Colunistas

14/12/2015

Brasil: Emergente ou submergente? - por Ivar Hartmann*

Nossa terra é considerada um país emergente. Atualmente está mais para submergente. Na lama. Professor de história sempre me chamou a atenção de como uma cidade – de forma única na história – conseguiu criar um império.

Todos os impérios conhecidos através dos tempos tiveram por base um país ou um povo que através de vários chefes foram lhe dando supremacia mundial. Persas no passado, americanos no presente, com boa área territorial e população, avançaram sobre seus vizinhos e, pela força, conquistaram terras, riquezas e escravos. Uma cidade, no entanto, fez o mesmo: Roma! Como uma cidade pode transformar-se em um império? Que homens (e mulheres) eram aqueles que conseguiram tal prodígio?

Bem se vê: uma cidade tem população reduzida e meios reduzidos para conquistas. Roma também. Mas foi dominando as cidades vizinhas, as regiões vizinhas e as terras não tão vizinhas da Inglaterra ao Mar Negro, fazendo do Mediterrâneo, o Mare Nostrum (Nosso Mar). Não havia limites para os romanos antigos.

Comparados ao país onde vivemos, é noite e dia. O “mos maiorum” (a moral dos antepassados) eram os princípios não escritos, vindos da fundação da cidade. Consagrados pelo tempo, eram os modelos de comportamento e práticas sociais na vida privada, política e militar. Um deles, substantivo em relação aos demais, e desconhecido entre os brasileiros era o da “dignitas”. Dignidade. Pessoal e exclusiva de cada um refletiam as ações do indivíduo em suas atividades públicas. A busca da glória e honra, do reconhecimento público, pelo seu trabalho por Roma.

Glória que não se trocava por dinheiro ou cargo algum. Traziam honra á família e perpetuava o nome familiar para o futuro. Era o que levavam as legiões romanas a vencer inimigos mais poderosos. Era o que levava os políticos a realizar, produzir, tornar-se destacado entre os romanos. Poucos conquistaram o máximo em suas atividades usando de seu engenho, competência, estudo, integridade, ou fidelidade. Poucos levaram sua “dignitas”, seu orgulho pessoal, ao Templo de Júpiter. Mas todos buscavam esta excelência. Então , nos seus tempos áureos, Roma crescia pela “dignitas” de milhares de homens que sabiam: a Deusa Fortuna - a deusa da sorte, do destino e da esperança – velava pelos probos e capazes. Manter a dignidade era maior que a riqueza mal havida. Roma acabou quando ela acabou. O Brasil acabou quando ela acabou.

Ivarhartmann@hotmail.com

*Ivar Hartmann é promotor público aposentado, colunista do diário Jornal NH, Grupo Sinos, Novo Hamburgo, RS, e colaborador do portal BrasilAlemanha e da mala direta BrasilAlemanha Neues.



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