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01/06/2014

Formação de todos os jogadores da Alemanha começa dentro da escola

Seleção alemã têm craques de primeira em quase todas as posições. Entre os grandes jogadores do time, estão Manuel Neuer e Mesut Özil.

A Alemanha é uma tradicional grande potência do futebol, graças à enorme base de jogadores e à organização da modalidade. O que pouca gente conhece é como os alemães integraram a formação do craque com a formação escolar.

Não procure por um Cristiano Ronaldo, um Messi ou um Neymar. A força da Alemanha não está em um craque, mas em vários rostos. A força é o conjunto. Bons jogadores em quase todas as posições. Juntos, eles se tornam poderosos.

Uma geração que cresceu depois de uma revolução na estrutura do futebol do país, há 14 anos. Um dos pontos foi a união da educação com o futebol. Na Alemanha, “jogador” e “estudante” não são palavras incompatíveis.

Ao lado do estádio do Schalke 04, um dos times mais populares da Alemanha, tem uma escola pública. Desde 2001, colégio e clube têm um convênio para formar juntos jogadores e alunos. Desse projeto, saíram Özil e Neuer.

Manuel Neuer, 28 anos, do Bayern de Munique, um dos melhores goleiros do mundo. Mesut Özil, 25 anos, meia habilidoso do Arsenal, filho de imigrantes turcos. Ambos nasceram em Gelsenkirchen, cidade que fica bem no meio da área mais industrial e menos rica da Alemanha.

Jogavam no Schalke e, pelas regras criadas pela federação e pela liga, cada equipe é obrigada a garantir os estudos de seus atletas da base até o Ensino Médio. Foi assim que a escola Berger Feld entrou na vida deles.

Na sala dos professores, Christian Krabbe abre uma espécie de porta secreta. Lá dentro, pode ser encontrado tudo sobre o seu ex-aluno preferido: Mesut Özil.

“Por um lado, ser jogador de futebol é uma profissão como outra qualquer. Mas, por outro lado, você começa muito jovem e não dá certo. Ou, por algum motivo não pode mais jogar, o que você faz? Tem que ter outro tipo de conhecimento”, explica o professor.

No mural, lá estão as carteirinhas escolares dos meninos Özil e Neuer. A escola já foi premiada pela Federação Alemã de Futebol por ter ajudado nos estudos de mais de 200 jogadores.

Para Manuel Neuer, goleiro da Alemanha, a escola foi importante para a formação dele, pois permitia o contato com outras crianças e adolescentes que não eram do futebol. Ele treinava e estudava todo dia. "Foi um tempo feliz. Eu me divertia muito na época”, conta Neuer.

O jogador tem, até hoje, um vínculo com a escola. O diretor explica que ele banca as frutas dos lanches dos alunos e já doou 50 mil euros ao colégio.

“Quando a gente tem muito treino, jogo, temos que repor as aulas e eles nos ajudam aqui”, diz Joost, de 12 anos.

Na Alemanha, craques não surgem em escolinhas, mas em escolas.

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