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05/05/2014

O valor da agricultura familiar – por Hugo Hammes*

A ONU declarou 2014 o Ano Internacional da Agricultura Familiar, em reconhecimento oficial aos cerca de três bilhões de produtores que, em nível mundial, se dedicam afanosamente à suas pequenas áreas rurais.

Coube aos imigrantes alemães o mérito de introduzir no Rio Grande do Sul a pequena propriedade agrícola, à base do trabalho familiar. Este foi também o objetivo do Volksverein (Sociedade União Popular), fundado em 1912 pelo Padre Theodor Amstad, numa importante obra de justiça social e de promoção da classe rural.

Por esse motivo, a Associação Theodor Amstad, como continuadora do Volksverein, saúda efusivamente a iniciativada ONU declarando 2014 o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Trata-se do reconhecimento oficial aos cerca de três bilhões de produtores que, em nível mundial, se dedicam afanosamente em pequenas áreas rurais.
No Brasil, os pequenos agricultores exercem um papel fundamental, contribuindo para a segurança alimentar do povo. Além de gerar renda, a agricultura familiar é a responsável por 70% dos alimentos consumidos, empregando 75% da mão de obra, provinda principalmente do núcleo familiar. Os principais meios de subsistência também têm sua origem nessas áreas, reduzindo substancialmente os alimentos importados.
Os pequenos proprietários rurais já alcançaram resultados positivos. Entretanto, existe um amplo campo a ser conquistado. Torna-se necessária uma intensa campanha para a sensibilizar os poderes públicos e a própria sociedade.

Uma alternativa viável representa o cooperativismo, principalmente na utilização dos instrumentos oferecidos pela tecnologia moderna. Como organização econômica e social, este sistema oferece condições de competitividade, além de democratizar a administração, através da participação ativa de todos os associados.
Com a sua autoridade de chefe da Igreja, Bento XVI, na encíclica “Caritas in Veritate”, incluiu este conceito luminoso: “Num mundo à procura das intervenções apropriadas para superar as dificuldades causadas pela crise econômica e para dar à globalização um sentido humano autêntico, a experiência das cooperativas representa muito bem este novo tipo de economia ao serviço da pessoa, ou seja, capaz de favorecer formas de partilha e de gratuidade, que são o fruto, respectivamente, da solidariedade e da fraternidade”.


Hugo Hammes, *1925, é jornalista com ampla folha de serviços prestados à comunidade gaúcha e teuto-brasileira, detentor da Cruz do Mérito da Alemanha e do Prêmio Distinção Imigração Alemã RS 2013.                                                                                   



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