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Colunistas

13/05/2013

Moralidade pública no fundo do poço - por Ivar Hartmann*

Em termos de moralidade dos costumes, no Brasil, estamos no fundo do poço. Que tem uma quilometragem amazônica. Os políticos brasileiros, com seus usos e costumes, criaram no imaginário popular a impressão de que tudo é possível e nada é reprimível. As ações negativas que dão resultado financeiro positivo logo são esquecidas. Estamos entorpecidos pela sucessão de informações corriqueiras sobre atos que antigamente  eram demonstrações inequívocas de desonestidade  não aceitas.  A lerdeza do Judiciário, o beneplácito de nossas leis e os recursos disponíveis para advogados preparados tornam-nas, nas nossas mentes, ações normais, pois não passíveis de condenação. Ou, quando a condenação vem, anos depois do mal feito, não servem mais nem para atender o clamor popular, nem como expiação de pena. Muito menos como exemplo para que os fatos não se repitam.

Noticia o jornal de Pelotas-RS que as montadoras estão com seus pátios abarrotados de automóveis ano de fabricação 2014. Mas como? Parte da indústria de laticínios gaucha está sob suspeita – novamente – pela descoberta de que está havendo adição de produtos estranhos ao leite, junto com  água, para aumentar sua quantidade. Defendem-se os industriais dizendo que os culpados foram os pobres diabos que transportam o mesmo.  Descobriu-se, no entanto, que as indústrias não realizam os testes obrigatórios, exigidos por lei, com a matéria prima que recebem. E o próprio governo estadual compra leite de empresa proibida de produzi-lo. Daqui a algumas semanas já nos esquecemos disso, os proprietários trocam as marcas e tudo segue igual. Pois é assim que o Brasil vive e – segundo alguns – prospera. Dia destes disputava-se uma partida de futebol pela Libertadores entre um time brasileiro e um estrangeiro. Tocou-se, como de praxe, o Hino Nacional dos dois países. Os estrangeiros cantaram o seu. Os brasileiros? Alguns cantavam, uns poucos balbuciavam e outros silenciavam, pois não sabiam de que se tratava. Não era preciso dizer, porque o leitor já sabia. Se um brasileiro que ganha 500 salários mínimos por mês em um time de futebol não sabe cantar o Hino de seu país, que jogador é este? Justamente um que não cantava foi expulso durante o jogo, quase levando seu time a derrota. No outro dia, todos o justificavam. A aceitação submissa do errado é que nos leva ao tecido social rasgado.

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado, colaborador BrasilAlemanha Neues e colunista do Jornal NH, Grupo Sinos, Novo Hamburgo, RS.
Contato: ivarhartmann@hotmail.com

 



Comentários

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