Colunistas

25/07/2014

Dançando com os pataxós - por Sílvio Aloysio Rockenbach*

A recepção aos tetracampeões mundiais de futebol em Berlim foi apoteótica. Mais de 400 mil entusiasmados torcedores alemães no Portão de Brandenburgo festejaram seus ídolos dos estádios Mané Garrincha e Maracanã.

Em retribuição, os empolgados tetracampeões selaram definitivamente a amizade teuto-brasileira com repetição da simbólica dança dos pataxós ao redor da taça recém conquistada na vitória final sobre a Argentina.

Com a Copa, novos ventos passaram a soprar a favor das já intensas relações Brasil-Alemanha. Passadas décadas de chumbo, coube à Alemanha se reinventar. O processo começou com o Acordo de Amizade Franco-Germânica selado por Konrad Adenauer e Charles de Gaulle em 22 de janeiro de 1963. Inimigos jurados de morte viraram parceiros em todas as frentes. O Departamento Franco-Alemão para a Juventude fomentou intercâmbios de mais de oito milhões de jovens ao longo dos últimos 50 anos (1963-2013). O processo continuou com a alegre, colorida e acolhedora “Copa entre Amigos” de 2006, na própria Alemanha. Ali o país festejou com galhardia o 3º lugar e brindou o mundo com as inovadoras “Fan-Festas”. E o processo de reinvenção culminou em 2014 no show de simpatia, solidariedade e eficiência da seleção alemã, dentro e fora dos gramados brasileiros. A parceria com os índios terá continuidade com a próxima ida de quatro líderes pataxós a Berlim, a convite do governo.

Coincidentemente, a imigração alemã no Brasil, ainda pouco conhecida na Alemanha, completa no mês do triunfo alemão em solo brasileiro seus 190 Anos de presença e atuação marcantes (1824-2014). Os alemães e descendentes, inovadores por excelência, só deram alegria a seus concidadãos e contribuíram decisivamente para o progresso do país de adoção. Agora, com a própria Alemanha se reinventando e mostrando o caminho da reconciliação, integração e desenvolvimento, que a levaram ao pentacampeonato de popularidade mundial, segundo repetidas pesquisas da BBC de Londres, tudo é festa também por aqui, nos 190 anos da chegada dos 39 imigrantes alemães pioneiros a São Leopoldo, “o berço da imigração alemã no Brasil”, e não só neste 25 de Julho. O viés é 2024, o ano do Bicentenário. Mais informações no Calendário Oficial dos 190 Anos em www.brasilalemanha.com.br .

*Sílvio Aloysio Rockenbach é presidente da Comissão das Comemorações dos 190 Anos da Imigração Alemã no RS

Obs.: O artigo acima foi publicado também na edição impressa do Correio do Povo, de Porto Alegre, RS, edição de 25 de julho de 2014, página de opinião, coluna da esquerda.



Comentários

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Ovidio Hillebrand 30/07/2014, às 11:14

Como sendo um fato histórico social-econômico tão importante para o Brasil, nunca é damais publicar esta história teuto-brasileira.

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Ovidio Hillebrand 30/07/2014, às 11:13

Como sendo um fato histórico social-econômico tão importante para o Brasil, nunca é damais publicar esta história teuto-brasileira.

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Astomiro Romais 28/07/2014, às 10:50

Parabéns, Sílvio, pelo breve mas denso artigo. O exemplo dos alemães nos leva a reflexões oportunas sobre a possibilidade de convivência fraterna, de simpatia e solidariedade entre os povos. Como brasileiro e descendente de alemães, percebo com orgulho o quão marcante e inesquecível foi a passagem dos alemães ao ver ainda na mídia, passados já tantas dias do fim da Copa, os rastros de humanidade que aqui deixaram.

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Sílvio Aloysio Rockenbach 27/07/2014, às 02:45

Der Gesang mit integrierter Tanzeinlage war rund um die Europameisterschaft 2008 ziemlich angesagt in Deutschland. So angesagt, dass die Nationalspieler bei ihrer abschließenden Feier auf der Fanmeile sogar offizielle Merchandising-Shirts mit dem Spruch „So gehen die Deutschen“ trugen. Es gibt mit Sicherheit originellere Fangesänge. Es gibt aber auch deutlich schlimmere, beleidigendere, chauvinistischere. Dass Verlierer gramgebeugt und gebückt durch die Gegend schleichen, während der Sieger sein Kreuz durchdrückt und vor Freude hüpft, das ist keine Beleidigung. Es ist ein Gemeinplatz. Siehe: Der Gesang mit integrierter Tanzeinlage war rund um die Europameisterschaft 2008 ziemlich angesagt in Deutschland. So angesagt, dass die Nationalspieler bei ihrer abschließenden Feier auf der Fanmeile sogar offizielle Merchandising-Shirts mit dem Spruch „So gehen die Deutschen“ trugen. Es gibt mit Sicherheit originellere Fangesänge. Es gibt aber auch deutlich schlimmere, beleidigendere, chauvinistischere.

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geguba 26/07/2014, às 11:46

Sie auch tanzten stellen die Argentinien als niedriger Leute aus und die Deutschen als überlegener. Leider!

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geguba 26/07/2014, às 11:46

Sie auch tanzten stellen die Argentinien als niedriger Leute aus und die Deutschen als überlegener. Leider!


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