Colunistas

01/06/2019

A morte aérea - por Ivar Hartmann*

Nos últimos tempos tem aumentado no Brasil o número de vítimas famosas em acidentes de aviação com pequenos aviões ou helicópteros.

Tivemos o desastre da Chapecoense. O avião em que o time viajava pilotado pelo proprietário da companhia, caiu porque faltou combustível. Era uma companhia quebrada, usando a gíria, de quinta categoria. Mesmo assim foi contratada.

O candidato Eduardo Campos morreu porque houve falha humana e as condições eram inapropriadas para a operação no aeródromo.

O ministro do Supremo Teori Zavascki morreu quando o avião caiu na água porque a visibilidade estava abaixo da exigida e não havia condições de pouso.

O jogador de futebol do Inter, Fernandão, morreu porque o piloto não tinha autorização para vôo noturno.

O apresentador Ricardo Boechat, da Band, morreu porque o helicóptero não tinha autorização para voar com passageiros.

O cantor morreu semana passada porque o avião em que viajava, de um aeroclube, não podia levar passageiro.

Estes porquês, me parece, chegam todos ao mesmo por quê.

Porque normas técnicas elementares não foram seguidas pelos humanos responsáveis. Agora se estes são os acidentes com mortes, sabidos por tratar-se de gente conhecida, quantos quase acidentes não ocorreram por um triz? Quantos acidentes não se noticiam pelas lesões terem sido leves?

Em muitas vezes, certamente, as vítimas são também responsáveis, por exigirem o vôo ou a aterrissagem, ou trocando segurança por preço mais barato, esquecendo o risco de vida, achando que tudo vai dar certo.

Em companhias grandes dá pelas normas rígidas. Não adianta culpar os órgãos do governo responsáveis pela fiscalização. Como controlar cada vôo, como cuidar cada piloto para que não erre em seu raciocínio?

Um amigo, comandante de avião grande, que aprendeu pilotando avião pequeno de aeroclube, dizia quanto um avião pequeno é inseguro. Como helicóptero. Na mente humana e seus interesses, eis a resposta do porquê de tragédias que poderiam não ter ocorrido.

ivar4hartmann@gmail.com 


*Ivar Hartmann é promotor público aposentado, colunista do diário Jornal NH, Grupo Sinos, Novo Hamburgo, RS, e colaborador do portal BrasilAlemanha e do informativo BrasilAlemanha Neues.



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