Colunistas

09/07/2014

matéria de: Ivan Seibel

Seibel 1040 AHAI - O fluxo migratório Capixaba no final do século XIX

No final do século XIX, em decorrência da abolição da escravatura, grande parte dos alforriados da Província de Espírito Santo havia se embrenhado nas florestas, talvez, em uma tentativa de esquecerem o seu passado sofrido nas fazendas. Foi este o caboclo que veio a se constituir em uma espécie de pioneiro da própria colonização européia. No início do século vinte, pouca informação se tinha sobre a população nativa, até porque os silvícolas eram considerados um povo sem importância, cuja preocupação era apenas com a caça e a pesca de subsistência. Seus remanescentes, para fugirem do avanço da colonização tinham seguido para a metade norte de Espírito Santo. Os descendentes dos escravos, com a abolição da escravatura passaram a viver ás margens dos desmatamentos e, em apenas poucos casos constituíram-se em mão de obra diarista nas áreas de colonização européia. Foi neste cenário que, em 1880, milhares de novas famílias de italianos europeus também começaram a engrossar o fluxo migratório. O aspecto exterior destes imigrantes italianos talvez não fosse muito diferente dos teutos, até porque, também eram muito pobres, vinham em grandes navios “abarrotados de gente” traziam poucos pertences pessoais. O que os diferenciava era o seu novo perfil profissional. Havia camponeses, mas também chegaram marceneiros, carpinteiros, ferreiros, guarda-livros e professores.

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