Esta versão está descontinuada.

Acesse novo site do portal Brasil Alemanha:

https://www.brasilalemanha.com.br

Colunistas

11/09/2013

Blumenau e Weingarten fortalecem laços de amizade

A relação de amizade não se restringe apenas às pessoas. No âmbito do Poder Executivo, esta condição de parceria também pode surgir com as cidades irmãs. Esta nomenclatura significa que as cidades possuem relações comuns entre si e semelhanças nos aspectos culturais, demográficos ou turísticos. Blumenau possui essas relações com Weingarten, localizada no Estado de Baden-Württemberg, no Vale do Rio Schussen, na Alemanha.

 

A cidade alemã mantém parte de sua arquitetura como era nos tempos de colônia, assim como Blumenau. Esta relação de preservação dos costumes e parcerias econômicas e educacionais é defendida pelo presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Sylvio Zimmermann Neto que busca aproximar ainda mais as duas comunidades.

 

É a primeira cidade-irmã de Blumenau na Alemanha. As outras são Osorno, no Chile, e Bariloche, na Argentina. "O avanço nas relações culturais no campo internacional visa promover a aproximação entre os povos. A cultura cria um ambiente favorável ao entendimento das diferenças e abre portas para as possibilidades por meio do intercâmbio educacional, profissional e econômico", declara.

 

Como o aval do prefeito Napoleão Bernardes, Zimmermann é responsável por tratar dos interesses do município no âmbito das relações internacionais. Nesta gestão, procura incrementar as cooperações técnicas internacionais e avançar no intercâmbio cultural e educacional com outras nações. Com o intuito de incrementar os laços de amizade, a Fundação Cultural de Blumenau solicitou a bandeira de Weingarten ao atual prefeito Markus Ewald.

 

As relações entre as cidades se fortalecem em excelente momento, porque 2013 é o ano da Alemanha no Brasil. Em razão deste fato, em maio, a Fundação Cultural de Blumenau, por meio do seu presidente, enviou ao prefeito Napoleão Bernardes um projeto de lei que declara Blumenau cidade irmã de Weingarten. A Câmara de Vereadores aprovou a iniciativa e prontamente o prefeito sancionou e promulgou a lei.

 

A declaração de que trata esta lei tem por objetivo a realização de acordos e programas de ação com o fim de fomentar o mais amplo conhecimento recíproco e fundamentar os intercâmbios sociais, culturais e econômicos entre as duas cidades.

 

Laços estreitos 

A situação de fraternidade Weingarten surgiu por meio de um alemão, Hermann Suesseger. Ele fixou-se em terras brasileiras com a finalidade de prosseguir os estudos e atuar na área do magistério. Após terminar sua formação que se prosseguiu de forma religiosa em Santana do Livramento (RS), veio para Blumenau lecionar no Colégio Santo Antônio (hoje conhecido como Colégio Bom Jesus).

 

O nome de Hermann rapidamente transformou-se em "German" para os brasileiros. Os alunos passaram a chamar "German" carinhosamente de Germano. Durante as atuações pedagógicas, tornou-se membro conhecido da cidade. O professor fez parte do corpo docente da instituição por 17 anos. Neste período, comandou a formação de jovens, que posteriormente ocupariam os melhores postos de trabalho da cidade. Entre seus alunos estão Hercílio Luz Costa, Antônio Carlos Loureiro, Ricardo Schwanke, Carlos Odebrecht, Marcílio Filho, Lothar Stein, Ronaldo Reichow e Gervásio Luz.

 

Além de contribuir com a formação do povo blumenauense, o alemão estabeleceu fortes influências em Blumenau. Ao voltar para a cidade de origem, levou o nome Blumenau e do Brasil aos alemães. Propagador de ambas as culturas observou o progresso blumenauense entre as décadas de 1960 e 1970.

 

Os vínculos entre Blumenau e Weingarten ficaram cada vez mais estreitos quando em dado o momento o chefe de relações públicas e imprensa da prefeitura de Blumenau da época, José Gonçalves, e o correspondente de língua alemã Alfred Wilhelm enviaram uma bandeira da cidade catarinense ao então prefeito de Weingarten, Rolf Gerich. De acordo com documentos históricos, a parceria entre as cidades foi proposta no mandato de Félix Theiss, em 1975, com auxílio do jornalista José Gonçalves.

 

Em decorrência das relações culturais recíprocas entre as cidades, Hermann conseguiu ir além. Após tantos louros feitos a Blumenau, o prefeito de Weingarten, Rolf Gerich, prestou auxílio financeiro à Fundação Casa Dr. Blumenau, nome dado à Fundação Cultural de Blumenau até 1990. Esta ajuda serviria para custear as obras do prédio que hoje abriga o Arquivo Histórico José Ferreira da Silva e a Biblioteca Municipal Dr. Fritz Müller.

 

Auxílios de Weingarten também surgiram na enchente de 1983. Em contato com o prefeito da época Dalto dos Reis, o prefeito de Weingarten declarou interesse em patrocinar a reconstrução do Hospital Santo Antônio porque este costuma atender a parcela menos abastada da população blumenauense. Hermann, que passava as férias em Blumenau no período da catástrofe climática, ficou ilhado em um hotel da cidade. Ao sentir na pele os efeitos da tragédia, o professor produziu material documental sobre a enchente e apresentou-o em diversas conferências.

  

Fonte: Sylvio Zimmermann Neto, presidente da Fundação Cultural de Blumenau (47 3381-6181/9240-7314)

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello (47 3381-6190/9977-9689)



Comentários

Participe! Aqui sua opinião vale muito.


  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
Logomarca oficial da imigração alemã no Brasil. Reprodução liberada e recomendada, para uso não comercial.
Para uso comercial e originais em alta resolução: contato@brasilalemanha.com.br.

© 2004-2021 BrasilAlemanha - O portal oficial da imigração alemã no Brasil - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Sapiência Tecnologia

Publicidade