Colunistas

05/02/2014

Por que os USA são melhores? - por Ivar Hartmann*

A companhia aérea americana que faz vôos diretos Porto Alegre-Miami colocou neles seus aviões mais velhos, desgastados, sujos, remendados no interior, sem os avanços na área de lazer próprios das companhias brasileiras que voam para o exterior.

Para viajar aos USA sem se incomodar, melhor as companhias nacionais: aviões novos, pessoal que fala português com gentileza e educação brasileiras. Por que as companhias e governo norte-americanos tratam-nos como cidadãos de terceira classe? Porque queremos sê-lo! Não há passeata, greve ou movimento de rua que não termine em quebra-quebra, pessoas feridas, veículos incendiados. Próprio do Egito, do Iraque e do Afeganistão. No Chile, manifestantes violentos são dispersos com jatos de água e um aparato policial que prende e depois vai saber por quê. O Jornal Nacional, feito à base de notícias ruins, nunca fala do Chile.

No Central Park de Nova York há um restaurante. Parte do pessoal entrou em greve reclamando melhores salários.  A polícia colocou cavaletes frente ao restaurante, fazendo um corredor para quem quisesses entrar. Dois policiais, em um canto do prédio, mantinham a guarda, visivelmente entretidos em uma conversa, enquanto olhavam os manifestantes. Do outro lado dos cavaletes, os funcionários, com cartazes, pediam ao público frequentador que colaborasse e não entrasse para comer. Alguns clientes concordavam e, sob palmas, iam embora. Outros, sob vaias civilizadas, entre risos de ambas as partes, seguiam adiante para sua refeição.

Greve de país desenvolvido, onde as instituições deram certo e as leis existem para serem respeitadas. Em uma democracia baseada na garantia absoluta da propriedade pública ou privada e a punição rápida dos infratores, ricos ou pobres. O crime, lá, realmente, não compensa. Todos se lembram do magnata norte-americano da bolsa e vigarista cheio de amigos importantes. Descoberto, em menos de um ano passou do luxo de seu apartamento nova-iorquino para uma prisão federal, onde está, sem receber favores. Daí que, companhias e governo americano, quando olham para um país como o nosso, para a impunidade dos marginais, ricos ou pobres, para as manifestações de rua que viram batalhas, para as greves que se transformam em ataque à propriedade particular, tudo muito natural, e, sobretudo para a nossa falta de pudor, devem concordar entre si: vamos aproveitar o vale-tudo.

Ivar Hartmann é promotor público aposentado e colunista do Jornal NH, Gruposinos, Novo Hamburgo, RS
E-mail: varhartmann@hotmail.com  

 



Comentários

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Fábio Azevedo 13/02/2014, às 10:21

A pergunta a ser feita: A quem interesse toda essa impunidade, desrespeito com a coisa pública e privada? O nosso País possui uma infinidade de leis que não são cumpridas, onde o direito de marginais e arruaceiros que não tem o que fazer é respeitado em detrimento do direito da coletividade, da sociedade que trabalha, estuda e produz! Até quando vamos viver neste estado de anomia social? É o caos, uma vergonha para o mundo e chamam isso tudo de Democracia!!!!


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