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Colunistas

23/10/2015

Morte e morrer nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul

Em breve será lançado o livro “Morte e morrer nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul – Recortes do Cotidiano”, de autoria do pesquisador e historiador Sandro Blume.

Ele propõe uma análise das atitudes perante a morte, verificando as mudanças e as permanências nos rituais fúnebres e na expressão pública do luto entre imigrantes alemães e seus descendentes no sul do Brasil. O autor analisou, no espaço temporal entre 1848/64 até 1937, registros paroquiais, correspondências de imigrantes, necrológios, epitáfios constantes nas lápides dos cemitérios, bem como fotografias mortuárias. A partir dessas fontes, ele verificou as preocupações com os preparativos para o enfrentamento da morte, os meios empregados nas tentativas de salvação da alma, do bem morrer e as inquietações com o pós-morte no cenário teuto-rio-grandense.


Capa do novo lançamento da Editora Oikos

Cemitérios de imigrantes e de seus descendentes são centros de preservação da memória comunal. Quando da instalação das picadas, a partir da chegada dos primeiros imigrantes alemães em 1824, caminhos surgidos a partir das penetrações feitas na floresta subtropical com machados e facões e ao longo dos quais foram instaladas famílias de imigrantes, a primeira instituição comunitária foi, sem dúvida, o cemitério. Unidades de convivência humana, as picadas contaram por muito tempo sua história a partir dos cemitérios.

 

Comunidade abre respeitosas alas para a última homenagem

A fotografia (Figura 24 do livro) mostra as pessoas enfileiradas, aguardando a passagem do cortejo fúnebre, já em frente à entrada do cemitério. Aqui a preocupação do fotógrafo August Hendges foi mostrar as pessoas enfileiradas, retratanto um costume existente na região de São José do Herval nos primeiros anos do século XIX. Em alemão, a expressão utilizada para descrever a postura das pessoas é Spalier stehen, expressão em alemão possível de ser traduzida por "formar ala". O caixão era carregado entre as duas alas, antes de entrar no cemitério. Era uma forma das pessoas expressarem reverência e respeito em relação ao morto.

Mais informações:
contato@oikoseditora.com.br – (51) 35682848
sandro.blume@bol.com.br

 



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