Colunistas

05/06/2014

Inauguração da Casa de São Pedro

07 de junho as 10 horas - São Pedro de Alcantara, SC

1 - O Centro Cultural Casa de São Pedro

 

O Centro Cultural Casa de São Pedro tem a finalidade de preservar e estimular a manutenção dos genuínos traços culturais relacionados com a presença alemã nesta região, com destaque para os municípios de São Pedro de Alcântara, Antonio Carlos, São José, Angelina, Rancho Queimado, Águas Mornas, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz, entre outros que registram em sua história a presença do elemento teuto.

A casa foi adquirida em outubro de 2006 com o objetivo de preservar a significativa construção e criar uma extensão do Instituto Carl Hoepcke na primeira colônia de alemães do Estado de Santa Catarina, exatamente onde o patrono do ICH, encontrou sua segunda esposa, Anna Haendchen.

A casa está aberta à comunidade que pode usá-la para as atividades que tenham como fundo ou objetivo o fazer cultural. Assim, paulatinamente e juntos, com o passar do tempo, o ICH e a comunidade de São Pedro de Alcântara, em parceria com os municípios vizinhos, construirão um Centro Cultural dinâmico e ativo, presente na vida da comunidade regional.

As mais tradicionais e diversificadas atividades relacionadas ao saber fazer encontrarão aqui um abrigo e ponto de difusão, estimulando os detentores dos saberes para que os registrem e divulguem, estabelecendo ações afirmativas do patrimônio cultural.

Mais do que manter objetos e informações inertes em um museu, queremos estimular as novas gerações na interação com estes saberes, efetivando a preservação e manutenção da identidade cultural teuto catarinense de nossa região, que possui características próprias e particulares.

 

2 - O Instituto Carl Hoepcke

 

O Instituto Carl Hoepcke foi fundado em 07 de junho de 2004 com o objetivo de promover a cultura em geral, bem como a preservação do patrimônio histórico material e imaterial que envolve a memória de seu patrono, o imigrante alemão Carl Franz Albert Hoepcke e, por consequência, a imigração alemã, cenário em que esta história se desenvolveu.

Fiel a este objetivo, o ICH tem buscado parcerias para produzir, manter, difundir, apoiar e incentivar iniciativas que atingem os campos cultural, social e educacional. A restauração e abertura desta casa aqui em São Pedro de Alcântara, primeira colônia de alemães em Santa Catarina, oferece cumprimento a esse objetivo e se insere neste contexto.

Em Florianópolis, o ICH mantém o Centro Cultural Ruth Hoepcke da Silva, composto de casa/museu, biblioteca, centro de documentação e memória e um curso livre de língua alemã.

A criação do Instituto Carl Hoepcke foi uma iniciativa das irmãs Annita Hoepcke da Silva e Silvia Hoepcke da Silva, bisnetas de Carl Hoepcke.

 

 

3- Carl Hoepcke - o patrono do ICH

 

Já se disse com muita propriedade que CARL FRANZ ALBERT HOEPCKE foi o homem mais moderno de Santa Catarina, em todos os tempos, inclusive os atuais.

Nascido em 1844, esse alemão de Striesa imigrou para o Brasil aos 19 anos, acompanhando a mãe e dois irmãos menores.

Estabelecido inicialmente na colônia Blumenau, logo se deslocou para Desterro, hoje Florianópolis, onde iniciou, em 1866, uma rica trajetória nos campos da indústria, do comercio e da navegação, estabelecendo as condições necessárias para a industrialização e o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina.

Sua trajetória se estendeu pelas diversas regiões catarinenses e ultrapassou as divisas do Estado.

Graças ao seu tirocínio e espírito empreendedor, criou um dos maiores conglomerados empresariais do Sul do País. Contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento de Santa Catarina, impulsionando o setor produtivo, através do fornecimento de implementos europeus de ultima linha para a agricultura e para o emergente parque industrial.

Criou a Empresa Nacional de Navegação Hoepcke – ENNH – e com ela distribuiu nos principais portos de Santa Catarina as sementes do progresso e da industrialização.

Através dos navios da ENNH forneceu ao território catarinense - penetrando ao norte através de São Francisco do Sul e Joinville, ao sul através de Laguna, Tubarão e Araranguá e ao centro pelo saudoso porto de Desterro/Florianópolis - as máquinas e implementos necessários, levando as novidades comerciais e industriais e voltando com a produção agroindustrial, redistribuindo pelos mercados consumidores do Estado e fora dele o produto do trabalho da nossa gente.

Teve também atuação marcante no campo social, colaborando com iniciativas culturais, esportivas e educacionais.

Foi Cônsul Honorário da Alemanha por longos anos, prestando inestimáveis serviços à comunidade. Sua primeira esposa foi Bertha Pirath, falecida prematuramente, com quem teve cinco filhos. Em segundas núpcias, casou-se com Anna Haendchen, natural de São Pedro de Alcântara com quem teve dois filhos. CARL HOEPCKE morreu em Florianópolis, como cidadão brasileiro, em 8 de janeiro de 1924.

 

4- A casa e a família que a ocupou

 

A casa é possivelmente uma construção da transição dos séculos XIX para XX e teve em seu tempo, uso misto: armazém e residência da família.

A família Schweitzer, original proprietária da casa, tem origem em Heinrich Schweitzer, nascido na Alemanha, vale do Mosela, no planalto do Hunsrück, Estado da Renânia.

Ele chegou à então cidade de Desterro em 12 de novembro de 1828 e se instalou em São Pedro de Alcântara em 23 de julho de 1829. Heinrich casou-se ainda na Alemanha com Margaretha Braunn e emigraram para o Brasil com duas filhas: Katharina e Elizabetha.

Como informam alguns familiares, a casa deve ter sido construída por Matias Schweitzer, neto do imigrante. Matias nasceu em 1868 e faleceu em 1936. Era casado com Margarida Ludwig, nascida em 1861 e tiveram os seguintes filhos: Marcolino, Emília, Filomena, Laura, José, Maria, Paulino e Rafael.

A propriedade possuía engenho de serra, engenho de farinha de mandioca, melado e açúcar mascavo, alambique, picador de lenha e até uma olaria para fabricar tijolos e telhas.

Por ocasião da passagem das tropas de Getúlio Vargas por esses lados, na revolução de 1930, combustíveis como óleo diesel e querosene foram estocados no porão da casa. Naquela ocasião, assustados, os colonos largaram tudo e se esconderam em ranchos improvisados, no interior das matas.

Entre 1952 e 1953 foi inaugurada uma fonte de energia elétrica para abastecer a casa, aproveitando a pequena correnteza do rio Maruí. Uma roda de água, e mais tarde uma turbina, acionavam um alternador ou dínamo, que produzia a corrente elétrica.

Com a energia elétrica foi possível instalar um rádio, novidade suficiente para reunir, quase todas as noites de 20 a 30 vizinhos que se juntavam para ouvir os programas da época.

 

5- A Casa de São Pedro, uma construção peculiar

 

A casa traz elementos que remetem a um universo multicultural, com influencias distintas, de origem difusa e ainda desconhecidas.

Inserida no conjunto das construções do mesmo período na grande Florianópolis, esta casa se destaca pela profusão e a diversidade de elementos ornamentais e no uso concomitante de múltiplas cores.

Paradoxalmente, o uso desse excesso ornamental é acompanhado de técnicas construtivas bastantes rudimentares, seja na ordem estrutural da edificação onde os pilares estão assentados em pedras naturais praticamente na superfície do solo, seja na elaboração dos acabamentos como o assoalho, onde as tábuas foram colocadas de forma rudimentar.

A Casa de São Pedro, sua peculiar construção e instigante ornamentação, é um universo a ser explorado, aguardando interpretações e estudos, para os quais o Instituto Carl Hoepcke está aberto, estimula e fica à disposição dos interessados para colaborar.

A Restauração

Um longo e exaustivo processo de sensibilização dos financiadores justifica o lapso entre a aquisição da propriedade em 2006 e o efetivo início da obra de restauração. Somente em 2011 as autoridades estaduais compreenderam a nossa proposta e a importância da execução deste projeto, aprovando através do Fundo Estadual de Cultura, o projeto PTEC 2591/111 de dezembro de 2011 que contempla a Casa de São Pedro. Foi esse apoio que permitiu o efetivo início da restauração em abril de 2012.  

O Instituto Carl Hoepcke, através de seus fundadores, também aplicou significativo volume de recursos próprios no projeto, integralizando o montante necessário para a perfeita conclusão da obra como a vemos hoje.

A Casa é inaugurada e aberta ao público em 07 junho de 2014, para comemorar os primeiros 10 anos de existência do Instituto Carl Hoepcke.

Entretanto, a implantação do centro cultural é um trabalho contínuo que necessita e conta com o apoio essencial da comunidade Alcantarense e dos municípios vizinhos que possuem em comum a história da imigração alemã.

A orientação que norteou todo o projeto desde seu inicio foi a preservação integral da edificação, a distribuição original da planta, sua estrutura, revestimento de paredes e cores.

Entretanto o estado de conservação da edificação e/ou a fragilidade dos materiais que a compõe, impuseram a substituição ou superposição estrutural eximindo de carga os elementos originais.

Destarte todo o esforço realizado, durante o transcurso da obra por insistência na preservação integral das estruturas originais, um colapso na construção determinou que a estrutura do telhado fosse integralmente substituída por um sistema de treliças de aço. É esse novo sistema que suporta o peso das telhas, minimizando o esforço das paredes originais. No solo, paralelamente aos originais em alvenaria de tijolo, pilares de concreto e aço suportam a carga de toda a edificação.

O Instituto Carl Hoepcke agradece a fundamental participação de todos os profissionais que com sua competência concorreram para a efetivação do projeto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Equipe de trabalho

Annita Hoepcke da Silva

Presidente do Instituto Carl Hoepcke

Max José Müller

Coordenador Geral do Projeto

Lilian Mendonça

Leonardo Caldart

Arquitetos

Jano D’Araujo Coelho

Engenheiro Estrutural

José Henrique Orofino da Luz Fontes

Engenheiro Civil

Ricardo Savas Fuhrmeister

Engenheiro Eletricista

Susana Aparecida Cardoso

Restauradora (pigmentos)

Faber Empreitera de Mão de Obra Ltda

Everton Fernandes ME

Mão de Obra



Comentários

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lili anna 04/09/2017, às 12:25

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Adriano José Eli 06/06/2014, às 20:02

Visito, com frequência, S. Pedro de Alcântara e gostaria de conhecer esse espaço. No texto não é informado a localização dessa casa. Podem informar como chegar? At. Adriano

deslogado
Adriano José Eli 06/06/2014, às 20:02

Visito, com frequência, S. Pedro de Alcântara e gostaria de conhecer esse espaço. No texto não é informado a localização dessa casa. Podem informar como chegar? At. Adriano

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Adriano José Eli 06/06/2014, às 20:02

Visito, com frequência, S. Pedro de Alcântara e gostaria de conhecer esse espaço. No texto não é informado a localização dessa casa. Podem informar como chegar? At. Adriano


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