Colunistas

02/02/2013

Debate: Pense, reflita e diga não à energia nuclear - por Heitor Scalambrini Costa*

Neste período de crise energética volta a tona as propostas de instalação em nosso pais de usinas nucleares.
Envio, e espero que possa interessar, este texto sobre a posição que defendo sobre este tema.
Infelizmente os contrarios a esta tecnologia não dispõe do mesmo espaço dos lobistas nucleares na grande midia.
A internet acaba sendo o espaço mais democratico para esta discussão. Dai solicito, que divulgue o texto,
cordialmente,
heitor 

As decisões tomadas pelos governos da França, Alemanha, Japão, Bélgica, Itália, entre outros, de reverem seus programas de instalação de novas usinas nucleares, e desativarem as existentes, são mais do que um indicativo que esta fonte de energia perdeu espaço considerável no século XXI. Por trás (e a frente) das decisões governamentais, está a pressão popular. A conscientização sobre os reais riscos desta tecnologia tem levado milhares de pessoas a se manifestarem publicamente contrárias ao uso da energia nuclear. Dificilmente por vontade de novos governos haverá mudanças na política não nuclear destes países. Nem mesmo no Japão, onde o atual primeiro ministro tem insinuado que não só reativará as 50 usinas fechadas pós Fukushima, mas construirá novas centrais núcleo-elétricas. A razão é simples a população não quer conviver com o perigo constante de uma catástrofe nuclear.

A China, utilizada como exemplo na rota pró-nuclear, não deve ser imitada. Suas situação política, social e ambiental, não serve como exemplo. O país que é o mais populoso do mundo (mais de 1,3 bilhões de habitantes), tolhe a liberdade de expressão e impede pela força, a participação popular. Por outro lado, os Estados Unidos da América, citado como exemplo de modelo nuclear, vive um grande dilema com relação a sua economia, a seu modo de vida, e as suas posições nos fóruns internacionais referentes às mudanças climáticas. As contradições são enormes, em um país que já foi à locomotiva do mundo ocidental capitalista. Hoje, ao mesmo tempo, propõe a produção e a utilização do gás do xisto betuminoso (verdadeiro crime ambiental), acena para o fortalecimento de políticas na área de energias renováveis.

O Brasil é que deveria servir de exemplo e modelo para outros paises na área energética. Com recursos naturais abundantes como o Sol, o vento, as águas, a biomassa, deveríamos estar à frente e propor novos caminhos para sociedade mundial, na utilização destes recursos, de maneira eficiente, sem desperdício, e sem impacto ambiental e agressão social, levando em conta para que e para quem os recursos energéticos são destinados. Complementando a rede elétrica nacional com geração de energia descentralizada, substituindo os chuveiros elétricos, a iluminação e motores ineficientes, por novas tecnologias disponíveis. Enfim priorizando o uso das novas fontes renováveis e políticas de conservação.

Mas infelizmente, estamos andando para trás, no que concerne a matriz elétrica. Cada vez mais se instalam termelétricas a combustíveis fósseis, menosprezando os recursos naturais disponíveis. O planejamento tecnocrático indica o aumento das termelétricas nos próximos anos, desenhando para o futuro uma matriz hidro-térmica. Verdadeiro crime lesa-pátria que está sendo cometido com as gerações futuras, e com o planeta, ao desprezar as novas fontes renováveis.

Ainda, o que chama a atenção, são as posições dos eternos lobistas da energia nuclear, uns mais belicistas que outros. Aquele mesmo, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, que defendeu e defende que o país se insira no “clube da bomba”, volta nestes tempos de crise elétrica, a propor que a energia nuclear seja “tratada com mais carinho” pelo governo federal. Empregados ilustres da Eletronuclear utilizam velhos argumentos, os mesmos que respaldaram a assinatura do acordo Brasil-Alemanha em plena ditadura militar. Defendem que o Brasil necessita da energia nuclear para atender as necessidades elétricas de agora e futura, daí não pode abrir mão, nem de suas reservas de urânio (para os negócios), e nem da construção de novos reatores nucleares. Propõem não só Angra III em construção, e mais 4 outras usinas até 2030, sendo dois destes complexos nucleares no Nordeste brasileiro, ao lado do Rio São Francisco. Verdadeiro descalabro ao povo sertanejo.

No próximo mês, no dia 11 de março, lembraremos 2 anos da catástrofe de Fukushima.  Não se pode esquecer a gravidade, e as repercussões para a vida de tal acidente, que esta sendo abafado pelas agências de notícia. A população brasileira não se deixará enganar, e mais uma vez continuará afirmando “Não queremos energia nuclear, nem em Pernambuco, nem no Nordeste, e nem no Brasil”.

*Heitor Scalambrini Costa é Professor da Universidade Federal de Pernambuco
Contato:  heitorscalambrini@gmail.com

 



Comentários

deslogado
zGUWUTbNHh 30/01/2014, às 05:46

So Nuclear Notes posts a link, and Randal Leavitt thinks that this conesitutts an endorsement?Wind is indeed free. If wind turbines were free, one could make a lot of money selling electricity when the wind blows. In actuality, wind turbines are expensive because it takes a lot of steel and concrete to build a machine that can harvest power from a low-energy density source.Given the 3 candidates now remaining in the race, we will have carbon controls in place in the next couple of years. As long as we keep the government from mandating energy technology via a national \"renewable energy portfolio standard,\" we will then see how the economics of low-carbon wind, nuclear, and carbon capture and sequestration really compare. Should be interesting. http://ygjaavyaaz.com [url=http://fdytqbxcs.com]fdytqbxcs[/url] [link=http://ormuzfdep.com]ormuzfdep[/link]

deslogado
AZ46GLFF 11/01/2014, às 14:49

De entrada jragoam nove jogadores da e9poca passada e portanto, tinham obrigae7e3o de jogar melhor. Quando de uma semana para a outra, ne3o se aprende nada e se entra em campo da mesma forma displicente, desconcentrada, a dormir e se de1 a iniciativa ao adverse1rio, normalmente de1 mau resultado. Hulk tem de deixar de carregar nas costas a responsabilidade de resolver tudo sozinho e passar a ter outro comportamento, sob pena de prejudicar mais que ajudar, a equipa.Boa reace7e3o com 10, aed je1 o Porto de sempre, com caracter e rae7a, que empatou e se podia ter perdido, tambe9m podia ter chegado e0 vitf3ria. Tudo somado, um resultado justo e um jogo com muitos motivos para reflexe3o.Houveram muitos outros factores para ale9m do factor X e ne3o os admitir, para ale9m de redutor e9 um mau servie7o ao F.C.Porto.Ah, Faredas demonstrou que ne3o e9 o avane7ado que uma equipa com as responsabilidades e ambie7f5es do F.C.Porto, precisa.Um abrae7o


  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
Logomarca oficial da imigração alemã no Brasil. Reprodução liberada e recomendada, para uso não comercial.
Para uso comercial e originais em alta resolução: contato@brasilalemanha.com.br.

© 2004-2021 BrasilAlemanha - O portal oficial da imigração alemã no Brasil - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Sapiência Tecnologia

Publicidade