Pomeranos sob o Cruzeiro do Sul - por Ivan Seibel*

Em seu livro, POMERANOS UNTER DEM KREUZ DES SÜDENS, com tradução para  POMERANOS SOB O CRUZEIRO DO SUL, o historiador alemão Klaus Granzow, a partir das observações feitas durante sua viagem pelo Brasil, descreve o dia a dia dos pomeranos brasileiros.

Essa obra tem grande importância para os que se interessam pelo tema, por conter uma das primeiras descrições pormenorizadas do povo pomerano, que a essa altura já vivia, há mais de cem anos no Brasil. Foi um povo, que viveu em uma época de um relativo isolamento. Época essa também descrita em uma outra obra, O IMIGRANTE NO SÉCULO DO ISOLAMENTO.

Na sua narrativa o pesquisador cita que, “este povo é trabalhador, cultiva com muito suor e dedicação a terra que lhe dá o sustento. Os pomeranos reverenciam a natureza e as pessoas. São eternamente gratos a Deus por tudo que a terra lhes oferece em resposta ao trabalho realizado e por poderem viver em comunidade.

Os mutirões na abertura das estradas e construção de escolas comunitárias, o fervor da FESTA DA COLHEITA, realizada anualmente, o batizado, a confirmação e o casamento são exemplos marcantes disso...” Com estas frases, o autor consegue descrever, em poucas palavras, com muita clareza, a maneira de pensar e de ser desses brasileiros, descendentes de um dos grupos de imigrantes mais enigmáticos que se fixaram no Brasil: os pomeranos.