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04/02/2017

Opinião | O dia em que a Lava Jato perigou - por Ivar Hartmann*

A sociedade brasileira, quando pensar na próxima pessoa a ser lembrada com um monumento em praça pública, não poderá esquecer a Ministra Carmen Lúcia do STF. Graças exclusivamente ao seu trabalho fora do trabalho, os políticos do PMDB, PT, PSDB e de outros partidos, nanicos quanto ao caráter, continuarão dormindo intranquilos, sem saberem que dia bate o camburão da Polícia Federal para levá-los para uma estada em um presídio.

Parece-me que o primeiro será o Renan. Todos nós já fizemos nosso exame: para serem implantadas as medidas legais que melhorem a situação econômica brasileira, depois que a dupla de saúvas Lula/Dilma deixou o poder, dependemos de um presidente da república, ministros de estado, presidentes da Câmara e do Senado envolvidos na Operação Lava Jato. Se outros fossem, seriam da oposição petista e asseclas, ou seja, a mesma gente do Lula/Dilma. Legítima sinuca de bico.

Voltando a Carmen Lúcia. Estes que nos governam e tremem com a Lava Jato esperavam que, com a morte do Ministro Teori, da Segunda Turma, os processos relativos seriam entregues, por sorteio. a Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli ou Celso de Mello. Ou seja, por sorteio, um destes assumiria os processos vindos da Lavo Jato para o STF. Agora imaginem um dos três primeiros ser sorteado para isso. E seriam 75% de chances.

Seria a Lava Jaboti. Pois bem, a Ministra Carmen Lúcia primeiro homologou as delações premiadas em tempo recorde, tudo o que Temer, Lula e parcerias não queriam. A esperança dos corruptos então ficou para o sorteio que definiria, na Segunda Turma, quem ficaria com os processos, em nível de STF, da Lava Jato.

Carmen Lúcia conseguiu convencer o Ministro Edson Fachin, inatacável nos meios jurídicos, a pedir transferência da Primeira para a Segunda Turma. Então complicou mais para os corruptos: as chances deles minguaram e caíram para 60%. Agora eram dois Ministros aceitáveis contra três inaceitáveis. Mas Fachin ainda tinha um bônus relativo ao número de processos que despachara. E, no sorteio, levando isso em consideração, e com uma mão da Providência ou da Carmen, foi escolhido. Enquanto a tranquilidade voltou a reinar entre os brasileiros, as esperanças dos figurões de Brasília desceram a ladeira do desespero.

Carmen Lúcia fez mais em quinze dias do que muitos ministros do STF em quinze meses. Merece uma estátua.

ivar4hartmann@gmail.com 

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado, colunista do diário Jornal NH, Grupo Sinos, Novo Hamburgo, RS, e colaborador do portal BrasilAlemanha e da mala direta BrasilAlemanha Neues.



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