Colunistas

06/06/2016

A incrível comunicação entre os beija-flores - por Vilson Winkler*

A propriedade de Vilson Winkler, em Porto Mauá, cidade portuária às margens do rio Uruguai, no Noroeste do Rio grande do Sul, alimenta beija-flores há 16 anos.

No dia 12 de abril de 2016, após cinco meses sem a colocação de bebedouros (recipientes) de água-doce para beija-flores, devido ao calor do verão, foram reinstalados dois reservatórios, registrando neste dia um consumo de 0,8 litros, provando a incrível comunicação entre os colibris, pois em poucas horas avisaram uns aos outros do retorno dos bebedouros.


Beija-flores em espetáculo único da natureza

No segundo dia, já com quatro recipientes, o consumo passou para 1,2 litros. No terceiro para 1,5 litros. No quarto dia, já com seis reservatórios o consumo passou para 3 litros diários. No trigésimo dia (12/05), o consumo havia passado para seis litros, mas teve que ser suspenso neste dia devido a presença das abelhas africanas, que sentiram o odor da água-doce no chão, provocada pelas aves papa-figo, que também redescobriram a presença dos reservatórios e passando a consumir esta água e ao voar balançam estes recipientes devido ao seu peso, derramando esta água adocicada ao chão, atraindo as abelhas.

As presenças desagradáveis nesta atividade de alimentar beija-flores são as abelhas e os papa-figos. As presenças agradáveis são as várias dezenas de colibris, que proporcionam um espetáculo da natureza, além dos canarinhos e pintassilgo (16 anos), que também se alimentam desta água-doce.

Esta atividade iniciou no ano 2000, após ver na residência da Sra. Melita Loose Fenner, em Tuparendi, falecida em 23 de março de 2011.

 

O recorde de consumo ocorreu no dia 29 de junho de 2014, mesmo dia da segunda maior enchente de Porto Mauá, quando consumiram oito litros de água-doce, no dia seguinte teve que ser suspensa devido às abelhas.

No verão também é suspenso, devido o intenso calor, mesmo sendo instalados na sombra, pois a temperatura neste ambiente oscila entre 35 e 40ºC, podendo fermentar a água e causar a morte dos mesmos.

Após vários anos com a presença indesejável dos papa-figos, que até já aprenderam a parar no ar com os beija-flores, foi instalado um suporte de metal, que comportará sete bebedouros de 920 ml cada, sendo que neste suporte os reservatórios não ficarão mais pendurados (suspensos) e sim acoplados ao metal, que impossibilitará que balancem, consequentemente não cairá água-doce no solo e atrairá as abelhas. Esta nova tentativa de solucionar o problema dos papa-figos será colocada em prática em breve, quando as abelhas pararem de vir, período que demora em torno de trinta dias.

Alimentar beija-flores requer cuidados, tais como: não expor os bebedouros ao sol, lavar diariamente e não reaproveitar as sobras. Caso não houver estes cuidados poderá causar a morte dos colibris. Esta atividade tem um alto custo financeiro diário e mensal.

Esta atividade já virou reportagem em nível regional e estadual na RBS TV (06/07/2010) e no Canal Rural (07/07/2010), apareceu na capa de diversos jornais estaduais, tais como: Zero Hora, Correio do Povo, entre outros, além de virar notícia em diversas rádios.

A empresa Plast Pet, de Blumenau – SC, após ver a reportagem dos beija-flores, enviou de presente dez novos bebedouros, de 920 ml cada.

A maior incidência de colibris (beija-flor) ocorre no inverno e em dias chuvosos. No inverno devido à falta de flores e nos dias chuvosos devido à água das chuvas acumulada nas flores. 

Texto e foto: Vilson Winkler

*VILSON WINKLER
Jornalista MTB nº 14977
Representante de jornais desde 01/02/1990
Representante dos jornais Noroeste e Sentinela
Oficial Administrativo e Assessor de Imprensa / Prefeitura Municipal de Porto Mauá
vilson.winkler@gmail.com ou vilson@portomaua.rs.gov.br
(55) 9613 1158 ou (55) 3545 1146 (coml)



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