Cooperação Brasil e Alemanha - por Carlos Henrique Dullius*

Brasil e Alemanha firmam cooperação técnica e financeira para incentivar o desenvolvimento sustentável. O acordo prevê um aporte financeiro de 81,9 milhões de euros advindos do governo alemão. Uma parte dos recursos financeiros será vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre as áreas a serem contempladas estão a proteção florestal e inovação das cadeias produtivas agropecuárias da Amazônia.

No mês de novembro de 2019 membros do governo alemão e do brasil estiveram reunidos no Ministério Alemão da Cooperação Econômica e Desenvolvimento em Bonn, para firmar cooperação técnica e financeira para projetos de desenvolvimento sustentável.

A cooperação prevê um aporte financeiro de 81,9 milhões de euros do governo alemão e destes 40,4 milhões serão destinados para projetos vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil.

Os recursos financeiros serão direcionados para as áreas de bioeconomia, proteção florestal, recuperação ambiental e reflorestamentos em pequenas propriedades rurais na Mata Atlântica, inovação nas cadeias produtivas da agropecuária na Amazônia e implementação do Cadastro Ambiental Rural.

Os membros dos dois países se reúnem a cada dois anos e esta foi a primeira reunião que ocorre durante o governo do presidente Jair Bolsonaro e que conta com a presença do Ministério da Agricultura brasileiro.

Durante as reuniões, o Brasil destacou a necessidade de que as ações tenham como pilar fundamental a sustentabilidade e a participação do MAPA foi extremamente importante, pois trouxemos os conceitos da sustentabilidade que defendemos no âmbito da agricultura no Brasil e no mundo. Segundo a ministra Tereza Cristina “Não existe agricultura sem ela ser sustentável nas questões ambiental, social e econômica”.

Outro assunto de destaque foi a bioeconomia, que é um tema sobre o qual já trouxe em outros comentários. A Bioeconomia tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões entre Brasil e Alemanha ao ponto do Brasil lançar um programa chamado Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade e por este motivo virão recursos adicionais de 10 milhões de euros para que essa questão seja trabalhada no Brasil.

Segundo a Agência Brasileira de Cooperação, há mais de 50 anos os dois países têm trabalhado conjuntamente para o desenvolvimento sustentável. A Alemanha é um importante parceiro no fomento de políticas públicas e iniciativas de cooperação nas áreas de “proteção e uso sustentável das florestas tropicais” e “energias renováveis e eficiência energética”.

Acredito que este assunto possa ser tendencioso e leva a crer que estamos caminhando em direção ao desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo que vemos o desmatamento aumentar desenfreadamente em várias regiões da região amazônica, o aumento da pobreza e da fome no país e demais catástrofes ambientais vale a pena refletir se estamos indo em direção do caminho da sustentabilidade.

Ich wuensche allen ein schönes Wochenende. Bis bald. I
hr Carlos Dullius aus Estrela, RS.

Dr. Carlos Henrique Dullius Possui graduação em Biologia/Ecologia (2000) e mestrado em Desenvolvimento Regional, Área Tecno-Ambiental, pela Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC (2004), doutorado em Microbiologia, pela Universidade de Konstanz, Alemanha (2011) e Pós Doutorado em Bioprospecção de princípios ativos produzidos por bactérias endofíticas, ocorrentes em plantas medicinais do Cerrado (PDJ, CNPq), no Instituto Nacional de Áreas Úmidas /  INAU - Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT (2012). Desde 2012 atua como pesquisador em projetos de PD& I para a indústria de alimentos e em projetos de isolamento e caracterização de microrganismos de interesse industrial com potencial para o desenvolvimento de produtos biológicos. Desenvolveu atividades como pesquisador em projetos do CNPq, para a utilização de efluentes da indústria de alimentos e de dejetos da agropecuária possíveis de serem utilizados na produção de biogás. Desde 2014 atua como pesquisador coordenador de projetos de desenvolvimento de produtos lácteos junto ao Parque Tecnológico da Univates. Áreas de interesse: Biotecnologia Industrial, Bioeconomia, Desenvolvimento de produtos lácteos.

(nformações coletadas do Lattes em 20/10/2019)