Colunistas

19/06/2015

A preservação de um área de mata nativa - por Ivan Seibel*

Os imigrantes pomeranos, ao menos em muitas localidades do Brasil, desde muito cedo se deram conta de que havia necessidade de preservarem alguma mata nativa.

Isto aconteceu até em função de uma observação feita em colonizações de outros grupos étnicos em que ocorreu um sistemático desmatamento de toda a propriedade. Por outro lado, também se deram conta de que, ao preservarem uma área de mata, sempre teriam onde procurar madeira, seja para a construção de novas casa como também como lenha para o consumo próprio.

Este procedimento fez com que passassem a adotar um sistemático processo de “descanso” do terreno ao se deixar crescer uma nova vegetação conhecida como “capoeira” ou “capoeirão”. Havia também o conceito de que uma queima completa poderia levar à perda da lavoura por um ou dois anos, pois, a prática da queima localizada de restos de folhagem e da vegetação já mais crescida logo evidenciou que levava a uma maior destruição de partes isoladas dentro do terreno.

Todas estas observações logo fizeram com que fosse aumentado o tempo de “descanso” do terreno para dois e posteriormente para três ou até quatro anos. O milho exigia uma terra mais ou menos compacta e habitualmente se desenvolvia menos em áreas muito queimadas. A cultura do café não costumava ser tão prejudicada, até porque o seu desenvolvimento acontecia ao longo de diversos anos. Foi desta forma que os pomeranos, também na agricultura se tornaram pioneiros no processo de conservação de suas terras e de preservação da mata nativa.

 



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