Colunistas

26/08/2017

Opinião: Argumentos mentirosos para privatizar a Eletrobras - por Heitor Scalambrini Costa*

A palavra privatizar é definida como: “realizar a aquisição ou incorporação de (empresa do setor público) por empresa privada”, “colocar sob o controle de empresa particular a gestão de (bem público)”. 

Foi  anunciado  recentemente pelo atual governo golpista (sem voto, sem credibilidade popular) a aceleração do processo de depredação e entrega do patrimônio público com um amplo programa de privatizações, que pretende transferir áreas de mineração e exploração de petróleo e gás (incluindo o pré-sal), usinas e empresas de energia, portos, ferrovias e outros.

O que teria então demais que uma empresa pública (de todos) fosse adquirida por uma empresa privada (de alguns)?

Existem setores estratégicos em um país que devem ser conduzidos, geridos pelo Estado. Setores esses essenciais a soberania do país, a conquista de direitos alienáveis. O setor elétrico é um deles. E vários países chamados desenvolvidos entendem assim (França, Alemanha, Austrália, …).

Uma das empresas arroladas na privatização é a Eletrobras, a maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina, atuando no segmento de geração, transmissão e distribuição, controlando 15 subsidiárias. É uma empresa de participações que tem 50% do capital social da Itaipu Binacional. Além disso, diretamente ou através de subsidiárias, possui participação em mais de 170 Sociedades de Propósito Específico (SPE). Entre 2012 e o primeiro trimestre de 2016 distribuiu a seus acionistas mais de R$ 9 bi de dividendos e juros sobre capital próprio.

A justificativa para a privatização desta empresa é a de melhorar a eficiência, a qualidade e diminuir as tarifas; além de abater a dívida pública. Todavia, experiências recentes, vindas do governo FHC, mostraram que com as privatizações realizadas naquele governo (mesmos personagens que comandaram o processo de privatização na época, o fazem hoje no governo golpista), que a dívida pública só aumentou, as tarifas aumentaram muito acima da inflação e aconteceu o racionamento.  Esta foi a consequência direta da privatização de parte importante do setor elétrico (toda distribuição, parte importante da transmissão, e uma pequena parte da geração).

É uma afronta a inteligência de qualquer cidadão/cidadã deste país o discurso do serviçal ministro de minas e energia, que desavergonhadamente mente a nação brasileira sobre os benefícios de privatizar a Eletrobras e outras áreas subordinadas a seu ministério. É  crime lesa-pátria o que este Coelho (pai investigado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro) vem patrocinando, amparado por um governo com total falta de legitimidade, que golpeou a democracia brasileira. Esperamos que em algum momento tenha a punição devida.

O ministro borbônico age como mero serviçal dos interesses do mercado, do agronegócio, do capital e do sistema financeiro. Totalmente na contramão dos interesses da maioria do povo brasileiro. Um anti-brasileiro oriundo do sertão pernambucano, que será lembrado pelo entreguismo dos bens públicos em seu curto mandato (esperamos assim). Triste sina para os  petrolinenses.

 
*Heitor Scalambrini Costa é professor aposentado da Universidade Federla de Pernambuco.

Heitor Scalambrini Costa

Professor aposentado da Universidade Federal de pernambuco

Heitor Scalambrini Costa

Professor aposentado da Universidade Federal de pernambuco



Comentários

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myy 28/08/2017, às 00:33

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LAURO ALDO GOLDBACH 27/08/2017, às 16:26

A PETROBRAS é uma Empresa Pública, portanto, um braço do governo brasileiro - certo? Foi expulsa da Venezuela, pelo então Presidente Chaves, amigo do então Presidente Lula; foi expulsa da Bolívia, a botinadas seus funcionários foram retirados da Refinaria, na segunda semana do Governo de Evo Morales, que foi eleito com ajuda financeira do PT. Agora responda a você mesmo: o que é que se poderia esperar ao invadir o Texas? - Fazer concorrência à Família Bush? Ensinar aos gringos como se estabelece um monopólio? Ensinar Democracia Representativa? Vender Urna Eletrônica? Será que conseguimos resposta adequada deles? Será que acabou (a retaliação)? Ou vem mais por aí? Vamos rezar para o Trump ser mais parecido com o Bush do que com o Cinton !

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LAURO ALDO GOLDBACH 27/08/2017, às 16:13

assíduo Palestrante Convidado e do Delegado Dalagnol cursista em Harvard. Só para lembrar: a Operação Lava Jato foi deflagrada para investigar adulteração nos medidores das bombas de combustível na Região Metropolitana de Curitiba. Resultado: destruição das empresas construtoras com capacidade técnica para obras de infraestrutura. O caso JBS é mais emblemático: 25% da carne bovina global, maior produtor de frangos global, assentado nos EUA - único fornecedor de hambúrgueres para a Rede Mc Donalds de lá; possível com dinheiro público - BNDES - TIRADO DOS NOSSOS SALÁRIOS

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LAURO ALDO GOLDBACH 27/08/2017, às 16:01

Sou formado em engenharia e vejo pelo viés da logística: existe interesse do Grande Capital Internacional (digo isto para que não aleguem "teoria da conspiração) em manter-nos como Fornecedores de Matéria Prima - as ditas "comodities" - para isso é necessário manter o povo na ignorância, especialmente os mais escolarizados; minimizar as infraestruturas capazes de gerar desenvolvimento, especialmente na área da produção de energias baratas e limpas; controlar e dominar a produção de petróleo, vejamos o que foi feito no Iraque, nos demais países árabes e na Venezuela (que é o 3º fornecedor dos EUA). Há algum tempo vem propagando campanhas de desestabilização política e social em nosso País, até cineastas de Hollywood vieram fazer campanha contra a construção de Usinas Hidrelétricas; teve o caso do cinegrafista morto nas "manifestações" em 2013; o caso do Ministro Joaquim Levi que foi passar uma semana em Washington sem Agenda Oficial, temos os casos do Juiz Sergio Moro, assíd

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LAURO ALDO GOLDBACH 27/08/2017, às 15:59

Sou formado em engenharia e vejo pelo viés da logística: existe interesse do Grande Capital Internacional (digo isto para que não aleguem "teoria da conspiração) em manter-nos como Fornecedores de Matéria Prima - as ditas "comodities" - para isso é necessário manter o povo na ignorância, especialmente os mais escolarizados; minimizar as infraestruturas capazes de gerar desenvolvimento, especialmente na área da produção de energias baratas e limpas; controlar e dominar a produção de petróleo, vejamos o que foi feito no Iraque, nos demais países árabes e na Venezuela (que é o 3º fornecedor dos EUA). Há algum tempo vem propagando campanhas de desestabilização política e social em nosso País, até cineastas de Hollywood vieram fazer campanha contra a construção de Usinas Hidrelétricas; teve o caso do cinegrafista morto nas "manifestações" em 2013; o caso do Ministro Joaquim Levi que foi passar uma semana em Washington sem Agenda Oficial, temos os casos do Juiz Sergio Moro, assíd


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