Colunistas

29/07/2015

matéria de: Ivan Seibel

27 07 15 AHAI 1095 - Os líderes naturais da comunidade.

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Os anos de 1935 até 1946 foram muito difíceis para a população pomerana. A perseguição a toda a qualquer pessoa que não falasse a língua português passou a ser sistemática. Na verdade este processo era direcionado a tudo que pudesse ser correlacionado com a cultura europeia, seja alemã ou pomerana. Com isto, muitas vezes, casas passaram a ser invadidas e não poucas vezes objetos de valor requisitados ou simplesmente “roubados”. Era um verdadeiro vandalismo oficializado. Na verdade, quem mais sofreu as consequências deste processo, foram as crianças em idade escolar. As escolas simplesmente foram fechadas ou “encampadas” e seus professores proibidos de se manifestarem. Em alguns casos chegaram a ser encarcerados. Os poucos professores brasileiras destacados para estas escolas incutiam um verdadeiro terrorismos nos alunos. Isto, porque ao passarem a lecionar em português as criança, além de nada entenderem do que era ensinado, não podiam sequer se comunicar na sua língua materna. A consequência imediata foi uma retração ainda maior de grande parte dos habitantes para o interior das suas propriedades. Toda vez que algum estranho chegava perto das casas, quem podia, escondia-se nas matas. Os filhos pequenos já sem escola, passaram a viver amedrontados e se escondiam com a chegada de qualquer pessoa desconhecida. Em algumas comunidades interioranas este verdadeiro processo de terrorismo contra o pomerano ou mesmo de desqualificação persistiu até a década de 1970.

Seria isto por hoje.

Seu Ivan Seibel

 

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