Colunistas

25/09/2015

Ponto de vista: O Barão e o Brasil atual - por Ivar Hartmann*

Um amigo fala comigo e puxa um assunto: “Nós da direita...” Não deixei terminar: “Mas desde quando sou da direita?” Surpreso, ponderou: “Mas tu criticas a Dilma, o Lula e o PT!” “Sim, e daí?”- retruquei.

- “Esta gente é da esquerda, mas são uns vigaristas que estão destruindo o país. Então és de que lado?” A resposta foi óbvia: “De centro!” E ele: “Hã, em cima do muro, não é?” O que me levou a pensar: se há um muro que divide esquerda e direita no Brasil, ele está todo esburacado porque os políticos passam de um lado para outro sem pejo, sem encobrir o rosto. Mudam em proveito próprio, buscando o dinheiro do erário público.

Melhor em cima do muro, de onde se pode ver de que lado está o pomar e de que lado os cães raivosos. De onde se pode ver o céu azul da pátria, o horizonte infinito dos nossos mares e as terras plantadas que fazem a fortuna deste Brasil degradado de hoje. As nódoas, as manchas, nosso desespero, basta acompanhar os órgãos de imprensa para ver a origem. Agora vejam que para tudo há solução. Na França miserável do séc. 18, onde a realeza (Dilma) e os nobres (parlamentares) viviam em Paris (Brasília), alheios à realidade, sem atender aos direitos dos franceses (brasileiros), o povo deu início a uma Revolução.

O Barão Holbach nasceu e estudou na Alemanha; viveu na França.  Foi um dos grandes pensadores de seu tempo, que com ideias novas, como Voltaire ou Rousseau, trouxeram esperanças às nações.  Um esquerdista da sua época, combatendo a nobreza governante, engajado nas mudanças sociais necessárias. Hábil e prestimoso, ajudava os pensadores radicais franceses, os filósofos do final do século 18. Morreu no mesmo ano do início da Revolução Francesa: 1789.

Pensador talentoso, é dele a pergunta: “Podem as nações, se não lhes faltar juízo, dar aos que  são depositários de seus direitos, o direito de poder  fazê-las constantemente desgraçadas?” É uma pergunta singela que qualquer leitor pode responder. Sim ou não? Não há talvez. SIM significa que pode. Significa que o leitor aceita que seus governantes podem fazê-lo desgraçado porque a autoridade constituída – seja qual for – tem direitos, mas não deveres. NÃO, significa que não pode. Isto é, o leitor não que ser um desgraçado durante seu curto período de tempo sobre a terra. Se o governo é permanentemente mau tem que ser extinto. Pelas vias legais. Em benefício do país e do cidadão.

ivarhartmann@hotmail.com 

(Obs.: Ponto de vista reproduz textos com valor argumentativo interessante, que não representa, necessariamente, a opinião de BrasilAlemanha, mas contribui de forma inteligente para a construção de novas sínteses, incorporando a fusão de teses e antíteses). 

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado e colunista do Jornal NH, do Grupo Sinos, de Novo Hamburgo, RS, parceiro BrasilAlemanha na transmissão do programa radiofônico AHAI - A Hora Alemã Intercomunitária/Die deutsche Stunde der Gemeinden através da Rádio ABC 900.



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