off of 15th street just a block from the cliff. Miss that walk, Oneil\'s green house, my crazy rock climibng roomie and highway 1 drives up to Pacifica and back good days.

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QsVPo4ofKQM 08/01/2014, às 05:03

Asia I heard this poem today and i thought it epsxesred what you have been trying to tell us all. My heart aches for you and oh how I wish I could have some how protected you from all of this pain. The poem goes like this Stop all the clocks, cut off the telephone,Prevent the dog from barking with a juicy bone,Silence the pianos and with muffled drumBring out the coffin, let the mourners come.Let aeroplanes circle moaning overheadScribbling on the sky the message He is Dead.Put crepe bows round the white necks of the public doves,Let the traffic policemen wear black cotton gloves.He was my North, my South, my East and West,My working week and my Sunday rest,My noon, my midnight, my talk, my song;I thought that love would last forever: I was wrong.The stars are not wanted now; put out every one,Pack up the moon and dismantle the sun,Pour away the ocean and sweep up the woods;For nothing now can ever come to any good. W.H. AudenI love you


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