Colunistas

12/01/2017

O papagaio que parece uma criança - por Vilson Winkler*

Em julho de 2014, a viúva e avó Eva Leite Martins (*18/02/1941) ganhou de presente do seu neto um papagaio (periquito) chamado de Ico, seu companheiro inseparável, que parece ser uma criança.

O periquito vivia numa residência de um casal em Santa Rosa, foi criado como fosse uma criança, com o nascimento do filho do casal e o ciúme da ave, o mesmo acabou sendo doado à vó Eva, que no primeiro momento não o queria, pois seria um compromisso diário, mas mudou de idéia e acabou adotando-o.


Ico trançando fios de vassoura na gaiola. Fotos Vilson Winkler

O periquito não se alimenta de sementes como: milho, girassol, entre outros, gosta de comer num prato posto na mesa ou cadeira e servido das coisas que os humanos se alimentam, tais como: pão, café e leite frio (manhã e à noite), chá, sorvete, polenta, ovo cosido, arroz, batatinha, tomate, pepino (preferido), manga, massa, pimentão, sopa, entre outros. Quando está com fome fala repete várias vezes a palavra “kiki”, que quer dizer comida.

Quando vai passear com a vó e não gosta do local começa a beijar a dona e fala “pá casa”, caso goste das pessoas não fala nada, se enterte brincando com seus brinquedos colocados em cima de um pano que é levado junto, ficando de cima deste pano até irem embora.


Bicando pepino, seu prato predileto

No mês de fevereiro de 2016, passou a fechar as laterais da sua gaiola com fios de vassoura de palha, cortando e trançando fio por fio, escolhidos por ele.

O periquito dorme no quarto com a vó, no interior da gaiola. Em noites de calor o ventilador é ligado e o vento gira no interior do quarto, sendo que o periquito dorme com as asinhas abertas defronte ao ventilador, como que quisesse se refrescar, demonstrando que está com calor.


Espalhando seus brinquedos pelas adjacências

Quando ele está caminhando pelo pátio da residência, basta a vó falar “olha o gato”, que ele sai correndo, entra na residência e sobe no colo da vó e esconde a sua cabeça entre as pernas da vó, achando que desta maneira esteja protegido.

Certo dia, um senhor da RGE veio fazer a leitura do relógio da luz, viu-o caminhando pelo pátio da residência, se aproximou dele, pediu para lhe dar o pé e para ir junto com ele, o periquito começou a recuar e dizer “é dá vovó, é da vovó”, cena observada pela dona da residência.


Breve paulsa para uma pose

Gosta de brincar com brinquedos, carrega um por um para dentro e para fora da gaiola, empilha um em cima do outro e depois desmancha a pilha.

O periquito circula livremente dentro e fora da casa. Não tem as asas cortadas e não voa. Costuma sempre caminhar ao lado dos pés da sua dona. Toma banho sozinho na xícara e em dias muito quentes toma numa bacia, passa o dia inteiro conversando. Não gosta que mexam nas coisas dele (brinquedos). Normalmente não gosta de pessoas estranhas. Se ele faz algo e não ficou como deseja, desmancha e recomeça tudo de novo. No gramado não tem mais rosetas, ele come o miolo e arranca os pés.


Uma troca de atenções e carinhos

Segundo a vó Eva, “no princípio não o queria, pois seria compromisso diário, acabei aceitando-o, Hoje não me separo dele por nada, quando saio de casa levo ele junto, se não posso levá-lo deixo-lhe comida e lhe explico que logo voltarei, ele entende e aceita. Hoje só tenho Deus e o periquito morando comigo. Tenho ainda netos, meus filhos (Lídio e Lídia) já são falecidos, quando lembro deles acabo chorando, ele percebe que estou triste, sobe pelo meu corpo e vem até o meu ombro, me beija o rosto para me consolar, é o meu companheiro do dia a dia”.


Felicidade espalhada pelo ambiente

No dia 04 de dezembro de 2016, ocorreu uma tragédia, o papagaio foi atacado de surpresa por um lagarto, dentro da própria residência. Para entrar na casa, o réptil subiu degraus, o ataque foi em frações de segundos, a vó ainda socorreu a ave e matou o réptil a marteladas. O papagaio foi socorrido, levado a um veterinário, mas 13 dias após o ataque acabou morrendo, para tristeza da vó Eva, que ainda chora pela perda do seu papagaio, que era como um filho para ela.

 

Texto e fotos: Jorn. Vilson Winkler

 



Comentários

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a10 29/05/2017, às 06:28

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lory 05/05/2017, às 13:52

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Claudio Ribeiro 29/01/2017, às 18:20

Prezados companheiros, Uma história linda, com final triste. Que a nossa irmã já esteja consolada com a inestimável perda de seu companheiro. Nunca havia lido uma história semelhante. Claudio Ribeiro - Casimiro de Abreu, RJ.


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