Colunistas

23/06/2014

matéria de: Ivan Seibel

Ivan Seibel, Programa AHAI 1038

O dote das meninas-casadoiras

Durante as primeiras décadas da colonização pomerana no Estado de Espírito Santo, de certa forma, os casamentos arranjados eram uma necessidade. Casar ou não casar,  esta é a questão, como certamente teria escrito William Shakespeare se tivesse tomado conhecimento do fato. Pelo costume, a rapaziada recebia terras, enquanto que as moças recebiam o seu dote, geralmente na forma de uma vaca de leite, uma cômoda, uma maquina de costura e um pequeno enxoval.  A persistência deste costume gerou situações curiosas como a maior liberdade dos jovens pretendentes sobre as meninas-casadoiras. Assim, um determinado pai que tinha meia dúzia de filhas moças reclamou das investidas desenfreadas dos nove filhos homens de um vizinho sobre as referidas donzelas. Pela resposta recebida, denota-se que também naquela época, o machismo interesseiro prevalecia: “Sperr die Hoina in, ik lot mi Hohna loupa” (prenda as tuas franguinhas que os meus galos eu crio soltos). Tendo ainda recomendado: “Megas, brugt dai oucha uk nia tau moka” (meninas, vocês também não precisam andar de olhos vendados). O fato é que o episódio registrado naquelas famílias ainda hoje continua sendo repassado em forma de anedota de geração em geração.

Seria isto por hoje. 

Ivan Seibel

Download do arquivo de áudio

  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
  • brasilalemanha
Logomarca oficial da imigração alemã no Brasil. Reprodução liberada e recomendada, para uso não comercial.
Para uso comercial e originais em alta resolução: contato@brasilalemanha.com.br.

© 2004-2019 BrasilAlemanha - O portal oficial da imigração alemã no Brasil - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Sapiência Tecnologia

Publicidade